Caverna

Cavernas são cavidades em uma encosta e recorrentes na Bíblia.

As cavernas eram usadas como locais de habitação (Gn 19:30; Nm 24:21; Ct 2:14, Jr 49:16; Ob 1: 3), refúgio temporário (Jz 6:2; 1Sm 13: 6; 1Sm 22:1) e sepulturas (Gn 23: 17-18; 49:29; Jo 11:38).

As cavernas foram cenas para algumas passagens: Ló e suas filhas (Gn 19), a caverna de Macpela para o sepultamento dos patriarcas (Gn 23), Josué e os cinco reis amorreus em Maquedá (Js 10), o encontro de Saul e Davi na caverna de Adulão e Engedi (1 Sm 22-24) e a teofania de Elias na caverna de Horebe (1 Re 19). Era refúgio para os perseguidos (1 Sm 13:6; 14:11), como no caso de Jezabel (1 Re 18:4) e dos heróis da fé (Hb 11:38).

A presença de habitantes das cavernas nos territórios dos atuais Israel, Palestina e Jordânia remontam da pré-história e continua até hoje.

SAIBA MAIS

Graybill, Rhiannon, and Peter J. Sabo. “Caves of the Hebrew Bible: A Speleology.” Biblical interpretation 26, no. 1 (2018): 1-22.

Livro das Curas

Suposto livro escondido pelo rei Ezequias, conforme tradição registrada no Talmude (Talmud Babilônico Berakot 10b; Pesahim 56a).

Nos dias dias de Ezequias havia uma lista de fontes de águas terapêuticas. Esta lista, transmitida desde Noé, indicava cada uma para cada enfermidade. Como o povo não estava buscando a Deus em suas doenças, o rei escondeu a lista.

Chiese Cristiane Italiane nel Nord Europa

A Chiese Cristiane Italiane nel Nord Europa (CCINE) ou Igrejas Cristãs Italianas no Norte da Europa é uma denominação pentecostal fundada em vários países durante a onda de migração italiana para o Norte da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Surgiu como Opera Evangelica Italiana e sua história resulta do esforço dedicado de personalidades como Maria Zullo, Matthew De Santis, Elizabeth De Santis e Eugenio Palma. Inicialmente concentrada na Bélgica, a CCINE expandiu o seu alcance para a Alemanha, França, Inglaterra, Suíça e Ucrânia.

As raízes da CCINE remontam a 1952, quando Maria Zullo, missionária da CCNA, ajuntou um grupo de crentes italianos para a Bélgica. O movimento ganhou força com o apoio de missonários como Eugenio Palma, Matthew De Santis e Pasquale Vozza. Nos anos seguintes, o CCINE estendeu o seu alcance à Alemanha e à França, estabelecendo numerosas congregações e promovendo um sentimento de unidade entre os imigrantes italianos.

Em 1968, reconhecendo a necessidade de uma estrutura organizacional, a CCINE formou uma comissão para supervisionar as suas crescentes operações. O primeiro Encontro Internacional Italiano aconteceu em Liège, Bélgica, em 1964, solidificando a identidade da organização.

Atualmente, o CCINE é composto por 70 ministros e aproximadamente 60 colaboradores ativos que trabalham colaborativamente em mais de uma centena de comunidades. A organização mantém laços estreitos com a Assemblee di Dio in Italia (ADI), a International Fellowship of Christian Assemblies (IFAC), a Chiese Pentecostali del Canada (CAOG) e outras igrejas italianas em todo o mundo. 

A Chiese Cristiane Italiane nel Nord Europa adere a um conjunto de crenças fundamentais enraizadas na doutrina cristã. Creem na natureza trinitária de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – bem como a inspiração e autoridade divina da Bíblia. Considera o estado decaído da humanidade, enfatizando a necessidade de salvação através da fé em Jesus Cristo. No centro da sua fé está a convicção de que Jesus, nascido da Virgem Maria, viveu uma vida sem pecado, ofereceu-se como sacrifício pela redenção e ressuscitou dos mortos. Esperam pelo retorno iminente de Jesus Cristo, juízo final e a destruição de Satanás.

Credos e confissões de fé

Credos e confissões de fé são declarações de doutrinas expressas por comunidades cristãs para diversos propósitos.

Credos são declarações universais que resumem as crenças básicas da fé cristã. São normalmente curtos e concentram-se nos princípios fundamentais, como a crença em um Deus, na divindade de Jesus Cristo e na Trindade. Originalmente, os credos eram declarações de fé pessoais. Os credos são frequentemente usados para ensinar aos novos convertidos os fundamentos da fé e para unir todos os cristãos na sua profissão comum de fidelidade a Deus. Também aparecem em elementos litúrgicos como recitação antes da Ceia ou no batismo. Exemplos de credos incluem o Credo dos Apóstolos e o Credo Niceno.

Confissões de fé são mais detalhadas e específicas. Originaram-se dos artigos de fé, as explicações escolásticas de cada implicação teológica derivada das proposições dos credos. Também, na Idade Média as confissões de fé passaram a ser exigidas para esclarecer posicionamentos de candidatos a certas posições do clero, ou como posições de réus em processos eclesiásticos, além de explicitar pontos comuns para discussões acadêmicas e disputas teológicas. A partir da Reforma, as confissões de fé passaram a ser escritos por grupos ou denominações específicas para abordar as crenças e preocupações distintas de sua comunidade. As confissões muitas vezes tratam de doutrinas secundárias, como origem do pecado ou detalhes escatólogicos, ou tratam de explicações para práticas e condutas, como o batismo e a santa ceia. Fornecem uma explicação mais aprofundada da teologia no que se refere à vida cotidiana e à identidade denominacional. Exemplos de confissões incluem a Fórmula de Concórdia (Luterana), a Confissão Belga (Reformada) e os Vinte e Cinco Artigos de Religião (Metodista). Visto serem mais detalhadas, não são incorporadas ao culto, mas aparecem nas classes de instruções de membros ou candidatos ao ministério.

A discussão do papel dos credos e confissões são tratadas pelo ramo da teologia sistemática chamada de teologia credal, enquanto a teologia dogmática cuida do conteúdo dessas declarações de fé.

Várias tradições cristãs rejeitaram o uso de credos ou confissões por motivos diversos como a adesão estrita às Escrituras, a ênfase na fé vivida, desconfiança de seus empregos normativos e disciplinares. Essa postura, chamada de não-credalismo ou anti-confessionalismo, não implica na inexistência de um conteúdo de fé comum ao grupo, mas contra sua formalização.

Crescente fértil

Região em forma de lua crescente no Oriente Médio que, em tempos antigos, se estendia do Egito e do Vale do Nilo ao longo da costa leste do Mar Mediterrâneo, passando pelos vales dos rios Tigre e Eufrates até o Golfo Pérsico. Foi a parte mais fértil do Oriente Médio e o berço das primeiras civilizações. O termo foi popularizado pelo arqueólogo James Henry Breasted (1865–1935).

A Crescente Fértil, dependento do autor, refere-se aos atuais Iraque, sudoeste do Irã, Kwaite, sul da Turquia, Síria, o Chipre, Israel, Palestina, Líbano, Jordânia, Egito e Sudão.

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