Missão da Aliança Evangélica

A Missão da Aliança Evangélica (The Evangelical Alliance Mission – TEAM) é uma organização missionária cristã evangélica interdenominacional fundada por Fredrik Franson em 1890 como Missão da Aliança Escandinava, similar em operações e doutrina tanto às missões de Moody quanto à Aliança Cristã e Missionária.

Fredrik Franson (1852-1908) foi um pregador e avivalista sueco-americano, ligado ao movimento de vida superior, uma vertente do movimento de santidade.

Emigrou para os Estados Unidos onde passou por uma experiência de renovo espiritual e foi influenciado por D. L. Moody. Iniciou suas atividades em Chicago e depois partiu para um ministério itinerante.

Das suas campanhas evangelísticas resultaram em igrejas filiadas em diversas denominações. Algumas permanecem associadas à TEAM.

O propósito da TEAM é fazer parceria com igrejas para enviar missionários para trabalhar em evangelismo, plantação de igrejas, desenvolvimento comunitário, saúde, educação, justiça social, negócios como missão e outras áreas de missões globais. Os primeiros missionários da TEAM foram pioneiros na China, Japão, África do Sul, Mongólia, Índia e Venezuela, e a missão continuou a se expandir para a América Latina e prosperar na África e na Ásia. Em 1949, a Missão da Aliança Escandinava mudou de nome para se tornar The Evangelical Alliance Mission, ou TEAM. No início do século XXI havia, mais de 575 missionários em mais de 40 países.

Frederick Franson

Frederick Franson (1852-1908) foi um evangelista sueco, promotor do avivamento escandinavo-americano e nos países nórdicos, além de extensivas viagens de pregação itinerante e missionárias pelo mundo.

Nascido em Pershyttan, Suécia, em uma família adepta do pietismo de Rosenius, sua família emigrou para a América em 1869, estabelecendo-se em Nebraska. Após um despertar religioso devido a um período de doença, seguiu uma vocação espiritual, filiando-se a uma pequena igreja batista em Estina, Nebraska, onde foi batizado, marcando o início de seu ministério.

Em 1875, conheceu o evangelista Dwight L. Moody. Tornou-se ativo no evangelismo em Chicago, impactando suas técnicas de pregação e promovendo uma atitude ecumênica. A pregação de Franson enfatizava o retorno iminente de Cristo com uma visão pré-milenista. Arguiu pela participação feminina na igreja e sociedade, sendo um pioneiro do feminismo cristão e do igualitarismo bíblico. Sua teologia centrava-se na pessoa de Cristo. Em detalhes, isso significa a busca pela verdade em Cristo, conforme encontrada na Palavra de Deus somente; uma nova vida em Cristo de cada crente, uma concomitante
de justificação; unidade e liberdade de todos os crentes Cristo, cada um condicionado pelo outro; o desejo de cada crente pelos dons e chamado em Cristo; “esperança em Cristo” tanto escatologicamente quanto na missão no mundo. Foi um proponente da cura pela fé.

Em 1879, iniciou uma missão entre escandinavos do Oeste americano. Servia tanto a luteranos, batistas, pietistas bem como a mórmons. Estabeleceu igrejas evangélicas não denominacionais em Nebraska, transcendendo as diferenças denominacionais.

Em 1881, embarcou numa viagem de pregação na Suécia, lançando as bases para o desenvolvimento do movimento pentecostal na Europa. Seu trabalho na Noruega levou à fundação de organizações missionárias livres, enquanto na Dinamarca enfrentou prisão e expulsão.

Ao retornar à América do Norte, Franson continuou seu trabalho missionário, formando a Missão da Aliança Escandinava (mais tarde conhecida como Missão da Aliança Evangélica) em Chicago em 1890. Esta organização tinha como objetivo unir igrejas e indivíduos, permitindo-lhes enviar missionários coletivamente, uma visão que tornou-se a base da TEAM (The Evangelical Alliance Mission). A dedicação de Fredrik Franson às missões transculturais levou ao crescimento e ao impacto do TEAM, com missionários trabalhando em mais de vinte campos ao redor do mundo. Franson havia se comprometido de responder o chamado de Hudson Taylor de enviar milhares de missionários para o mundo. Para tal, apelava para esta vocação em reuniões evangelísticas, bem como providenciava ocasionais treinamentos para mulheres e homens destinados às missões.

Franson fundou ou influenciou o início da história de quinze sociedades missionárias e denominações em nove países.

Edvard Torjesen. The Legacy of Fredrik Franson

BIBLIOGRAFIA

Franson, Frederick. Prophesying Daughters. April 1, 1896

Torjesen, Edvard “The Legacy of Fredrik Franson”. International Bulletin of Missionary Research. Julho 1991.

Método de Leitura da Bíblia

O Método de Leitura da Bíblia representa uma abordagem distinta para interpretar e sintetizar dados bíblicos, empregada principalmente por evangélicos vitorianos, pelo movimento de Santidade, pelos pentecostais e por grupos cristãos independentes ao redor do mundo.

O MÉTODO

Enraizado em habilidades de raciocínio indutivo e dedutivo, o Método de Leitura da Bíblia busca extrair significado do texto bíblico por meio de um exame sistemático de ocorrências de palavras, frases ou tópicos específicos de uma concordância bíblica.

Esse método era uma forma evoluída do sistema de “texto-prova”. Tal leitura consistia em rastrear e compilar meticulosamente todas as ocorrências de uma palavra específica na Bíblia. O processo envolvia tanto o raciocínio indutivo, pelo qual o leitor rastreava a palavra em um livro específico, testamento ou em todo o cânon das Escrituras, quanto o raciocínio dedutivo e o bom senso para tirar conclusões abrangentes a partir das evidências bíblicas acumuladas.

O objetivo central do Método de Leitura da Bíblia é a síntese dos dados em um enunciado doutrinário, oferecendo uma compreensão abrangente e bíblica do assunto ou tema sob investigação. A harmonização, o processo de reconciliação de aparentes discrepâncias dentro do texto bíblico, desempenhava um papel crucial na obtenção de coerência doutrinária. Ainda hoje, a harmonização continua sendo um componente necessário para os cristãos que buscam uma teologia bíblica e sistemática canonicamente informada.

O esquema de leitura pentecostal adotou amplamente o Método de Leitura da Bíblia, refletindo uma abordagem sincrônica canônica pré-crítica. Esse método de leitura bíblica ganhou destaque entre as comunidades que valorizavam o envolvimento direto com as Escrituras, enfatizando a necessidade de coerência doutrinária derivada exclusivamente da Bíblia.

Em contraste com métodos históricos que incorporam fontes extrabíblicas para esclarecer pontos obscuros, valorizam as línguas originais e consideram o contexto histórico e a intenção do autor, o Método de Leitura da Bíblia adere estritamente à interpretação da Bíblia por si mesma. Parte do pressuposto de que as versões vernáculas são suficientemente confiáveis para a formulação de doutrinas, independentemente do conhecimento das línguas originais. A compreensão dos contextos históricos e culturais é considerada complementar e não essencial, pois o método prioriza referências e alusões internas para decifrar passagens desafiadoras.

De modo geral, o Método de Leitura da Bíblia pressupõe uma unidade teológica e a uniformidade dos significados das palavras, atribuindo autoridade normativa a cada versículo mesmo isoladamente, aceitando interpretações alegóricas em passagens desafiadoras e enfatizando a necessidade da iluminação do Espírito Santo para a interpretação, juntamente com a adesão a uma analogia de fé, muitas vezes de natureza cristológica.

A HISTÓRIA DO MÉTODO

O grande popularizador desse método foi D. L. Moody, que aprendeu o Método de Leitura Bíblica com seu colaborador Henry Moorhouse (1840-1880). O britânico Moorhouse, influenciado por Spurgeon e pelos Irmãos de Plymouth, valorizava uma leitura imediata (isto é, sem a mediação de comentaristas ou teólogos) da Bíblia. Assim, Moody adotou esse método, estimulando a memorização e uma leitura tópica com o auxílio de concordâncias.

A transição do Método de Leitura da Bíblia para o Estudo Bíblico Indutivo marcou uma mudança de uma abordagem principalmente dedutiva para uma metodologia indutiva mais sistemática e acadêmica. Robert Traina, um evangélico ítalo-americano versado em crítica bíblica e filosofias interpretativas, desempenhou um papel fundamental nessa evolução com sua obra Methodical Bible Study (1952). Esse livro popularizou o método indutivo, caracterizado pela ênfase em conclusões baseadas em evidências, em vez de premissas pressuposicionais.

O Estudo Bíblico Indutivo é fundamentado teoricamente por Traina, que descreve e argumenta a favor de uma leitura indutiva. Ao contrário do raciocínio dedutivo, que se baseia em pressupostos, o estudo indutivo começa com elementos observados no texto, promovendo uma abertura radical a qualquer conclusão apoiada por evidências bíblicas. Orienta os leitores através da observação, interpretação, aplicação e correlação, promovendo uma progressão lógica que protege contra interpretações precipitadas e aplicações desconexas.

Esse método incentiva os intérpretes a passar de pesquisas de livros inteiros para passagens individuais, promovendo o pensamento contextual e tornando as Escrituras acessíveis na língua nativa. A integração da aplicação e da correlação no processo hermenêutico garante que esses elementos cruciais não sejam deixados de lado, levando a uma abordagem holística que tem o potencial de transformar vidas por meio de um envolvimento profundo e ponderado com o texto bíblico.

BIBLIOGRAFIA

Archer, Kenneth. A Pentecostal Hermeneutic for the Twenty First Century: Spirit, Scripture and Community. Vol. 28. London: T&T Clark, 2004.

Bauer, David R., and Robert A. Traina. Inductive Bible Study: A Comprehensive Guide to the Practice of Hermeneutics. Grand Rapids: Baker Academic, 2011.

Movimento de Keswick

O Movimento de Keswick (a pronúncia é Kêssik) refere-se às convenções realizadas em Keswick, um vilarejo no noroeste da Inglaterra; bem como a teologia e a rede de pessoas e instituições resultantes dessas convenções, o chamado Keswickianismo.

A convenção de Keswick iniciou-se em 1875, organizado pelo cônego anglicano Thomas Dundas Harford-Battersby (1823–83) e o quaker Robert Wilson (1824–1905). Desde então, repete-se anualmente, com raras exceções. É aberta a todos ouvintes sem cobrar taxas de adesão, dependendo de ofertas voluntárias.

A convenção consiste em ensino bíblico, avivamento e busca de santidade. Atrai cristãos de diversas orientações e denominações, mas sobretudo adeptos do evangelicalismo. Entre os notórios associados a Keswick estão Andrew Murray (1828–1917), James Hudson Taylor (1832–1905), Amy Wilson Carmichael (1867–1951), Albert Benjamin Simpson (1844–1919), Dwight Lyman Moody (1837–1899), Reuben Archer Torrey (1856–1928), John Stott (1921–2011) e D. A. Carson.

Teve influência dos ideais de catolicidade ecumênica do anglicanismo, na esteira da práxis e método teólogico de Hooker. Deve também à concepção wesleyana de santidade, mas removendo alguns aspectos (como o de inteira santificação ou santificação instantânea). O casal quaker Hannah Whitall Smith e Robert Pearsall Smith influenciou o movimento, pregando um batismo com o Espírito Santo que permitia a santificação, uma vida cristã de regozijo e vitória sobre o pecado. Outras influências foram o revivalismo americano e a cultura romântica vitoriana.

Dada essa amplitude, a teologia de Keswick nunca foi uniforme, além de variações ao longo do tempo e conforme os palestrantes convidados. A teologia de Keswick evoluiu no século XX, particularmente sob a influência de figuras como John Stott, tornando-se mais explicitamente alinhada à soteriologia reformada e suavizando um pouco de sua linguagem mais dramática de “Vida Superior”. Contudo, alguns elementos temáticos visíveis na organização do evento refletem uma teologia comum.

Cada dia da semana é dedicada a um tópico e recebe diferentes oradores. O dia 1 é sobre a diagnose da condição humana: o pecado. O dia 2 é sobre a cura: o plano de Deus para regeneração. No dia 3 aparece o remédio: o revestimento do Espírito Santo. Por fim, no dia 4 os regenerados são comissionados para missão e serviço.

Ao atribuir a fé como único meio para obter tanto a justificação e a santificação, o movimento de Keswick convidava ambos não crentes e cristãos nominais a buscarem uma união com Cristo. A partir disso vinha a convicção que o sangue de Cristo permitia uma vida vitoriosa sobre o mal e o pecado, bem como sobre seus efeitos nas doenças. A certeza do poder do Espírito Santo para a reparação do pecado revestia a pessoa de poder de modo que o convertido e santificado já distinguia sua entre velha e nova criatura.

Esta ênfase na ação santificadora do Espírito Santo e uma soteriologia regenerativa encontrava fundamento na “santificação pela fé”, sem reivindicar a possibilidade de impecabilidade para o crente. Essa santificação seria progressiva. A teologia de Keswick frequentemente distinguia entre a “natureza pecaminosa” (que permanece, mas se torna impotente) e os “atos de pecado” (sobre os quais o crente pode obter vitória). Assim, evitavam alegações de perfeição sem pecado.

As teologias de santificação de Keswick contrastam com outros entendimentos. Difere da santificação instantânea pontual do Movimento de Santidade de origem wesleyana. É próximo, porém distinto da santificação gradual que mortificaria gradualmente a vontade da carne em algumas vertentes do Movimento de Vida Superior. Apesar de sua associação com o sistema teológico reformado, não adere a sua ideia de santificação a partir da conversão como uma contínua presença de pecado e arrependimento, tal como articulado no evangelicalismo calvinista (por exemplo, por Charles Spurgeon).

Considerando a adesão de pessoas de origem em denominações reformadas e seu aproveitamento de somente alguns elementos da teologia e práticas wesleyanas, o movimento de Keswick tem sido associado ao sistema teológico reformado. Por vezes, quando visto sob uma perspectiva de soteriologia forense é referido como semi-agostinianismo, pois na prática busca um equilíbrio entre a soberania divina e a responsabilidade humana, mas não se ocupa em resolver esse paradoxo.

O foco limitado em crenças centrais do cristianismo evangélico e a flexibilidade em relação a tópicos contenciosos permitiram uma abrangência de audiência e uma continuidade singular. O movimento de Keswick inspirou vários avivamentos (como o da África do Sul e na China), além de impulsionar missionários. O pregador de Chicago, D. L. Moody era já uma figura pública de sucesso quando em 1871 foi confrontado por duas mulheres metodistas livres, dizendo-lhe que ele precisava do “poder do Espírito”. Após a resistência inicial, Moody se humilhou e pediu suas orações, experimentando o que considerou o batismo no Espírito Santo. Moody envolveu-se com Keswick e foi um de seus principais propagadores nos Estados Unidos. Consequentemente, a vertente da Obra Consumada do Calvário no pentecostalismo tem um legado em Keswick.

O movimento de Keswick não foi sem críticas. A crença em uma vida distinta santificada e revestida pelo Espírito Santo levava às acusações de elitismo espiritual. Críticos, medindo a teologia do movimento não por seus próprios termos e com recortes selecionados, distorcidamente apresentavam o movimento como “faça sua parte e deixa que Deus faça a sua”. Confusões conceituais também resultam de interpretar a teologia vivida de Keswick em termos de uma teologia magisterial, especialmente com critérios de um ordo salutis forense, embora Keswick seja eminentemente uma soteriologia regenerativa e missional.

BIBLIOGRAFIA

Barabas, Steven. So great salvation: The history and message of the Keswick Convention. Wipf and Stock Publishers, 2005.

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Bundy, David “Keswick and the Experience of Evangelical Piety,”
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Kim, Kyoung Min. The Sanctification of Pentecostal Movement: Focusing on the Influence of Reformed Keswick Movement. Diss. Midwestern Baptist Theological Seminary, 2021.

Menzies, William W. “Non-Wesleyan Pentecostalism: A Tradition Keswick and the Higher Life.” Asian Journal of Pentecostal Studies 14.2 (2011): 213-25.

Scotland, Nigel. Evangelical Anglicans in a Revolutionary Age, 1789-1901. Carlisle: Paternoster Press, 2004.

Elizabeth Baxter

Mary Elizabeth Foster Baxter (1837-1926) escritora, missionária e biblista britânica.

Nasceu em uma família de quakers em Worcestershire, na Inglaterra. Converteu-se aos 21 anos e dedicou-se ao ministério evangelístico. Juntou-se à Mildmay Mission, centro de diaconia e de treinamento de diaconisa, entre 1866 e 1868.

Casada com Michael P. Baxter em 1868, foram pais de Michael Paget Baxter. O casal fundou a Casa Bethshan em 1880 para cuidar da cura do corpo e da alma. Foram influenciados por Andrew Murray, D. L. Moody e Ira Sankey. Em razão disso, participaram ativamente do movimento “Higher Christian Life”, promovido por William E. Boardman e difundido pela Convenção de Keswick.

O casal apoiava as campanhas de Moody na Inglaterra, publicando um pequeno jornal chamado “Signs of Our Times”. O jornal expandiu-se e adotou um novo nome, “The Christian Herald”.

Em viagem em férias à Suíça, o casal começou a realizar reuniões evangelísticas. Durante uma viagem na Alemanha, Elizabeth teve a experiência de ser capaz de pregar em alemão o suficiente para ser entendida, embora ela soubesse apenas poucas palavras do idioma. Nesse período, Elizabeth conheceu o pastor Otto Stockmayer, Samuel Zeller e teve contato com as obras de Dorothea Trudel e Johann Blumhardt.

Em 1886, os Baxters abriram uma casa de treinamento missionário, formando centenas de missionários. Estabeleceram as Missões Gerais Kurku e Central Hills e Ceilão e Índia na Índia. Na década de 1890, Elizabeth viajou pelo Canadá e pelos Estados Unidos. Em 1894, também conheceu e tornou-se amiga de Carrie Judd (mais tarde Montgomery), que havia aberto sua própria casa de recuperação em Nova York. Mais tarde, viajaria para as missões na Índia.

Publicou mais de quarenta livros, além de tratados volantes e panfletos. Seu Women in the Word (1897) faz um panorama com vários perfis de mulheres nas Escrituras.

BIBLIOGRAFIA

“Baxter, Elizabeth (1837-1926).” Handbook of Women Biblical Interpreters, 2012, Handbook of Women Biblical Interpreters, 2012.

Marion Ann Taylor. “Anglican Women and the Bible in Nineteenth-century Britain.” Anglican and Episcopal History 75, no. 4 (2006): 527-52.

Narveson, Kate.  Bible Readers and Lay Writers in Early Modern England. Routledge, 2016.

Robins, Roger Glenn. “Evangelicalism before the Fall: The Christian Herald and Signs of Our Times.” Religions 12, no. 7 (2021): 504.

Taylor, Marion Ann, and Heather Weir. Women in the Story of Jesus. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing, 2016.

https://www.actsamerica.org/biographies/2014-01-Elizabeth-Baxter.html

https://healingandrevival.com/BioEMPBaxter.htm