Estrangeiro

Pegrino, migrante ou o estrangeiro aparecem no Antigo e Novo Testamento, referido como גֵּר, ger em hebraico e προσήλυτος, prosēlytos em grego.

O estrangeiro residente vivia entre pessoas de outra nacionalidade. Em sociedades patriarcais e linhageiras, não ter um ancestral ligado à terra era motivo de exclusão social.

Esar-Hadom

Esar-Hadom, rei da Assíria de 680 a 669 aC.

Foi filho de Senaqueribe e pai de Assurbanipal. Subiu ao trono após o assassinato de seu pai por seus irmãos. Conquistou o Egito em 671, o que tornou seu império o maior do mundo daquela época. Reconstruiu a cidade de Babilônia, destruída por seu pai. Com a estabilidade consolidada em seu reinado, o Império Assírio atingiu o seu ápice.

É mencionado três vezes na Bíblia (Is 37:38; 2 Re 19:37; Ed 4:2) e indiretamente em 2 Cr 33:11. O prisma de Esar-hadom e a lista de Assurbanipal documentam tributos pagos por Judá e mencionam o rei Minse (Manassés).

Quando o faraó Taraca (ou Tiraca) fomentou rebeliões e se aliou a Luli, rei de Tiro, e a Ezequias, rei de Judá, Esar-Hadom iniciou uma campanha de repressão. Em 673 a.C., Taraca e os seus aliados tiveram vitórias que ameaçavam o poder assírio. Assim, Esar-Hadom partiu para enfrentá-lo, mas morreu durante essa campanha apesar da conquista do Egito. A vitória assíria seria somente efetivamente cumprida por seu filho Assurbanípal.

Visando garantir um sistema de estabilidade política e militar, Esar-Hadom estabeleceu vários tratados de vassalagem com reis subjugados, o que aparentemente incluía do reino de Judá, visto que o reino de Israel já tinha sido destruído.

Os tratados de vassalagem de Esar-Hadom são importantes para compreender a forma e implicações das alianças de suserania e vassalagem na Antiguidade. Oito cópias foram descobertas em 1955, com pequenos detalhes variando (como o nome dos signatários). Foram pactos datados de 672 a.C., no qual os governantes vassalos juravam aliança e lealdade ao príncipe Assurbanipal quando sucedesse a seu pai, Esar-hadom. Assim, fornecem informações principalmente sobre a aliança deuteronômica, com suas bênçãos e maldições, especialmente Dt 13 e 28.

BIBLIOGRAFIA

Esarhaddon, and Erle Leichty. The Royal Inscriptions of Esarhaddon, King of Assyria (680-669 Bc). The Royal Inscriptions of the Neo-Assyrian Period, V. 4. Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2011.

Esarhaddon, Ashurbanipal, Frances Reynolds, Simo Parpola, and Julian Reade. The Babylonian Correspondence of Esarhaddon, and Letters to Assurbanipal and Sin-Šarru- Iškun from Northern and Central Babylonia. State Archives of Assyria, V. 18. Helsinki: Helsinki University Press, 2003.

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Luukko, Mikko, Greta van Buylaere, and Simo Parpola. The Political Correspondence of Esarhaddon. State Archives of Assyria, V. 16. Helsinki: Helsinki University Press, 2002.

Parpola, Simo, and Simo Parpola. Letters from Assyrian Scholars to the Kings Esarhaddon and Assurbanipal. Alter Orient Und Altes Testament, Bd. 5. Kevelaer: Butzon & Bercker, 1970.

Livro das Curas

Suposto livro escondido pelo rei Ezequias, conforme tradição registrada no Talmude (Talmud Babilônico Berakot 10b; Pesahim 56a).

Nos dias dias de Ezequias havia uma lista de fontes de águas terapêuticas. Esta lista, transmitida desde Noé, indicava cada uma para cada enfermidade. Como o povo não estava buscando a Deus em suas doenças, o rei escondeu a lista.

Escarificação

Cortes na carne e sua subsequente escarificação, em hebraico (שֶׂרֶט, seret; שָׂרֶטֶת, sareteth, referem-se à prática de fazer incisões ou cicatrizes no corpo como forma de luto ou autoagressão, o que era proibido na Lei israelita (Lv 19:28; 21:5; Ez 9:4). Estava associado a práticas idólatras e era visto como uma defilação do corpo (1 Re 18:28; Jer 16:6; 41:5; 48:37).

Alguns intérpretes contemporâneos enxergam essas passagens como referentes à tatuagem. No entanto, tal prática era desconhecida nos períodos bíblicos.

Escarlate

A escarlate ou carmesim, em hebraicoתּוֹלַעַת שָׁנִי, é uma tintura vermelha. Aparece em Gn 38:28; Êx 28:6, 8, 15. Era extraído de vários insetos e, principalmente, usado para vestimentas e acessórios de tabernáculo (Js 2:18; 2 Sm 1:24; Na 2: 3; Mt 27:28). Metaforicamente, está conectado ao pecado (Is 1:18).