Atara: esposa de Jerameel, um bisento de Judá, mãe de Onã. (1 Cr 2:26)
Categoria: A
Ainoã
Ainoã, em hebraico אֲחִינֹעַם “meu irmão [é] agradável”. Nome de duas mulheres na Bíblia.
- Ainoã, esposa de Saul, filha de Aimaás. Provável mãe de Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe e Mical.
- Ainoã, a segunda das esposa do rei Davi. Originária de Jezreel e mãe de Amom.
Com base em 2 Sm 12:8, alguns intérpretes sugerem que seja a mesma pessoa. Outros biblicistas não consideram esse argumento convincente, dada a vedação de casar com sogra (Lv 20:14) e a passagem citada teria ocorrido no reinado de Isbaal.
BIBLIOGRAFIA
Edelman, Diana. “Ahinoam (Person)”, The Anchor Yale Bible Dictionary. (David Noel Freedman. ed.) New York: Doubleday, 1992, 1:118.
Annie Marston
Annie Wright Marston, também Annie Westland Marston (1852 – 1937) foi uma autora, apoiadora de trabalho missionário, teóloga e professora de escola dominical inglesa.
Filha de um pastor e médico batista, envolveu-se com o movimento de Keswick. Em 1877, enquanto lecionava a escola dominical para meninas em Keswick, suas pupilas pediram versos da Bíblia para memorizar durante a semana. A prática teve tão grande retorno que Annie escreveu para Children’s Special Service Mission para publicar cartões ou filipetas com listas de versos bíblicos para a memorização infantil.

A prática de memorização de versos, seus cartões e sua recitação semanal antecedem os recitativos dos salmos presentes nas reuniões de jovens da Congregação Cristã.
A irmã de Annie, Eleanor Agnes Marston viajou como missionária em 1887 da Missão do Interior da China. Eleanor conheceu e casou-se com seu colega missionário Cecil Charles Polhill. Cecil era um dos chamados Cambridge Seven, jovens aristocratas que fizeram um voto de serem evangelistas e missionários. O casal desenvolveu várias missões evangelísticas e sociais na China e no Tibete, mesmo enfrentando violência. Cecil ainda visitaria Azusa Street e foi um dos pioneiros pentecostais no Reino Unido.
Veio de uma família ávida pela literatura. O avô Stephen Marson, também pastor batista, criou uma escola e biblioteca. O tipo John Marson e o primo Phillp Burke Marson foram literatos. Annie manteve a tradição familiar, sendo escritora de diversos gêneros.
Annie escreveu vários hinos que eram cantados nas convenções de Keswick. Autorou três livros didáticos que ensinavam geografia, história e antropologia da China, Índia e África para crianças. Inovou ao escrever sob a perspectiva das crianças desses países e sintetizar informações que ela recebia de primeira mão de seus contatos missionários.
Escreveu ainda outros livros (alguns sob pseudônimos) visando a educação moral das crianças, especialmente meninas.
Coautorou a biografia de sua irmã Eleonora e escreveu um livro sobre o Tibete.
Suas reflexões teológicas centravam-se na ação do Espírito Santo, ministério e missão — tópicos sobre os quais também publicou.
Gottfried Arnold
Gottfried Arnold (1666-1714) foi um historiador, autor de livros devocionais e pastor de uma igreja luterana em Brandenburg, Alemanha, com tendências pietistas.
Contemporâneo de Spener, Arnold compartilhava muitos aspectos, mas não aderiu ao pietismo.
Publicou uma reconstrução histórica do cristianismo primitivo em sua obra de dois volumes, Die Erste Liebe (1696). O livro fez sucesso entre círculos pietistas e rendeu-lhe uma cátedra universitária em Giessen, a qual deixaria um ano depois.
Em 1700 publicou sua obra maior Unpartheiische Kirchen- und Ketzer-Historie, na qual afirmava que a história narrada pelos vencedores não refletia a realidade da história marginal no cristianismo. Argumentou que grupos marginais, tidos como sectários e heréticos, eram representados distorcidamente por interesses ideológicos.
Argumentava que a igreja primitiva seria um modelo a ser copiado. A igreja primitiva teria ministros que ganhavam sustentos com seus próprios trabalhos, tendo um coração renovado e requisitos bíblicos para o ministério sem exigir titulações acadêmicas. Os ministros seriam chamados de Ältesten (anciãos) e os cultos de reunião (Versammlung) ao invés de serviços (Gottesdienst). As mulheres ensinavam e instruíam umas às outras, algumas chamadas de diakonas e presbiterias. O assento separado na congregação, o ósculo santo e o cântico alegre seriam outras características de culto. A oração e cânticos constante, mesmo fora dos serviços de culto, seriam marcas da vida cristã cotidiana. Numa época em que somente membros de ordens monásticas se referiam como “irmã” e “irmão”, Arnold dizia que os primitivos cristãos se identificavam assim. Adicionalmente, cada cristão cuidava um do outro e viviam em comunhão.
Arnold teve impacto indireto (ainda que por pessoas que não o leram) na formação de um ideal de cristianismo primitivo, no restauracionismo, bem como na doutrina da sucessão apostólica marginal.
BIBLIOGRAFIA
Peucker, Paul M. “The Ideal of Primitive Christianity As a Source of Moravian Liturgical Practice.” Journal of Moravian History 6, no. 6 (2009): 6–29.
Ada
Ada, em hebraico עָדָה, nome de duas mulheres em Gênesis.
1 A primeira esposa de Lameque, mãe de Jabal e Jubal (Gn 4: 19-20, 23).
2 A esposa heteia (hitita) de Esaú, mãe de Elifaz (Gn 36:2, 4; 26:34). Isaque e Rebeca não gostaram de Esaú ter se casado com mulheres locais (Gn 26:35).
BIBLIOGRAFIA
Abraham, Jed H. “A Literary Solution to the Name Variations of Esau’s Wives.” The Torah U-Madda Journal 7 (1997): 1-14.
