Silvio Margadonna

Silivo Margadonna (1877-1956) ancião e pioneiro pentecostal italiano em Nova York.

Originário da região de Matera, Itália, emigrou aos Estados Unidos em 1899 onde foi evangelizado pelo Exército de Salvação. Naturalizou-se com Maria Teresa Sione. Obteve a cidadania americana em 1906. No censo de 1920 aparece como operário em um armazém.

Em 1904 teve uma visão a qual se cumpriu quando Pietro Ottolini e Giovanni Perrou vieram em 1907 para explicar a obra do Espírito Santo.

Foi batizado nas águas e no Espírito Santo em 28 de fevereiro de 1908. Começou a evangelizar e, mesmo sob perseguição da comunidade italiana, formou várias igrejas nos arredores de Nova York.

Foi ministro nas igrejas de Herkimer Street (Brooklyn, NY), na igreja de 23rd & 109th em Manhattan (NY) e na 167th Streeth no Bronx, depois relocada para a 188Th Street, onde permance até hoje como Christian Assembly of the Bronx. Foi ativo no Ministerium de Nova York, ajuntamento de ministros que depois viria ser o Distrito Nordeste da Igreja Cristã da América do Norte (CCNA).

Joaquim Alves

Joaquim Alves (1910? – 1967), ministro do evangelho e missionário da Congregação Cristã no Brasil. Atuou principalmente no Paraná e na Bolívia, com missões adicionais no Paraguai, Província de Misiones (Argentina), Chile, Santa Catarina e no território do atual Mato Grosso do Sul.

Joaquim, Jovelina Alves e seus filhos.

Nascido sob o nome de Alceu Camargo em Pitangui, na bacia do alto Rio São Francisco em Minas Gerais, sua data de nascimento é incerta, seria 1910 ou 1914.

Os motivos que o levaram a sair de sua casa aos quatorze anos com seu irmão Alcino Camargo, um pouco mais velho que ele, são obscuros. Nessa ocasião, seus empregadores em uma fazenda registram-no com o nome Joaquim Alves.

Como muitos jovens mineiros de sua geração, Joaquim saiu de casa na adolescência, oferecendo seus serviços nas fazendas no caminho rumo às áreas cafeeiras de São Paulo e Paraná.

Aprendeu leitura, matemática, a dirigir e a usar equipamentos de topografia. Sua inteligência compensava a limitada educação formal. Sociável e perspicaz, aprendeu a cantar e a tocar piano, violão e corne inglês. Aprenderia ainda a marcenaria e a fotografia – inclusive processo de revelar fotos. Mais tarde, aproveitaria suas viagens a São Paulo para adquirir livros de assuntos variados, de medicina a teologia.

No início dos anos 1930 chegou ao Norte Velho do Paraná separado de seu irmão Alcineu e perdeu contato com ele. Estabeleceu-se em Lajeado, então uma região rural de Santo Antônio da Platina. Nessa localidade, que depois seria o município de Abatiá, havia vários mineiros e paulistas trabalhando na derrubada da mata e no plantio do café.

Casou-se com Ernestina Maria Alves (Pereira era o nome de solteira, nascida em Carlópolis) e tiveram os filhos Josué, Geni, Daniel e Sara. Passou a trabalhar com agrimensura, marcenaria e fotografia.

Certo dia, doente naquele sertão sem recursos, temeu pela vida. Então um homem irreligioso, pediu a visita de um pregador. O pregador apareceu bêbado, para ira e desapontamento de Joaquim, que o enxotou. Tempos depois, apareceu uma vizinha. A dona Maria Teresa Melo era paulista e a pouco se estabelecera com seu esposo em Santo Antônio da Platina. Maria Teresa anunciava uma religião nova a Joaquim. Era sobre um Deus que salvava e até mesmo curava. Como resultado de sua fé, Joaquim foi curado e passou a frequentar as reuniões daquele grupo em Lajeado e na área vizinha em Santo Antônio da Platina.

Em pouco tempo, Joaquim se converteu e experimentou o batismo no Espírito Santo com sinal de falar em novas línguas. Foi batizado nas águas junto com sua esposa pelo ancião de Santo Antônio da Platina, Alfredo de Souza. 

Entusiasmado, Joaquim passou a evangelizar seus conhecidos. Aproveitava sua aptidão musical para tocar e cantar os hinos que aprendera. As reuniões de Lajeado ficaram maiores e colocaram a Joaquim como o encarregado de culto.

Apesar de novo no evangelho, Joaquim Alves sentiu um chamado para uma missão na fronteira agrícola.

Na época, o norte do Paraná era um sertão fechado ao oeste do Rio Tibagi, com alguns povoados de safristas – camponeses que criavam os porcos soltos nas florestas de araucária e roçados de milho para engorda de invernadas e os vendiam nas feiras do caminho do Viamão.  Com dois carroções, as famílias de Joaquim Alves, Maria Teresa Fernandes e outra família de crentes cruzaram o caudaloso Rio Tibagi e foram até Marilândia do Sul. Sem ser o lugar da visão, Joaquim deixou as famílias nesse povoado e foi com um companheiro procurar serviços em um povoado vizinho, São Roque, mais tarde emancipado como Tamarana.

Em São Roque, então uma povoação do município de Tibagi, cerca de 400 pessoas viviam em terras que um médico ou dentista de São Paulo comprara o título e oferecia meação. Nesse sistema, o lavrador trabalhava na terra e dividia os lucros com o proprietário.

Peculiarmente nesse povoado havia uma comunidade evangélica sem denominação. Embora boa parte dos habitantes eram romeiros e devotos de santos populares, no começo da década de 1930, um dos safristas, José Aleixo, teve contato com o evangelho. Aleixo viajou a Itararé com varas de porcos para vender ao frigorífico Matarazzo e se encontrou com uns evangélicos. Eram membros da Igreja Batista do Sétimo Dia de Itararé. Aleixo retornou a São Roque com duas Bíblias e começou a evangelizar. Sua casa tornou-se um ponto de culto. Alguns anos se passaram, um bom número de crentes havia ao seu redor que reunia para ler a Bíblia e orar, mas ficaram sem líder quando ele morreu.

Esses evangelizados ouviram falar que havia mais “crentes na Bíblia” em Mauá da Serra. Uma comissão visitou uma comunidade pentecostal que surgia na região serrana e em resultado, passaram por uma experiência de batismo no Espírito Santo. Com a chegada de Joaquim Alves aceitaram sua orientação.

Em alguns meses, no final de 1938, viajaria a Santo Antônio da Platina para se comunicar com Alfredo de Sousa. Foi feito o primeiro batismo nas águas e cerca de 120 pessoas obedeceram a esse mandamento. Joaquim ficou como o encarregado de culto.

Alguns meses depois, em 1939 ou 1940, Alfredo de Souza viria para outro batismo. Desta vez foram 80 almas que desceram às águas. Por ocasião do final do batismo, dirigiu à congregação: “voltem aqui a dois dias, que temos uma novidade para contar para vocês”. Passados os dois dias, vieram de roçados e sítios distantes aqueles quase 200 crentes. Alfredo de Sousa anunciou: “O Senhor preparou o irmão Joaquim Alves para ser ancião de vocês, estão contentes?” Com a confirmação da igreja, se procedeu à ordenação daquele jovem adulto de 24 anos.

Naquele tempo se usava ungir os anciãos e mal acabara de descer o óleo da cabeça de Joaquim Alves quando se formou um tumulto do lado de fora da igreja.

Os habitantes do povoado, incomodados com a fé alheia, cercaram a casa de oração empunhando armas. Gritavam insultos contra os crentes. Ameaçavam-nos de morte. A noite só não acabou em tragédia porque apareceu Mathuzalém Marcondes, um rapaz de 16 anos, acompanhado de peões e intimidou os desordeiros. Entretanto, o inspetor de quarteirão local decidiu fechar a igreja por “perturbar a ordem pública” e intimou os membros mais proeminentes da igreja, dentre Benedito “Tomé” de Souza Domingues, Sebastião Caetano, João Batista Pinto, Virgílio de Carvalho, Teodomiro Mendes de Carvalho a comparecerem ao posto policial em Londrina.

Dias depois, os convocados selaram seus animais e foram prestar contas ao Capitão Pimpão em Londrina. O chefe da polícia depois de ver as mãos calejadas de trabalhadores liberou-os, mas não permitiu que abrissem a igreja.

Por cerca de dois meses a igreja permaneceu fechada, mas a perseguição só reforçou a fé. Os cultos eram feitos nas casas, se oravam nos matos. Como fogo, aquele fervor se alastrou. Mais conversões houve e muitos sitiantes e trabalhadores rurais começaram a sair de São Roque para pregar as boas–novas a seus familiares nas regiões vizinhas.  Na região serrana, às margens do Tibagi surgiam mais grupos de crentes como em Ortigueira, Serra da Pequira, onde se converteu a família Mendes de Moraes.

Cerca de dois anos depois, Joaquim Alves se mudou para Apucarana. No distrito de Pirapó evangelizou uma colônia, dentre os quais se converteram Fiore Fernandes, Mario Catarin, Antônio e José Valério, dentre outros.

De Pirapó e São Roque (Tamarana) a Congregação Cristã expandiu-se para diversos povoados do Paraná, centro-oeste, Sul e Paraguai. O parâmetro era o seguinte: algum trabalhador rural convertido se mudava para alguma nova localidade e compartilhava sua fé. Meses depois vinha Joaquim Alves para dar instruções na doutrina, organizar a igreja e fazer o batismo. Nesse processo, pelos próximos vinte anos Joaquim Alves e sua família mudaram e se estabeleceram em várias localidades do Paraná e Bolívia. Os outros dois anciãos que existiam no Estado atendiam o Norte Pioneiro enquanto Joaquim Alves ficou responsável pelo resto do estado.

Em 1947 enviuvou-se enquanto estava vivendo em Apucarana. Contraiu segunda núpcias com Jovelina Alves (1928-2019), com quem teve os filhos Izabel, Noemi, Jonas e Izaías.

Nos início dos anos 1950 foi para a província de Santa Cruz, Bolívia, onde alguns crentes tinham escutado o evangelho e se convertido em Cruz Soleto, ao norte Santa Cruz de la Sierra. Depois de fazerem o batismo nessa localidade, mudou-se com os novos crentes para a cidade maior, onde fez ele, sua esposa Jovelina e filhos o prédio para a casa de oração.

Em retorno ao Brasil, foi comissionado para organizar o movimento de descentralização administrativo e de gestão espiritual da Congregação Cristã no Estado do Paraná. Para tal, coordenou a construção de uma grande casa de oração situada na Avenida Munhoz da Rocha em Apucarana, ordenou novos ministros (desses, 44 anciãos) e iniciou nesse estado a assembleia anual (reunião geral de ensinamentos) sob sua presidência. Ao ser ordenado havia cerca de meia-dúzia de congregações no estado do Paraná, ao falecer contava-se com mais de 500 congregações.

Continuou a exercer seu ministério itinerante pelo estado. Em uma dessas ocasionais mudanças, retornou à Apucarana. Enfermo, ainda que relativamente jovem, estava no quarto dia em sua casa nova, quando se sentiu mal. Foi orar e faleceu. Seu funeral reuniu uma grande multidão e causou expressão de comoção por várias pessoas e autoridades.

Em sua homenagem, foi nomeada uma rua na cidade de Apucarana.

Descrito como tendo um caráter afável e humilde, em seu ministério pode testemunhar vários eventos miraculosos. Sua voluntariedade — ainda que onerosa a seus parcos recursos e a sua família — permitiu a fundação e consolidação dessa igreja em várias localidades.

ANCIÃOS ORDENADOS POR JOAQUIM ALVES

  • Aluísio Nunes Costa
  • Amador Luciano da Silva
  • Antonio Ângelo Zani
  • Antonio Campanholi
  • Antonio Garcia Gomes
  • Antonio José Fernandes
  • Antonio Ziroldo
  • Ari Ferreira dos Reis
  • Benedito Paulino
  • Delmiro Rodrigues Lopes
  • Edmundo Ribeiro Sales
  • Eronildes Alves Santos
  • Francisco Nogueira
  • Jair Mendes de Moraes
  • Jayme dos Santos
  • João Paulino de Souza
  • João Ramos
  • João Rodrigues de Almeida
  • Joaquim Lopes de Oliveira
  • Joaquim Pedro Zanotto
  • Joaquim Pinto dos Santos
  • Joaquim Santiago
  • José Furquim
  • José Izidoro de Oliveira
  • José João de Souza
  • José Mazini
  • José Xavier de Freitas Filho
  • Josias Alves Soares
  • Júlio Cirilo de Souza
  • Lázaro Teixeira Bastos
  • Marcílio Brocco
  • Messias Ferreira Coutinho
  • Pedro de Oliveira
  • Pedro Gonçalo dos Santos
  • Petronilo José da Silva
  • Santino Gomes da Rocha
  • Sebastião Mendes de Moraes
  • Sebastião Pinto
  • Sebastião Thomaz Affonso
  • Sebastião Vieira da Silva
  • Vicente Subtil de Oliveira
  • Vítor Martins Bueno
  • Wilson Diogo de Araújo
  • Zirde Giatti

VERSÃO COM FOTOGRAFIAS EM PDF

Giacomo Lombardi

Giacomo Lombardi (alternativamente James Joseph Lombardi) (1862-1934) foi um missionário do início do avivamento italiano. Ordenado ancião em Chicago, esteve em missões em várias localidades da América do Norte, Argentina, Brasil, Itália, Eritreia e Oriente Médio.

Cronologia extraída de diversos documentos e fontes primárias.

1862- Nasce a 3 de outubro no povoado de Prezza, L’Aquila, Itália com o nome Giacomo Giuseppe Lombardi.

Começa a trabalhar jovem como jornaleiro (trabalhador braçal no campo).

1870s – Mais tarde se torna ferroviário especializado. Talvez foi nesa época que teve educação formal como geômetra (topógrafo) ou técnico de engenharia ferroviária.

1888 – Casa-se com Annunziata Colella.
1892 – Emigra para os Estados Unidos, onde acha trabalho braçal.
1894 – Chega a Chicago. Evangelizado provavelmente por Alberto diCicco e M. Nardi, torna-se membro da First Italian Presbyterian Church.
1907- Final do ano: participa dos cultos da congregação italiana de W. Grand Avenue e é curado milagrosamente.
1907- 8 de dezembro: batizado no Espírito Santo.
1908 – Janeiro: batizado nas águas no inverno por William H. Durham, junto com cerca de 70 outros convertidos mediante a Obra italiana.
1908 – Fevereiro: ordenado ancião em Chicago.

1908  – Com seis filhos, deixa seu trabalho para realizar atividades missionárias.
1908 – 15 de julho. Primeira viagem missionária com Louis Francescon a St. Louis e Los Angeles.
1908 – Setembro: deixa a Califórnia para ir em missão à Itália.
1908 – Dezembro: inicia a igreja em Roma.
1909 – Janeiro: Inicia outra igreja na Itália em La Spezia, Ligúria. Nesta cidade Umberto Gazzari já tinha evangelizado alguns parentes e encaminhando-os à Igreja dos Irmãos. Lombardi acha-os por revelação divina e eles recebem o batismo do Espírito Santo. Retorna à Chicago.
1909 –  Setembro: viagem com Francescon e Lucia Menna à Argentina.
1909 – 9 de Outubro. Chegam a Buenos Aires.
1909 –  Novembro:  vão a Tres Arroyo e San Cayetano, província de Buenos Aires.
1909 – 28 de novembro:  Batismo do Espírito Santo entre os crentes em Tres Arroyos
1909 – Dezembro: Francescon e Lombardi presos e expulsos de Tres Arroyos, vão para o Tigre e evangelizam a família Pietrini.
1910 – 8 de março: deixam a Argentina.
1910 – 10 de março: Francescon e Lombardi chegam a São Paulo.
1910 – 18 de abril: Lombardi deixa Francescon no Brasil, enquanto faz uma breve estada em Buenos Aires [não há registro migratório desta viagem] e depois retorna aos Estados Unidos.
1912– 11 de abril: parte com Francescon e Terragnoli para a Europa no navio Carpathia, mas ocorre o naufrágio do Titanic e o navio  no qual viajavam presta socorro.
1912 – Final de abril: Lombardi vai sozinho à Eritreia, então colônia italiana no nordeste da África.
1912 – Maio: Lombardi tenta pregar a mensagem do Espírito Santo na missão valdense e em uma missão adventista escandinava em Asmara. Sem sucesso.
1912 – 26 de maio:  Lombardi batiza um certo barão Amedeo Sarli em Asmara. Um adventista norueguês [Anol Grundsent? E.J. Lorentz?] também aceita o batismo do Espírito Santo.
1912 –7 de junho: Lombardi deixa Asmara.
1912 – 17 de junho: Lombardi chega a Gênova. Visita os crentes em Roma.
1913– Outono: Lombardi parte para Acre. Evangeliza em vários pontos da Palestina.
1913 – Dezembro: por um mês visita e prega a uma dúzia de crentes já batizados pelo Espírito Santo que viviam em Jerusalém, provavelmente a missão iniciada em 1908 por Lucy Leatherman, Charles Leonard e Anna Elizabeth Brown.
1914 – Fevereiro: Lombardi retorna à Itália.
1914 – Março: chega a Milão onde atende a igreja até novembro.
1914 – Novembro: retorno aos Estados Unidos e passa a ocupar o ministério de ancião na congregação que assume o nome de Assemblea Christiana ao inaugurar o prédio na 1350-52 West Erie Street em Chicago.
1917– Verão: visita todas as congregações da Itália.
1919 – Lombardi passa o ano todo na Itália evangelizado e atendendo as igrejas. Evangeliza e inicia igrejas principalmente na Calábria. Aluga e reforma a sala que seria a primeira casa de oração aberta ao público em Roma, na via Principe Amedeo.
1923 – Última viagem missionária. Lombardi passa quase dois anos na Itália. Visita todas as igrejas da época.
1924 – Final do ano: Lombardi retorna a Chicago.
1925 – Lombardi alinha-se com Francescon na questão do sague. Assim, torna-se ancião na igreja que assume o nome de Congregazione Cristiana di Chicago quando essa é formada.
1927– Lombardi participa da primeira convenção das igrejas italianas da América do Norte em Niagara Falls, NY.

1932 – Por um breve período ocorre um desentendimento entre Lombardi e os anciãos da Unorganized Italian Christian Churches of North America, mas logo há uma reconciliação.
1934 – 24 de julho. Lombardi morre em Chicago, na casa de sua filha, depois de entrar em coma por causa de diabetes.

Apesar de descrito como um “un popolano senza istruzione”, um homem simples e sem instrução, na verdade possuía formação técnica de ferroviário. Mantinha jeitos rústicos de camponês e uma franqueza, principalmente para evangelizar e proclamar mensagens intuídas pelo Espírito Santo. Era amigável e brincalhão com as crianças.

Revestido de poder do alto, passou por curas miraculosas e pregava com uma assertividade conforme autorizado pelo Espírito Santo.

Anciãos ordenados por Lombardi:

Foi casado com com Annunziata Colello Lombardi, com a qual teve seis(?) filhos: Giovanni, Enrico, Antonio, Alfredo, Vito e [desconhecido?].

1908-Roma. Michele di Napoli.

1919-Bruzzano Zeffirio. Antonino Praticò.
1919-Badia di Samo. Luigi Maisano.
1919-Gissi. Domenico Pagano.
1923-Roma. Ettore Stappaveccia.
1924-Messina. Carmelo Crisafulli.

BIBLIOGRAFIA

Fontes primárias, publicadas:

(Francescon 1952; Ottolini 1945; Bracco 1956)

Fontes secundárias, publicadas:

(Toppi 1998; Celenta 2011)


COMO REFERENCIAR

ALVES, Leonardo Marcondes. Giacomo Lombardi. Círculo de Cultura Bíblica, 2021. Disponível em: https://circulodeculturabiblica.org/2021/07/21/giacomo-lombardi/. Acesso em: 04 jul. 2021.


Massimiliano Tosetto

Massimiliano (Maximilian ou Max) Tosetto (1877-1949) foi um pioneiro, compositor de hinos e ancião nas igrejas cristãs italianas nos Estados Unidos e Canadá. Foi um dos principais autores dos hinos da Congregação Cristã e um dos proponentes dos Doze Pontos de Doutrinas.

The Legacy of Massimiliano Tosetto: Italian American Pentecostal Pioneer |  Flower Pentecostal Heritage Center

Tosetto nasceu em Campiglia dei Berici, Província de Vincenza, Itália. Perdeu a mãe cedo, mas cresceu comprometido com a igreja, a família e a educação. Foi a Milão estudar Arte Decorativa no Instituto de Arte em Milão, tornando-se pintor de afrescos. Cerca de 1889, Tosetto converteu-se a Cristo numa igreja batista evangélica em Milão.

Tosetto migrou para os Estados Unidos em 1901 e no final de 1903 passou a viver Chicago para trabalhar como decorador para a Marshal Field, Co, na qual alguns outros pioneiros também trabalhavam. Nessa cidade, Tosetto frequentava tanto reuniões de estudos bíblicos na Igreja Moody quanto o grupo sem denominacional chamado “Chiesa dei Toscani”, cujos líderes eram G. Beretta, P. Ottolini e P. Menconi.

Em fevereiro de 1907, Tosetto retornou a sua cidade natal, Campiglia dei Berici. Iniciou a evangelizar, formando uma igreja sob cerrada perseguição do clero. Construiu uma casa de oração, inaugurada em 15 de agosto de 1908 na presença de cinco pastores evangélicos e cem pessoas. Tosetto então entregou a igreja aos cuidados dos metodistas wesleyanos e retornou a Chicago.

Em 1909, Tosetto recebeu o batismo no Espírito Santo com sinais de falar em novas línguas. No ano seguinte, casou-se com Luisa Isola (1891-1913), com quem teve um filho. Enviuvado, em 1914 casou-se com Maria Carmella Pontarelli, com quem teve seis filhos.

Em 1914, juntamente com Michele Palma e Luigi Terragnoli, compilou o primeiro hinário Inni e Salmi Spirituali. Seria o editor dos sucessivos hinários, até sua versão-padrão em 1928. Traduziu vários hinos do inglês para o italiano além de compor várias das músicas.

Em 1916, após ser milagrosamente curado de uma infecção no ouvido, entregou-se ao ministério de tempo integral. Mudou-se para Niagara Falls, NY, onde assumiu as responsabilidades da Chiesa Cristiana, depois renomeada Walnut Avenue Christian Church.

Atendeu a obra pentecostal italiana no noroeste do estado Nova York, responsável por igrejas em Lockport, Tonawanda, Buffalo, Jamestown e Niagara Falls, bem como no Canadá. Trabalhou em estreita colaboração com Michele Palma e Luigi Terragnoli nessa época.

Diante da controvérsia sobre o consumo de sangue entre os crentes italianos, Tosetto convocou a primeira reunião das igrejas da obra pentecostal italiana nos Estados Unidos. Para tal, reformou e ampliou a casa de oração de Niagara Falls. A primeira Convenção Geral das Igrejas Cristãs Italianas residentes nos Estados Unidos e Caandá foi realizada em 1927. Tosetto foi um dos presidentes e o proponente dos doze pontos de doutrina e de fé — os artigos de fé que viria servir como base para o movimento.

Nos anos segunites, Tosetto serviu no como um dos cinco ‘supervisores’ da então chamada Unorganized Italian Christian Church of North America.

Tosetto morreu em Montreal em 1949 enquanto pregava sobre “Preciosa aos olhos do Senhor é a morte de seus santos”. Após exortar a viver em paz e amor, finalizou com as palavras: “Sinto como se tivesse asas, pronto para voar. “

BIBLIOGRAFIA

https://sites.google.com/view/explorations-in-italian-protes/p-t/tosetto-massimilian

Garon, Emilio, ‘L’evangelico Tosetto e gli strali del vescovo’, Il Giornale di Vicenza, https://www.ilgiornaledivicenza.it/argomenti/cultura/l-evangelico-tosetto-e-gli-strali-del-vescovo-1.6849277

Palma, Paul (2019), Italian American Pentecostalism and the Struggle for Religious Identity, London: Routledge 2019.

Quaglio, Lorenzo, ‘La Chiesa Cristiana Evangelica di Campiglia dei Berici’.

Strippoli, Giuseppe, Massimiliano Tosetto, Slide Deck, 7 Nov 2015, http://www.adivenezia.it/wordpress/wp-content/uploads/2015/02/Massimiliano-Tosetto.pdf

Tosetto, Maximillian. Primo, secundo, e terzo trattato: non mangiate alcun sangue, 1926.

Tosetto, Maximillian. Risposta a Giuseppe Petrelli, 1931.

Tosetto, Maximillian. A tutti quelli che aspirano a miglorarsi nelle Scritture sante in fede e verità, in grazia e in forza, per vincere il maligno. 1933.

Michele Palma

Michele Palma (1884–1963) foi um ministro, compositor e hinólogo pentecostal ítalo-americano.

Nascido em Torremaggiore, Foggia, emigrou para os Estados Unidos, onde se converteu em Chicago. Casou-se com Kathryn (Caterina) Gardella.

Michele Palma foi músico e diácono em Chicago até que, nos anos 1920, mudou-se para Syracuse, NY, para auxiliar G. Beretta no ministério e, eventualmente, sucedendo-o como ancião na Assembleia Cristã (hoje First Christian Assembly of Syracuse).

Participou das comissões que fizeram os hinários italianos desde a edição de 1914 até a de 1958. Assumiu funções de liderança na Igreja Cristã (Italiana) da América do Norte, entre elas a de participante no conselho superintendente.

BIBLIOGRAFIA
Toppi, Francesco. Michele Palma (1884-1963). Roma: ADI-Media, 1998.