David W. Congdon

David W. Congdon (nascido em 1985), é um teólogo americano.

Congdon concluiu seu doutorado em teologia sistemática no Princeton Theological Seminary em 2014, com uma dissertação sobre a teologia de Rudolf Bultmann. É autor de diversas obras, incluindo The Mission of Demythologizing: Rudolf Bultmann’s Dialectical Theology, The God Who Saves: A Dogmatic Sketch e Beauty in the Word: Rethinking the Foundations of Theology.

Em The God Who Saves: A Dogmatic Sketch, Congdon apresenta uma teologia sistemática que destaca a obra salvífica de Deus por meio de Jesus Cristo. Ele argumenta que o ato de salvação não é apenas uma resposta ao pecado humano, mas um aspecto intrínseco ao ser de Deus, que escolheu livremente revelar-se por meio da encarnação de Cristo. Por meio de Cristo, Deus reconcilia a humanidade consigo mesmo e promove a restauração de todas as coisas.

Congdon enfatiza a importância de uma compreensão trinitária de Deus, defendendo que a doutrina da Trindade não é um conceito abstrato, mas a forma como Deus se revela no mundo. Ele também critica noções tradicionais de vida após a morte, argumentando que a salvação não se restringe à redenção pessoal, mas abrange a redenção de toda a criação.

Adolf Schlatter

Adolf Schlatter (1852-1938) foi um teólogo protestante suíço-alemão, dedicado aos estudos do Novo Testamento e à teologia sistemática.

Schlatter ocupou cátedras em renomadas universidades, incluindo Berna, Greifswald, Berlim e Tübingen, onde exerceu um impacto sobre teólogos como Karl Barth e Rudolf Bultmann. Ao longo de sua carreira, Schlatter escreveu mais de 400 obras acadêmicas e populares, cobrindo exegese, teologia e ética cristã.

Schlatter defendia a autoridade das Escrituras e as doutrinas cristãs, com base histórica do cristianismo na vida e nos ensinamentos de Jesus. Criticava as tendências da teologia liberal de minimizar os elementos sobrenaturais da Bíblia e destacava as implicações éticas do Evangelho, chamando à obediência cristã e ao discipulado.

Entre suas principais contribuições estão sua exegese meticulosa e abordagem histórico-gramatical aos textos do Novo Testamento. Desenvolveu um sistema teológico abrangente, integrando estudos bíblicos, teologia histórica e reflexão filosófica, enquanto enfatizava a ética cristã fundamentada no Evangelho e no exemplo de Jesus. Manteve um envolvimento ativo na igreja ao longo de sua vida, servindo como pastor e participando de debates teológicos dentro da comunidade cristã.

David Worthington Simon

David Worthington Simon (1830–1909) foi um teólogo, ministro congregacionalista e tradutor britânico.

Nascido no Reino Unido, Simon dedicou sua vida ao ministério e à educação teológica. Formado em um contexto que valorizava a erudição teológica, especialmente a tradição reformada, Simon atuou como reitor de uma faculdade congregacionalista.

Familiarizado com a teologia alemã, produziu traduções de obras como “Comentário sobre Eclesiastes” de Hengstenberg (1860), a “História do Desenvolvimento da Doutrina da Pessoa de Cristo” (Divisão II) de Dorner, traduzido em colaboração com Alexander e Fairbairn (1861–1863), e o “Lexicon Biblico-Teológico do Grego do Novo Testamento” de Cremer, traduzido com Urwick (1872). Também publicou “A Bíblia: Um Crescimento da Vida Teocrática” (1886), onde explora a relação entre a vida religiosa e a sociedade.

Simon também escreveu diversos artigos em revistas teológicas, como “A Formação Universitária dos Ministros Congregacionalistas” (1883) e “Doutrina Cristã e Vida” na Bibliotheca Sacra (1884).

Suas publicações refletem seu envolvimento com questões teológicas contemporâneas e sua habilidade em articular conceitos complexos de maneira acessível. Abordou uma variedade de tópicos teológicos, incluindo a doutrina da Trindade, a redenção e a relação entre evolução e a queda do homem. Em suas obras, frequentemente integrava perspectivas históricas e críticas. Seu trabalho “Redenção do Homem: Discussões sobre a Expiação” (1889) é um exemplo disso, onde discute as implicações da expiação na vida cristã.

John Erskine

  1. John Erskine, Lord of Dun (1509–1591)

John Erskine, também conhecido como Senhor de Dun, nasceu em 1509 em Dun, perto de Montrose, Escócia, em uma família abastada e influente. Seu avô, pai e outros parentes próximos morreram na Batalha de Flodden em 1513. Ele estudou no King’s College, Aberdeen, e passou vários anos viajando pela Europa. Embora fosse leigo, desempenhou um papel proeminente na história eclesiástica da Escócia.

Ele foi amigo de importantes reformadores escoceses como John Knox e George Wishart, mas adotava uma abordagem menos radical do que outros contemporâneos. Esteve envolvido nas negociações entre os reformadores e Maria Stuart, a rainha católica da Escócia, devido à sua riqueza e influência, que eram valiosas para ambos os lados.

Em 1560, foi nomeado superintendente da igreja reformada para os distritos de Angus e Mearns. Atuou como moderador em diversas assembleias da igreja e contribuiu para a formulação da doutrina e do governo presbiteriano da Igreja da Escócia, particularmente no Segundo Livro de Disciplina, publicado em 1578. Em 1579, tornou-se membro do conselho do rei.

2. John Erskine, Teólogo Escocês (1721–1803)

John Erskine nasceu em 2 de junho de 1721, em Carnock, Fife, na Escócia. Seu pai era o jurista John Erskine de Carnock, e seu avô serviu no exército de Guilherme de Orange durante a Revolução Gloriosa. Ele frequentou escolas em Cupar e Edimburgo, graduando-se em artes pela Universidade de Edimburgo. Inicialmente, começou a estudar Direito, mas optou pelo ministério religioso, sendo licenciado pelo Presbitério de Dunblane em 1743.

Foi ordenado ministro paroquial de Kirkintilloch em 1744, depois transferido para Culross em 1753. Em 1758, assumiu o cargo na igreja de New Greyfriars, em Edimburgo, e, em 1768, foi chamado para a Old Greyfriars, tornando-se colega de William Robertson. Tornou-se uma figura central no partido evangélico da Igreja da Escócia, defendendo missões estrangeiras e publicações religiosas acessíveis.

Erskine manteve relações com ministros americanos e apoiou a causa dos colonos na Guerra da Independência dos Estados Unidos. Ele também se dedicou ao ensino cristão para indígenas, mas mais tarde se desiludiu com as práticas de Eleazar Wheelock e retirou seu apoio ao Dartmouth College. Publicou tratados teológicos, sermões e panfletos ao longo de sua vida. Faleceu em 19 de janeiro de 1803 e foi sepultado no Greyfriars Kirkyard, em Edimburgo.

Franciscus Junius

Francis, Franciscus Junius (1 de maio de 1545 – 23 de outubro de 1602), também conhecido como Francisco Júnio, o Velho, foi um teólogo e filólogo do século XVI, proponente de uma prolegômena ao pensamento protestante da Reforma.

Nascido em Bourges, França, Junius iniciou seus estudos na Universidade de Bourges. A perseguição aos huguenotes, intensificada pelas tensões religiosas na França, obrigou-o a buscar refúgio em Genebra. Na cidade suíça, um importante centro do pensamento protestante, continuou sua formação sob a orientação de João Calvino.

A carreira acadêmica de Junius levou-o a ocupar cargos como professor de teologia em diversas instituições europeias, incluindo Neustadt, Heidelberg e Leiden. Seu trabalho pioneiro no campo da teologia como prolegômenos teológicos, materiais introdutórios que estruturam o estudo sistemático da teologia.

Entre suas obras mais importantes estão De vera theologia (Sobre a Teologia Verdadeira) e Theses theologicae (Teses Teológicas), que sintetizam anos de ensino em Leiden. Esses textos destacam sua profunda análise das questões teológicas que emergiram no contexto da Reforma Protestante.

Além de sua atuação como teólogo, Junius também foi um filólogo respeitado, um interesse que influenciou diretamente seu filho, Franciscus Junius, o Jovem, que também se tornou um renomado filólogo.

Franciscus Junius faleceu em Leiden, nos Países Baixos.