Caftoritas

Caftoritas ou caftorim seriam um povo originário de Caftor. Caftor, em hebraico כַּפְתּוֹר‎, é referido em Dt 2:23; Am 9:7 como região de origem dos filisteus. Jeremias se refere aos filisteus como “o remanescente das costas de Caftor” (Jr 47:4).

A localização de Caftor é incerta. Os locais possíveis seriam Creta, Chipre ou a costa da Cilícia. Menções provenientes de Ugarit, Mari e Egito indicam ser uma região conhecida e com recorrentes contatos na Idade do Bronze.

Os caftoritas (Gn 10: 13-14; 1 Cr 1: 11-12) seriam descendentes de Cam, filho de Noé, por meio de Mizraim (Egito), sendo identificados com os filisteus.

Os caftoritas migraram e desapropriaram a terra dos heveus, na costa sul de Canaã.

Cinco Solas

Sumários dos ideais da Reforma e do cristianismo protestante.

SOLA FIDE

Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. Rm 1:17

SOLA GRATIA

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Ef 2:8-9

SOLO CHRISTUS

Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. 1 Tm 2:5-6

SOLA SCRIPTURA

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. 2 Tm 3:16-17

SOLI DEO GLORIA

Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Rm 11:36

Os Cinco Solas foram um sumário elaborado progressivamente por Theodore Engelder (1916), Emil Brunner (1934, 1960) e Geoffrey R. Eldon (1958) para os ideais doutrinários da Reforma e do cristianismo protestante.

Originalmente, H. H. Walker criou os slogans em 1912 para sintetizar o pensamento do líder confessional luterano nos Estados Unidos, C. F. W. Walther.

Nas comemorações dos 400 anos da Reforma, Engelder (1865-1949), professor do Seminário Concordia, nos Estados Unidos, utilizou-os em uma tríade para resumir a doutrina de Lutero.

Depois em 1917, o teólogo holandês Bavinck propôs que toda a reforma foi orientada pela scriptura sola, gratia sola et fides sola.

Com base na teologia de Karl Barth, Brunner expandiu-os para cinco. Em sua análise da história da Reforma, Eldon utilizou esses princípios.

BIBLIOGRAFIA

Bavinck, Herman“De Hervorming en ons nationale leven,” in Ter herdenking der Hervorming, 1517–1917. Twee redevoeringen, uitgesproken in de openbare zitting van den senaat der Vrije Universiteit op 31 October 1917, ed. H. Bavinck and H. H. Kuyper. Kampen: Kok, 1917.

Brunner, Emil. Dogmatics III: The Christian Doctrine of the Church, Faith and the Consummation. Cambridge, England: James Clarke & Co., 1962, p. 221.

Brunner, Emil. The Mediator: A Study of the Central Doctrine of the Christian Faith. Cambridge, England: The Lutterworth Press, 1934, p. 295.

Corzine, Jacob “The  Source of the Solas: On the Question of Which are the Original Solas,” in Theology  is Eminently Practical: Essays in Honor of John T. Pless, ed. Jacob Corzine and Bryan  Wolfmueller. Fort Wayne: Lutheran Legacy, 2012, p. 67.

Eldon, Geoffrey. R. The New Cambridge Modern History. II. The Reformation: 1520-59. Cambridge, England: Cambridge University Press, 1958, p. 118.

Engelder, Theodore “The Three Principles of the Reformation: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides,” in Four Hundred Years: Commemorative Essays on the Reformation of Dr.  Martin Luther and its Blessed Results, in the Year of the Four-hundredth Anniversary of the Reformation, ed. W. H. T. Dau.St. Louis: Concordia, 1916, pp 97–109, 99.

Van den Belt, Henk. “Sola Scriptura: An Inadequate Slogan for the Authority of Scripture.” Calvin theological journal 51 (2016): 204-226.

Walker, H. H. “Carl Ferdinand Wilhelm Walther, D.D. The Luther of America,” Lutheran Quarterly 12 (1912): 358. 

Calebe

Em hebraico “cachorro”, nome de dois personagens bíblicos.

1.Calebe, filho de Jefoné (Números 13: 6), um dos doze espias enviados a colher informações sobre Canaã. Somente Calebe e Josué deram um relato positivo.

Jefoné era um quenizeu (Números 32:12, Josué 14: 6,14). Os quenizeus aparecem como um dos povos em Canaã na época de Abraão (Gênesis 15:19) e como um clã edomita (Gênesis 36:40-43). No entanto, em 1 Crônicas 4:15 e Números 13: 6, a família de Calebe aparece assimilada na tribo de Judá.

Na partição da terra, Josué dá Hebrom à família de Calebe (Josué 14). Calebe prometeu sua filha Acsa em casamento a quem conquistasse a terra de Debir dos gigantes, realizada por Otniel filho de Quenaz, sobrinho de Calebe (Juízes 1:13), que também se tornou genro de Calebe (Josué 15: 16,17).

Em 1 Samuel 25:3 refere-se a Nabal, marido de Abigail antes de Davi, como “um calebita”.

2. Calebe, bisneto de Judá por meio de Tamar (1 Crônicas 2:3-9) filho de Hezrom, cuja esposa era Azuba (1 Crônicas 2: 18,19).

Canaã

1. Nome de um dos filhos de Cam e neto de Noé. Aparece pela primeira vez no perícope da embriaguez de Noé (Gn 9: 18-27), depois na Tabela das Nações (Gn 10: 6; Gn 15-20: 6) como irmão de Pute (Líbia), Cuche (Etiópia) e Egito.

2. Território ocupado pelos descendentes do epônimo Canaã, no Líbano e entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo. Os limites de Canaã aparecem como termos de Sidon a Gerar, perto de Gaza, e do leste, até Sodoma, Gomorra, Admapa e Zeboim até Lassa (Gn 10:19).

Vistos como inimigos e idólatras na conquista israelitas (Dt 20: 16-18), várias comunidades parecem ter sobrevivido junto dos hebreus, além dos fenícios da costa. Em (Mt 15:22), Jesus encontra uma mulher cananeia.

A civilização sírio-cananeia ou semítica ocidental deixou vários legados culturais, como a escrita alfabética.

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