Fribaptistsamfundet

Fribaptistsamfundet ou União Batista Livre foi uma denominação batista primitivista sueca que existiu entre 1872 e 1992, iniciada pela pregação de Helge Åkeson.

Helge Åkeson (1831-1904) foi um membro da Igreja da Suécia de tendências pietistas e na década de 1850 aderiu aos batistas. Começou a pregar, mas logo teve conflitos na União Batista Sueca por suas posições doutrinárias. Não acreditava que a crença na trindade deveria ser exigida como critério de participação na Igreja. Pacifista, recusava o serviço militar. Argumentava que os ministros não deveriam receber salários, deveriam manter-se com trabalhos seculares e serem ordenados sem requisitos educacionais. Ensinava que o tormento dos condenados não era eterno, mas temporalmente limitado. A expiação seria objetiva e não penal ou vicária.

A Fribaptistsamfundet ganhou seguidores principalmente em Scania, Gotland, Dalarna, Västmanland e Västergötland. No início de 1900, a denominação teve seu auge com cerca 5.000 membros. Enfatizavam o não credalismo, o pacifismo e o ministério leigo.

Em 1994, a União Batista Livre fundiu-se com a União de Santidade (Helgelseförbundet), e em 1997 fundiu-se com a Missão Örebro para formar a Igreja Evangélica Livre na Suécia. Antes da fusão, havia cerca de 30 congregações e 1.000 membros.

Credos e confissões de fé

Credos e confissões de fé são declarações de doutrinas expressas por comunidades cristãs para diversos propósitos.

Credos são declarações universais que resumem as crenças básicas da fé cristã. São normalmente curtos e concentram-se nos princípios fundamentais, como a crença em um Deus, na divindade de Jesus Cristo e na Trindade. Originalmente, os credos eram declarações de fé pessoais. Os credos são frequentemente usados para ensinar aos novos convertidos os fundamentos da fé e para unir todos os cristãos na sua profissão comum de fidelidade a Deus. Também aparecem em elementos litúrgicos como recitação antes da Ceia ou no batismo. Exemplos de credos incluem o Credo dos Apóstolos e o Credo Niceno.

Confissões de fé são mais detalhadas e específicas. Originaram-se dos artigos de fé, as explicações escolásticas de cada implicação teológica derivada das proposições dos credos. Também, na Idade Média as confissões de fé passaram a ser exigidas para esclarecer posicionamentos de candidatos a certas posições do clero, ou como posições de réus em processos eclesiásticos, além de explicitar pontos comuns para discussões acadêmicas e disputas teológicas. A partir da Reforma, as confissões de fé passaram a ser escritos por grupos ou denominações específicas para abordar as crenças e preocupações distintas de sua comunidade. As confissões muitas vezes tratam de doutrinas secundárias, como origem do pecado ou detalhes escatólogicos, ou tratam de explicações para práticas e condutas, como o batismo e a santa ceia. Fornecem uma explicação mais aprofundada da teologia no que se refere à vida cotidiana e à identidade denominacional. Exemplos de confissões incluem a Fórmula de Concórdia (Luterana), a Confissão Belga (Reformada) e os Vinte e Cinco Artigos de Religião (Metodista). Visto serem mais detalhadas, não são incorporadas ao culto, mas aparecem nas classes de instruções de membros ou candidatos ao ministério.

A discussão do papel dos credos e confissões são tratadas pelo ramo da teologia sistemática chamada de teologia credal, enquanto a teologia dogmática cuida do conteúdo dessas declarações de fé.

Várias tradições cristãs rejeitaram o uso de credos ou confissões por motivos diversos como a adesão estrita às Escrituras, a ênfase na fé vivida, desconfiança de seus empregos normativos e disciplinares. Essa postura, chamada de não-credalismo ou anti-confessionalismo, não implica na inexistência de um conteúdo de fé comum ao grupo, mas contra sua formalização.

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