John Knox

John Knox (c. 1513-1572) foi um reformador e teólogo escocês que desempenhou um papel significativo na Reforma Escocesa.

Knox nasceu perto de Haddington, na Escócia, e foi educado na Universidade de St Andrews. Knox tornou-se padre católico na década de 1530, mas depois se converteu ao protestantismo.

Knox tornou-se um associado próximo do líder protestante escocês George Wishart. Após a execução de Wishart, Knox tornou-se um líder do movimento protestante na Escócia. Passou um tempo no exílio na Inglaterra e em Genebra, onde se tornou amigo de João Calvino, antes de retornar à Escócia em 1559.

Na Escócia, Knox tornou-se o líder da Reforma Escocesa e foi fundamental para estabelecer a Igreja Presbiteriana da Escócia, a Kirk. Ele pregou contra a Igreja Católica e suas práticas, e seus sermões e escritos tiveram um impacto significativo no povo escocês.

Knox também desempenhou um papel na política escocesa, aconselhando e criticando vários monarcas. Ele era um forte defensor de uma igreja nacional escocesa e dos direitos do povo de resistir a governantes injustos.

Sacerdócio universal de todos os crentes

O sacerdócio de todos os crentes ou sacerdócio universal de todos os crentes é a doutrina de que todos os cristãos ministram diante de Deus, sem haver uma classe especial de pessoas como intermediários.

No Antigo Testamento, encontramos uma noção embrionária de que todo o povo de Israel, como comunidade do povo de Deus, participava de um tipo de sacerdócio geral. Isso está claramente expresso em Êxodo 19:6, onde Deus declara: “E vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa.” Embora houvesse uma classe sacerdotal específica, os levitas e, em particular, os descendentes de Aarão, encarregados de oficiar nos cultos e rituais, a ideia de um sacerdócio que abrangia todo o povo estava presente. O livro do Êxodo revela uma teologia que enxerga Israel como mediador entre Deus e as nações, sugerindo uma função sacerdotal para todo o corpo do povo eleito.

Joel 3:1 anuncia que o Espírito de Deus seria derramado sobre “toda carne”, o que implica uma universalização do acesso ao divino, um contraste notável com a exclusividade do ofício sacerdotal levítico. Isaías 61:6 também projeta uma visão escatológica em que Israel como nação será designado como “sacerdotes do Senhor” e “ministros de nosso Deus”, enfatizando o papel do povo de Deus em abençoar as nações.

No Novo Testamento, essas promessas são reinterpretadas e cumpridas na pessoa de Jesus Cristo e no evento de Pentecostes. Em 1 Pedro 2, Cristo é descrito como o único e definitivo Sumo Sacerdote, que, por sua morte e ressurreição, une todos os crentes a si mesmo através do batismo. A epístola de 1 Pedro 2:9 declara que os crentes em Cristo, tanto judeus quanto gentios, constituem agora um “reino de sacerdotes e nação santa”. Essa passagem ecoa Êxodo 19:6, mas amplia seu alcance ao incluir os gentios no sacerdócio universal, superando as limitações étnicas e cerimoniais do Antigo Testamento.

O Apocalipse descreve os redimidos como “reino e sacerdotes para o nosso Deus” (Apocalipse 1:6). Similar frase aparece em Apocalipse 5:10, onde se lê: “E para o nosso Deus os fizeste reino e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” Essas passagens reforçma o caráter sacerdotal e régio de todos os redimidos. Aqui, os crentes são apresentados como um grupo coletivo com uma dupla vocação: servir a Deus como sacerdotes e exercer autoridade em um reinado escatológico.

Essa doutrina foi o princípio central da Reforma. Embora Martinho Lutero não usasse o termo, ele aduz essa doutrina no seus escritos Para a nobreza cristã da nação alemã e Sobre o cativeiro babilônico da Igreja (1520). Lutero rejeitou que a distinção entre povo e clero, pois todo o crente batizado somente teria Cristo como mediador. Os ministros (servos) somente assistiriam a Igreja na medida em que o corpo de crentes consentisse.

Desdobramentos desse princípio são as doutrinas da luz interior entre alguns reformadores radicais e quakers e a guia do Espírito Santo entre os pentecostais.

Wolfgang Musculus

Wolfgang Musculus (1497 – 1563) foi um pregador e reformador franco-alemão.

Nascido em Dieuze, Lorraine (França), estudou em um mosteiro beneditino em Lixheim e mais tarde abraçou a Reforma depois de ler os escritos de Martinho Lutero. Estudou em Estrasburgo e tornou-se pregador em Augsburg.

Forçado a deixar a Alemanha, passou a ser professor de teologia em Berna, onde permaneceu até sua morte. Escreveu vários comentários bíblicos e um livro didático teológico, “Loci communes theologiae sacrae”.

Nicolau Gerbel

Nicolaus Gerbellius, Nicolas Gerbel (1485-1560) foi um jurista, humanista e biblista alemão. Por boa parte de sua carreira estabeleceu-se em Estrasburgo e foi responsável pela publicação de Estrabão.

Relacionava-se com os reformadores Martinho Lutero e Philipp Melanchthon e os humanistas Erasmo de Rotterdam e Johann Reuchlin. Na controvérsia sobre os estudos hebraicos, escreveu três panfletos contra Thomas Murner (1475-1537). É o provável autor sátira Eccius Dedolatus contra Johannes Eck, com o pseudônimo de Johannfranciscus Cottalembergius.

Em 1521 produziu uma edição do Novo Testamento grego que, na prática, era uma cópia do Novo Testamento de Erasmo.

Ludwig Haetzer

Ludwig Haetzer (1500-1529) foi um erudito, hinista, pioneiro anabatista suíço, além de um de seus primeiros teólogos.

Pouco se sabe de sua origem (por muito tempo especulou-se que era de origem valdense, mas sem provas). Estudou sem se graduar na Universidade de Basileia e dominava latim, grego e hebraico.

Provavelmente ordenado padre católico em Constança, foi capelão próximo a Zurique. Por volta de 1520-1523 teve contato com a Reforma e escreveu um panfleto contra as imagens nas igrejas.

Haetzer esteve nas disputas de Zurique em 1523. Foi um dos primeiros defensores de empregar a Bíblia como autoridade para dirimir disputas doutrinárias. Propagou as ideias de Karstadt e Zwingli sobre os sacramentos, ganhou oposição dos adeptos da posição luterana.

Passou o ano de 1525 envolto em vários debates, reconciliações e polêmicas. Socializou-se e envolveu-se com líderes anabatistas, embora sua posição no movimento não fosse muito clara. Sua esposa, Apolônia, era uma anabatista.

Publicou um prefácio do Livro de Baruque e defendeu sua canonicidade. No final de sua vida passa a considerar o testemunho do Espírito Santo no crente como superior à pregação ou ao texto bíblico.

Em novembro de 1528, as autoridades Augsburg exigiu que o conselho de Constança prendesse Haetzer. Foi acusado de imoralidade em termos vagos (supostamente por adultério) e foi condenado à morte. Foi executado no mesmo local que Jan Huss.

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