Documento de Damasco

O Documento da Nova Aliança na Terra de Damasco, também chamado de Fragmentos Zadoquitas, é uma escritura importante para a Comunidade de Qumran. São oriundos de duas descobertas, uma parte dos Manuscritos do Mar Morto e outra entre os materiais da geniza do Cairo,

O Documento de Damasco poussi duas seções principais.

A “exortação” apresenta o ensino religioso da comunidade, enfatizando a fidelidade à aliança de Deus com Israel e a estrita observância do sábado e de outros dias santos. Também discorre sobre um enigmático líder, o Mestre da Retidão, oposto pelo Sacerdote Ímpio e sendo perseguido e exilado.

A segunda seção contém uma lista de estatutos que tratam de votos e pureza ritual, diretrizes para assembleias comunitárias, a seleção de juízes e os deveres do Guardião, que controlava a admissão e instrução de novos membros.

 Westminster Sisters

Agnes Smith Lewis (1843–1926) e Margaret Dunlop Gibson (1843–1920), eruditas bíblicas britânicas especializadas em línguas semíticas. Conhecidas pela redescoberta dos manuscritos da Geniza da Sinagoga do Cairo.

Filhas gêmeas de um jurista afluente, falavam alemão, francês e italiano quando deciriram aprender mais línguas e viajaram pela Europa e Oriente Médio em 1868.

As irmãs viajaram para o mosteiro de Santa Catarina no Sinai em 1892 e descobriram uma das primeiras versões siríacas dos Antigos Evangelhos Siríacos. Continuaram a coletar manuscritos e livros, fazendo importantes avanços nos estudos do aramaico cristão palestiniano. Colaboraram com os eruditos europeus de sua época, juntando mais de 1.700 manuscritos.

Identificaram, na Geniza da Sinagoga Ben Ezra no Cairo, os fragmentos do qual seria um dos maiores achados em estudos bíblicos.

Pesquisaram em colaboração com Universidade de Cambridge, a qual nunca lhes concedeu diplomas às irmãs. Todavia, receberam títulos honorários das universidades de Halle, Heidelberg, Dublin e St Andrews.

Geniza de Cairo

Coleção de fragmentos de manuscritos recuperados na década de 1890 de um depósito de manuscritos descartados (“genizah”) na Sinagoga Ben Ezra no Cairo, Egito.

Os documentos datam do final do século IX até o século XIX. Eles incluem fragmentos de livros do Antigo Testamento, fragmentos de Targum, porções hebraicas do livro de Siraque, palimpsestos de livros do Novo Testamento e duas cópias do Documento de Damasco, encontrado mais tarde entre os Manuscritos do Mar Morto.