Inscrição de Tel es-Safi

A inscrição de Tel es-Safi foi encontrada em 2005 na possível cidade bíblica de Gate, em território filisteu. A data da inscrição é da Idade do Ferro IIA (1000–925 aC). Fragmentos cerâmicos contém sete caracteres proto-cananeus.

Os caracteres ‘LWT (אלות) e WLT (ולת) foram interpretados como possíveis alusões ao nome “Golias”.

BIBLIOGRAFIA

FINKELSTEIN, Israel, Benjamin SASS, and Lily SINGER-AVITZ. “Writing in Iron IIA Philistia in the Light of the Tel Zayit/Zētā Abecedary.” Zeitschrift Des Deutschen Palästina-Vereins (1953) 124, no. 1 (2008): 1-14. 

Maeir, A.M., Wimmer, S.J., Zukerman, A. et Demsky, A. 2008, A Late Iron Age I/Early Iron Age II Old Canaanite Inscription from Tell es-Safi/Gath, Israel: Palaeography, Dating, and Historical-Cultural Significance, Bulletin of the American Schools of Oriental Research, 351, 39-71.

Inscrição de Khirbat Ataruz

Inscrição de Khirbat Ataruz é altar de pedra inscrito, encontrado dentro de um santuário moabita na antiga cidade de Atarote na Jordânia.

Atarote aparece duas vezes na Bíblia, exclusivamente em Números 32:3, 34, quando os rubenitas e gaditas reivindicam a terra de Gileade. É mencionada brevemente na Estela Moabita.

Em 2010, o altar de pedra cilíndrico com sete linhas de texto foi descoberto em uma pequena sala do santuário em língua moabita e datada do final do século IX ou início do século VIII a.C.

A inscrição atesta o domínio moabita da região depois da revolta de Messa.

BIBLIOGRAFIA

Bean, Adam L; Rollston, Christopher A.; McCarter, P. Kyle McCarter; Wimmer, Stefan J. “An Inscribed Altar from the Khirbat Ataruz Moabite Sanctuary,” Levant 50 (2018): 211–236.

Chang-Ho Ji, “A Moabite Sanctuary at Khirbat Ataruz, Jordan: Stratigraphy, Findings, and Archaeological Implications,” Levant 50 (2018): 173–210.

https://www.thetorah.com/article/ataroth-and-the-inscribed-altar-who-won-the-war-between-moab-and-israel

Inscrição de Behistun

Inscrição na face rochosa de uma montanha esculpida durante o reinado de Dario I, o Grande (522-486), da Pérsia para relatar seus feitos.

Foi escrita nas línguas babilônica, elamita e persa com aescrita cuneiforme. É importante aos estudos bíblicos porque no século XIX permitiu a Sir Henry Rawlinson de decifrar essa escrita cuneiforme, possibilitando a interpretação de outros textos e as línguas da mesopotâmia. Adicionalmente, as fórmulas de frases em louvor à realeza e ao supremo Deus persa, bem como a tábua das nações, oferecem paralelos bíblicos.

Uma versão em aramaico foi encontrada no Egito.

BIBLIOGRAFIA

Greenfield, Jonas C., and Bezalel Porten. The Bisitun Inscription of Darius the Great: Aramaic Version. London: Humphries. 1982.

Túnel de Siloam

O túnel e inscrição de Siloam ou Siloé foram feitos no final do século VIII ou início do VII a.C.

Trata-se de uma inscrição em um túnel de água construído sob Jerusalém, durante o reinado de Ezequias, para suprir a cidade.

A inscrição paleo-hebraica comemora a ocasião em que escavadores que trabalhavam em duas direções finalmente se encontraram no subsolo (cf. 2 Re 20:20).

Túnel de Siloam ou Siloé

O Túnel de Siloam ou Siloé é um aqueduto escavado na rocha sólida abaixo de Jerusalém por volta de 701 a.C. durante o reinado de Ezequias (c.715-687 a.C).
O aqueduto foi cavado às pressas para abastecer com água Jerusalém durante um cerco dos assírios liderados por Senaqueribe.

O túnel conectava a fonte de Giom até a piscina de Siloé.
Os construtores teriam aproveitado uma caverna local (o sistema do fosso de Warren). A conquista de Jerusalém por Davi teria sido por uma caverna (2 Sm 5:8: 1 Cr 11:6), algo que indica a vulnerabilidade dessas passagens subterrâneas. Além disso, o suprimento de água era vital para contrapor à tática assíria de cercar as cidades até a fome e a sede enfraquecerem ou derrotarem os inimigos.

Assim, muito povo se ajuntou e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra. E disseram: Por que viriam os reis da Assíria e achariam tantas águas?

Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom e as fez correr por baixo para o ocidente da Cidade de Davi, porque Ezequias prosperou em toda a sua obra.
2 Crô 32:4,30.

Ora, o mais dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água à cidade, porventura, não estão escritos no livro das Crônicas dos Reis de Judá?
2 Reis 20:20

Cf. Is 22:11.

Ninguém sabe porque foi feito em “s” e não em linha reta. Considerando a falta de experiência com esse tipo de excavação (outro raro exemplo é o túnel de Megido) e a urgência das circunstâncias, esse túnel é uma proeza da engenharia dos israelitas da época.

A inscrição de Siloé ou de Siloam

Comemora o encontro dos escavadores que trabalhavam em duas direções no subsolo. Acidentalmente descoberta em 1880 na entrada do túnel. Seis linhas em escrita paleohebraica, mas falta a primeira metade. A linguagem é em hebraico clássico, mas de ortografia inconsistente. A inscrição foi removida e está hoje em Istanbul

[… quando] (o túnel) foi atravessado. E esta foi a maneira como foi cortada:
-Enquanto ainda […] machado(s), cada homem em direção ao seu companheiro, e enquanto ainda havia três côvados para serem cortados, [foi ouvido] a voz de um homem chamando por seu companheiro, pois havia uma sobreposição na rocha à direita [e à esquerda].
E quando o túnel foi atravessado, os pedreiros lavraram (a rocha), cada homem em direção ao seu companheiro, machado contra machado; a água fluía da nascente em direção ao reservatório por 1.200 côvados, e a altura da rocha acima da(s) cabeça(s) dos pedreiros era de 100 côvados.

BIBLIOGRAFIA

Sneh, Amihai, Ram Weinberger, and Eyal Shalev. “The why, how, and when of the Siloam Tunnel reevaluated.” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 359.1 (2010): 57-65.