Quadrilátero Wesleyano

O quadrilátero Wesleyano, também conhecido como as quatro fontes de autoridade teológica no Metodismo, é uma estrutura que descreve as quatro fontes primárias de orientação para a compreensão e interpretação da fé cristã dentro da tradição metodista.

Essas quatro fontes são:

  1. Escritura: A Bíblia, composta pelo Antigo e pelo Novo Testamento, é considerada a fonte primária e infalível da doutrina cristã. Os metodistas acreditam que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, revelando o caráter de Deus, o plano de salvação e as instruções para viver uma vida santa.
  2. Tradição: Os metodistas valorizam os ensinamentos e práticas da igreja primitiva e o desenvolvimento contínuo do pensamento cristão ao longo da história. Reconhecem que a tradição pode fornecer informações valiosas sobre a interpretação das Escrituras e a compreensão da doutrina cristã. Contudo, a tradição não é considerada infalível e deve ser julgada pela sua consistência com as Escrituras.
  3. Razão: Os metodistas acreditam que a razão humana é um dom de Deus e pode ser usada para compreender as Escrituras e tomar decisões informadas sobre a fé e prática cristã. A razão serve para analisar textos bíblicos, discernir princípios éticos e envolver-se no discurso teológico.
  4. Experiência: Os metodistas enfatizam a importância da experiência pessoal da graça de Deus e da obra do Espírito Santo na vida de alguém. As experiências pessoais, quando alinhadas com as Escrituras, a tradição e a razão, podem elucidar sobre a natureza de Deus e a vida cristã.

O quadrilátero Wesleyano enfatiza a importância de utilizar estas quatro fontes de forma equilibrada e complementar. As Escrituras servem como base, enquanto a tradição, a razão e a experiência fornecem orientação adicionais. Esta estrutura permite que os metodistas abordem a fé cristã com uma combinação de rigor intelectual, consciência histórica e envolvimento pessoal.

O quadrilátero wesleyano desempenhou um papel significativo na formação da teologia e prática metodista, fornecendo uma estrutura para a interpretação das Escrituras, o desenvolvimento da doutrina e a tomada de decisões éticas.

Queijo

O queijo é raramente mencionado na Bíblia. Sendo também um alimento perecível, seus registros arqueológicos igualmente são escassos. Mas há algumas incidências de queijo na Bíblia.

“Porém estes dez queijos de leite leva ao chefe de mil; e visitarás teus irmãos, a ver se lhes vai bem; e tomarás o seu penhor”. 1 Sm 17:18.

O pai de Davi pediu-lhe para levar alguns suprimentos a seus irmãos e entregar os queijos ao comandante. Isso indica que a iguaria era muito aprecida e servia de presente. Certamente o queijo veio das ovelhas da família. A palavra traduzida como queijo é charits chalab, literalmente “pedaços de leite”.

Outra passagem é “e mel, e manteiga, e ovelhas, e queijos de vacas, e os trouxeram a Davi e ao povo que com ele estava, para comerem, porque disseram: Este povo no deserto está faminto, e cansado, e sedento”. 2 Sm 17:29. Fugindo do golpe dado por seu filho Absalão, Davi peregrinou pelo deserto. Um alívio para os refugiados veio por parte do povo de Maanaim, além do Jordão. Região de bons pastos (as vacas de Basã eram famosas), certamente davam bons queijos. O termo utilizado para queijo é shephoth. Só ocorre aqui e seu significado é incerto, mas tudo indica que era queijo. O termo traduzido como manteiga chemah também pode ser traduzido como coalhada ou yogurte.

Jó, na sua afliação, questiona Deus porque foi tratado como um queijo espremido.” Porventura, não me vazaste como leite e como queijo me não coalhaste?” Jó 10:10. O termo é gevinah, também de significado duvidoso e somente ocorrendo aqui.

Outras passagens potenciais para menção do queijo aparecem também na Bíblia. Em Provérbios 30:3 diz que o bater o leite pode produzir manteiga ou queijo. Em Gênesis 18:8 Abraão ofereceu queijo ou coalhada para seus visitantes divinos. Já em Juízes 5:25 Sísera pediu água, porém Jael deu-lhe leite e coalhada (ou queijo?). Por fim, em Isaías 7:15 o Emanuel comerá queijo e mel, em uma passagem um pouco complicada.