Nathaniel William Taylor

Nathaniel William Taylor (1786-1858) foi um teólogo congregacionalista que estudou com o filho de Edwards e se tornou um dos principais proponentes da Teologia de New Haven, um movimento que procurou modernizar as ideias de Edwards para o século XIX.

Taylor enfatizou a importância da agência humana na salvação e minimizou a doutrina do pecado original. Salienteva, em vez disso, o papel da responsabilidade pessoal pelo pecado.

Desenvolveu a doutrina de “governo moral” – a ideia de que Deus governa o universo de acordo com princípios morais.

Suas ênfases na moralidade e na responsabilidade levaram a todo redirecionamento dos evangélicos nortistas para obras de justiça social.

Ulrich Zwingli

Ulrich Zwingli (1484-1531) foi um teólogo e reformador suíço, líder da Reforma de Zurique. Ele enfatizou a importância da Bíblia e rejeitou muitas das tradições da Igreja Católica.

Zwingli era um pároco de uma aldeia no cantão de Zurique quando passou a ler o Novo Testamento e chegou, de forma independente, às conclusões similares de Lutero.

Para Zwingli, o sacrifício e a morte de Cristo foram um evento, realizado totalmente no tempo, e são válidos e eficazes para sempre. Em consequência, o momento ou ato decisivo para restaurar a relação rompida entre Deus e os homens não reside na fé individual; ao contrário, a fé é uma espécie de reconhecimento e aceitação pessoal de uma reconciliação já realizada. Isso também tem consequências para a compreensão da Ceia do Senhor: é uma refeição simbólica para celebração de lembrança e gratidão do sacrifício de Cristo.

Nomeado pregador da mais prestigiosa igreja de Zurique, Zwingli implantou a Reforma na cidade, mas morreria quando enfrentou os exércitos católicos. Seu legado foi a vertente reformada da Reforma protestante.

Cornelis van der Kooi

Cornelis van der Kooi (1952- ) é um teólogo reformado holandês.

Sua carreira está associada à Vrije Universiteit Amsterdam, tendo escrito sobre pneumatologia, teologia refomacional e estudos barthianos. É autor de uma teologia dogmática, junto de Gijsbert van den Brink.

BIBLIOGRAFIA

Site pessoal

van der Kooi, C. As in a Mirror. John Calvin and Karl Barth on Knowing God. A Diptych, Leiden: Brill, 2005.

Ernst Troeltsch

Ernst Troeltsch (1865-1923) foi um teólogo, historiador das religiões e filósofo da Igreja Evangélica Alemã.

Para Troeltscho cristianismo deve ser entendido em seu contexto histórico e cultural e que deve estar aberto ao diálogo com outras religiões e cosmovisões. Por isso, a doutrina e a prática cristãs deveriam ser adaptadas às mudanças nas circunstâncias sociais e culturais. Entre suas obras estão The Social Teachings of the Christian Churches e The Absoluteness of Christianity and the History of Religions.

A abordagem de Troeltsch à teologia usando o método histórico, que leva à sua compreensão particular da crença cristã e da cristologia. Troeltsch não afirma uma necessidade de crença em milagres específicos ou as crenças cristãs tradicionais sobre a natureza de Jesus, mas usa a teoria social para explicar o impacto de Jesus em seus contemporâneos e o surgimento da Igreja primitiva. Troeltsch vê Jesus como o catalisador para a formação da comunidade cristã, mas não o vê como Deus encarnado ou sua morte na cruz como tendo valor salvífico universal e absoluto. Ele também reconhece que o significado de Jesus varia em diferentes culturas e tradições religiosas.

Foi colega e vizinho de Max Weber (1864-1920), amigo de Georg Jellinek (1851-1911) e Abraham Kuyper (1837-1920).

Abraham Kuyper 

Abraham Kuyper (1837-1920) foi um teólogo reformado, jornalista, estadista e filósofo político holandês. Influencial pelo Het Réveil, Kuyper foi uma figura-chave no movimento neocalvinista e desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da democracia cristã protestante.

As ideias políticas de Kuyper estão centradas em seu conceito de “esferas de soberania”. Diferentes esferas da sociedade, como o estado, a família, a igreja e a economia, têm responsabilidades separadas e distintas e devem operar independentemente umas das outras, mas funcionalmente subordinadas a valores e objetivos cristãos — ultimamente ao senhorio divino.

Kuyper fundou o primeiro partido moderno em uma democracia eleitoral, uma universidade (a Vrije Universitatet Amsterdam) e empresas de mídias voltadas ao ideal de pilarização da sociedade. Por essa estratégia política, cada comunidade (católica, socialista, liberal, reformada) possuía suas próprias instituições sociais nos Países-Baixos. Como crente em uma graça comum, Kuyper argumentava que seria legítimo fazer coalização com cada uma das comunidades para influenciar os resultados políticos. Também defendia a função social do Estado, formando um estado de bem-estar social democrata cristão.

Em seu pensamento teológico, Kuyper enfatizava a soberania de Deus em todos os aspectos da vida e a importância de aplicar os princípios bíblicos à sociedade. Ele acreditava na depravação total da humanidade e na necessidade de regeneração individual por meio da fé em Jesus Cristo.

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