En-dor

Endor ou En-dor era uma cidade de planície, situada nos termos de Issacar, mas em área controlada por Manassés.

Os cananeus dessa localidade sobreviveram à vinda dos israelitas, sendo submetidos a trabalhos forçados (Js 17:11-13) .

Atualmente é identificada com o sítio de Khirbet Safsafeh (Horvat Zafzafot), a 11 km de Nazaré.

No Salmo 83:9, 10, En-Dor aparece como local de vitória sobre Sísera. Embora não seja mencionada no relato da batalha em Juízes. No local, Saul foi consultar a necromante.

Evangelho da Infância de Tomé

O Evangelho da Infância de Tomé é um evangelho não canônico que se concentra no início da vida de Jesus Cristo. Acredita-se que o texto tenha sido escrito no século II dC e era popular no início do cristianismo.

O Evangelho da Infância de Tomé inclui histórias sobre a infância de Jesus, como seu nascimento milagroso, seus encontros com outras crianças e seus milagres quando menino. Algumas das histórias são semelhantes às encontradas nos Evangelhos canônicos, enquanto outras são exclusivas deste evangelho.

A passagem em que Jesus faz passarinhos de argila e dá-lhes vida é registrada nesse evangelho, bem como em outras fontes, como o Alcorão (Sura 5.10) e no Teledot Yeshu.

A parte controversa é que apresenta Jesus como uma criança travessa e quiçá malévola.

O Evangelho da Infância de Tomé não foi incluído no cânon do Novo Testamento e é considerado apócrifo pela maioria das denominações cristãs. Duas versões gregas (A e B) e uma latina sobrevivem.

BIBLIOGRAFIA

Infancy Gospel of Thomas

Evangelhos da Infância

Os Evangelhos da Infância são uma coleção de textos antigos que enfocam o início da vida de Jesus Cristo, desde seu nascimento até sua adolescência. Esses textos apócrifos não foram incluídos no cânon do Novo Testamento.

Os Evangelhos da Infância mais conhecidos:

  • Protoevangelho de Tiago (também conhecido como Evangelho da Infância de Tiago)
  • Evangelho da Infância de Tomé
  • Evangelho da Infância Pseudo-Mateus
  • Evangelho da Infância de Mateus
  • Evangelho Árabe da Infância
  • Evangelho Armênio da Infância
  • Evangelho georgiano da infância
  • Evangelho latino da infância
  • Evangelho Copta da Infância
  • Evangelho Etíope da Infância

Eleonora Fonseca Pimentel

Eleonora Fonseca Pimentel (1752-1799) foi uma polímata luso-italiana. Atuou em diversas áreas, inclusive traduzindo e comentando um livro teológico de Antônio Pereira Figueiredo.

Nascida na comunidade aristocrática portuguesa estabelecida na Itália, tornou-se escritora, tradutora e jornalista em Nápoles.

Em 1792, Pimentel traduziu o ensaio Analyse da profissão de fè do Santo Padre Pio IV, de Antonio Pereira de Figueiredo, o esclarecido tradutor da Bíblia. Pereira de Figueiredo divagou sobre a natureza das verdades da fé e a liberdade intelectual dos cristãos em relação a elas. Defendeu a autonomia das igrejas nacionais face o papado, a legitimidade do casamento não sacramentado pela Igreja, a dependência da fé ao invés da indulgência em si para perdão e salvação, questionou a infalibilidade e jurisdição universal do papado. A tradução italiana da obra por Pimentel foi precedida por suas observações em prefácio e fundamentação da obra, reforçando a liberdade de pensamento e a liberdade de consciência. O livro também é uma das primeiras obras de teologia sistemática produzida no ambiente lusófono.

Defensora da liberdade, Eleonora Fonseca Pimentel foi executada pelo governo de Nápoles na revanche reacionária contra a república pró-revolução francesa.

BIBLIOGRAFIA

ALVES, Leonardo Marcondes. “O último café de Eleonora Fonseca Pimentel”. Ensaios e Notas. 9 de abril de 2023.

FIGUEIREDO, Antonio Pereira. Analisi della professione di fede del santo padre Pio IV. Tradução de Eleonora Fonseca Pimentel. Nápoles, 1791.

Elizabeth da Boêmia

Elizabeth da Boêmia (1596-1662), ou Elizabeth Stuart, foi uma rainha, pensadora filosófica e teológica teuto-britânica.

Era a filha mais velha do rei Jaime I da Inglaterra e de sua esposa Ana da Dinamarca. Nasceu no Palácio de Dunfermline, na Escócia, e recebeu o nome de sua madrinha, a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

Em 1613, Elizabeth casou-se com Frederick V, eleitor palatino, e tornou-se a eleitora palatina. O casal teve 13 filhos, mas seu reinado durou pouco. Em 1619, Frederico foi eleito rei da Boêmia, mas foi derrotado em batalha no ano seguinte pelas forças católicas dos Habsburgos. A família foi forçada a fugir, e Elizabeth e seus filhos ficaram conhecidos como a “Rainha e Rei do Inverno” devido à breve duração de seu reinado.

Elizabeth e sua família viveram no exílio em Haia, onde ela se tornou conhecida por sua inteligência, perspicácia e beleza.

Em 1660, após a Restauração da monarquia inglesa, Elizabeth voltou para a Inglaterra e recebeu uma pensão anual do rei Carlos II, seu sobrinho. Ela viveu em Londres até sua morte em 13 de fevereiro de 1662, aos 65 anos.

A inteligente Elizabeth da Boêmia tinha interesse em filosofia, teologia e ciência. Ela era uma patrona das artes e apoiou vários escritores e artistas durante sua vida. Correspondeu com alguns dos principais pensadores de seu tempo, incluindo René Descartes. Sua produção filosófica e teológica consistiu principalmente em cartas e ensaios, muitos dos quais se perderam com o tempo.

Uma das principais preocupações filosóficas de Elizabeth era a natureza da alma humana e sua relação com o corpo. Em sua correspondência com Descartes, ela desafiou sua visão dualista de mente e corpo, argumentando que deve haver uma conexão integral entre os dois. Também criticou Descartes por sua visão mecanicista do corpo e sua insistência na certeza matemática na investigação filosófica.

Elizabeth também se correspondia com teólogos como Hugo Grotius, John Durie e Samuel Rutherford. Acreditava na importância da fé pessoal e da tolerância religiosa. Em suas cartas a Rutherford, ela defendeu os direitos dos não-conformistas e defendeu uma abordagem mais inclusiva da religião.

Além de seus escritos filosóficos e teológicos, Elizabeth também se interessava pelas ciências. Ela se correspondeu com o astrônomo Johannes Hevelius e ficou fascinada com suas observações dos planetas e estrelas. Ela também apoiou o trabalho do médico William Harvey, conhecido por suas pesquisas inovadoras sobre o sistema circulatório.