Alvin Carl Plantinga (nascido em 1932) é filósofo americano e apologista cristão. Desenvolve uma filosofia da religião e epistemologia, defende a compatibilidade da fé e da razão. Propõe uma epistemologia reformada.
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Richard Swinburne
Richard Swinburne (nascido em 1934) filósofo e apologista ortodoxo inglês.
Swinburne discute filosofia da religião e filosofia da ciência. Propõe um dualismo e um teologia articulada com uma lógica modal. Em escritos para um público mais amplo, defende a plausibilidade do teísmo diante das críticas neoateístas.
David Bentley Hart
David Bentley Hart (nascido em 1965) é um polímata, escritor, filósofo e teólogo ortodoxo americano.
Nascido em uma família anglicana, seus irmãos Addison Hodges Hart e Robert Hart também são teólogos e autores.
Hart investiga metafísica cristã, filosofia da mente, clássicos, teologia sistemática, línguas asiáticas e literatura.
Um autor prolífico, Hart discute sobre arte, beisebol, literatura, consciência, problema do mal, apocatástase, teose, cinema e política. Como biblista, fez uma tradução do Novo Testamento publicada pela Yale em 2017. Produz várias críticas ao neoateísmo, materialismo, integralismo, neotomismo e calvinismo.
Numênio
Numênio foi um filósofo grego nativo de Apamea, na Síria, e possivelmente lecionou em Roma durante a última metade do século II d.C. Talvez seja o único filósofo grego que tenha estudado explicitamente Moisés, os profetas e a vida de Jesus.
Familiarizado com as ideias dos gregos, egípcios, brâmanes e magos; Numênio tratou as Escrituras hebraicas e os ensinos cristãos com respeito. Ele se refere a Moisés simplesmente como “o profeta”, tal como Homero é “o poeta”. Descreve Platão como um Moisés grego.
Apesar do caráter eclético de Numênio, seus escritos o situam no médio-platonismo e no neo-pitagorismo. Seu impacto na filosofia foi considerável no platonismo posterior, mais notavelmente em Plotino (III d.C.) e Porfírio (III e IV d. C.). Sua obra só resta em fragmentos citados por outros filósofos e autores patrísticos.
A familiariedade de Numênio com as escrituras hebraicas e cristãs atesta a circulação e disponibilidade delas já nos meados do século II d.C. fora do âmbito cristão e judeu.
Filo
Fílon ou Filo de Alexandria (c. 20 a.C-c. 50 dC) foi um filósofo judeu.
Era membro da elite judaica de Alexandria. Participou da Legatio ad Gaium (“Embaixador de Gaio”), um grupo de judeus enviados a Roma para pleitear a causa judaica diante de Calígula depois de embates antijudaicos em Alexandria. Seu sobrinho, Tibério Júlio Alexandre, fez carreira no exército romano, serviu como governador da Judéia e como membro da equipe de Tito durante o cerco de Jerusalém durante a revolta judaica.
Com um método alegórico, Filo buscou harmonizar a filosofia grega (principalmente o médio platonismo) e o judaísmo. Escreveu um número grande de livros que foram copiados e preservados por cristãos. Desses, 52 livros, cerca de um terço de sua obra, sobrevivem inteiramente ou em fragmentos
Vários elementos das obras de Filo foram abraçadas pelos primeiros cristãos. Seu conceito do Logos como o princípio criativo de Deus possui pontos comuns com a teologia do Logos, a Palavra de Deus. O Logos divino teria uma existência semi-independente que Deus comunicou ao mundo. Como uma estrutura organizadora que a mente pode apreender, o Logos atua entre o Criador e a Criação.
A Torá é uma fonte sobre o certo e o errado. Quando não pode ser vista moralmente de forma clara, a Torá deve ser lida metaforicamente. As Escrituras deveriam priorizar um sentido mais profundo, o qual seria alegórico e espiritual, formando uma guia para a vida ética e a contemplação mística do Divino.
Como os mandamentos da Torá refletem a mente do Divino são uma porta de entrada para a alma humana em direção à espiritualidade pura e à salvação.
