História de Ahiqar

A História de Ahiqar (também Ahikar, Aquicar) é uma narrativa do antigo Oriente Próximo. É um conto da corte sobre um chanceler assírio chamado Ahiqar, que serviu sob os reis de Nínive. A história está escrita em aramaico e acredita-se que tenha sido composta no século V aC.

Na narrativa, Ahiqar é falsamente acusado de conspirar contra o rei e é condenado à morte. No entanto, ele é salvo por seu sobrinho, Nadan, que revela o verdadeiro conspirador. Ahiqar então se torna o regente da Assíria e serve como um sábio conselheiro do rei. A história também inclui uma série de ditos sábios atribuídos a Ahiqar, que são semelhantes aos encontrados no livro bíblico de Provérbios.

A história de Ahiqar foi popular, sendo traduzida para vários idiomas, incluindo siríaco, árabe e grego. Uma versão aramaica sobrevive entre os papiros de Elefantina. A versão grega da história, conhecida como narrativa Ahiqar, foi particularmente influente e amplamente lida no período helenístico. A história também teve um impacto na literatura judaica e pode ter influenciado o livro de Tobias.

No período medieval, a história de Ahiqar continuou a ser popular no mundo islâmico, onde era conhecida como a “História de Luqman”. Também foi adaptado para uma peça pelo poeta persa do século X Ferdowsi, que o incluiu em seu poema épico, o Shahnameh.

Johann Arndt

Johann Arndt (1555-1621) foi um teólogo e escritor luterano alemão e predecessor do pietismo.

Ardnt nasceu em Ballenstedt. Estudou nas universidades de Helmstedt e Wittenberg, onde foi influenciado pelos ensinamentos de Philipp Melanchthon e Lutero. Depois, serviu como pastor em várias igrejas na Alemanha, inclusive em Ballenstedt e Eisleben.

Arndt popularizou escritos devocionais, profundamente influenciados por sua fé luterana e sua crença na importância da piedade e santidade pessoal. Sua obra “Vier Bücher vom wahren Christentum” (Quatro livros sobre o verdadeiro cristianismo), foi publicada pela primeira vez em 1605 e continua ser lido para edificação. O livro enfatizou a importância da fé, do arrependimento e do Espírito Santo na vida cristã e influenciou muitos escritores e teólogos subsequentes nas tradições pietistas e devocionais.

Apesar de sua popularidade como escritor, Arndt também foi controverso durante sua vida. Alguns de seus pontos de vista sobre a santidade cristã e o misticismo foram criticados por outros teólogos como sendo muito extremos. Ele foi brevemente exilado de sua posição como pastor em Eisleben em 1609. No entanto, seus escritos continuaram a ser amplamente lidos e influentes.

Ágrafa de Jesus

A ágrafa é uma coleção de ditos e ensinamentos atribuídos a Jesus que não são encontrados nos evangelhos canônicos.

Essas ágrafas são encontrados em vários textos cristãos primitivos, incluindo outros livros do Novo Testamento, a literatura patrística, o Evangelho de Tomé e os Atos Apócrifos dos Apóstolos, as logias e as variante textuais dos evangelhos canônicos.

  • Atos 20:35: “recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.”
  • Atos de Filipe 34: “Pois o Senhor me disse: Se não fizerdes o inferior no superior e o esquerdo no direito, não entrareis no meu reino.”
  • Primeiro Clemente , 13: “Pois assim Ele falou: ‘Sede misericordiosos, para que possais obter misericórdia; perdoai, para que vos seja perdoado; conforme julgardes, assim sereis julgados; conforme sois benignos, assim vos será mostrado o bem; com a medida com que medirdes, com a mesma será medido para vós.'”
  • Policarpo de Esmirna, Epístola aos Filipenses, 2, “mas lembrando-se do que o Senhor disse em Seu ensino: ‘Não julgueis, para que não sejais julgados; perdoai, e ser-vos-á perdoado; sede misericordiosos, para que podeis obter misericórdia; com a medida que medirdes, será medido para vós novamente;’ e mais uma vez: ‘Bem-aventurados os pobres e os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino de Deus.'”
  • Papias de Hierápolis, As Exposições da Palavra do Senhor, 4: “Como os anciãos que viram João, o discípulo do Senhor, lembraram-se de terem ouvido dele como o Senhor ensinou a respeito daqueles tempos, e disse: ‘Dias virão em que as videiras crescerão, tendo cada uma dez mil ramos, e em cada ramo dez mil galhos, e em cada galho verdadeiro dez mil brotos, e em cada um dos brotos dez mil cachos, e em cada um dos cachos dez mil uvas, e cada uva quando prensada dará cinco e vinte metros de vinho. E quando qualquer um dos santos agarrar um cacho, outro gritará: ‘Sou um cacho melhor, pegue-me; bendiga o Senhor através de mim’. Da mesma maneira, [Ele disse] que um grão de trigo produziria dez mil espigas e que cada espiga teria dez mil grãos e cada grão produziria dez libras de farinha clara, pura e fina; e que maçãs, sementes e grama produziriam em proporções semelhantes; e que todos os animais, alimentando-se apenas dos produtos da terra, se tornariam pacíficos e harmoniosos, e estariam em perfeita sujeição ao homem.'”
  • Justino Mártir, Diálogo com Trifão, 47: “Portanto também nosso Senhor Jesus Cristo disse: Em tudo o que eu te apreender, eu te julgarei.”
  • Clemente de Alexandria , Stromata , 1, 24, 158: “Pedi, ele diz pelas grandes coisas, e as pequenas vos serão acrescentadas.”
  • Clemente de Alexandria, Stromata , 1, 28, 177: “Com razão, portanto, a Escritura também em seu desejo de nos tornar tais dialéticos, nos exorta: Sejamos cambistas aprovados, desaprovando algumas coisas, mas retendo o que é bom.”
  • Clemente de Alexandria, Stromata , 5, 10, 64: “Pois não relutantemente, diz ele, o Senhor declarou em um certo evangelho: Meu mistério é para mim e para os filhos de minha casa.”
  • Orígenes, Homilia sobre Jeremias, 20, 3: “Mas o próprio Salvador diz: Quem está perto de mim está perto do fogo; quem está longe de mim, está longe do reino.”

Há também ágrafas oriundas de leituras variantes nos manuscritos dos evangelhos canônicos. As mais notórias são: Mateus 20:28 no Codex D; Marcos 9:49 no Codex D e outros; Marcos 16:14 no Codex W; Marcos 16:15–18 em manuscritos gregos posteriores; Lucas 6:4 no Codex D; Lucas 9:55b, 56a em Κ Γ Θ e outros manuscritos; Lucas 22:27–28 no Codex D; João 8:7, 10–11 no Codex D e manuscritos gregos posteriores.

BIBLIOGRAFIA

Resch, Alfred. Agrapha. Aussercanonische Schriftfragmente. Gesammelt und untersucht und in zweiter völlig neu bearbeiteter durch alttestamentliche Agrapha vermehrter Auflage hrsg. von Alfred Resch. Mit fünf Registern. (Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur 30.3-4, Neue Folge 15.3-4) Leipzig, 1906 [1a ed 1889].

Arquivo de Salome Komaise

Salome Komaise Filha de Levi viveu entre c. 94 d.C. a 132 d.C. Morava em Mahoza, uma vila que inicialmente fazia parte do reino nabateu, mas depois foi incorporada à província da Arábia romana.

Contém contratos notariais (escritura de doação, contrato de casamento, escritura de renúncia a créditos) e dois recibos. Estão escritos principalmente em grego e nabateu, refletindo a natureza multilíngue da comunidade naquela época.

VEJA TAMBÉM

Arquivos de Babatha

Arquivos de Babatha

Os arquivos de Babatha referem-se a uma coleção de documentos em papiro que foram descobertos em 1961 em uma caverna perto do Mar Morto, no deserto da Judeia.

Os documentos pertenciam a uma judia chamada Babatha, que viveu no século II d.C. e incluíam registros legais e financeiros, como transações de terras, contratos de casamento e um testamento. Babatha teria escondindo os documentos pessoais para evadir-se da violência da época da Segunda Guerra Judia.

Pertencem à mesma categoria de documentos das cartas de Bar Kochba, dos Manuscritos do Mar Morto e do arquivo de Salomé Komaise, filha de Levi. São exemplares importantes dos Manuscritos do Deserto da Judeia.

O arquivo fornece informações valiosas sobre o status legal e social das mulheres judias no período romano e a complexidade da vida judaica sob o domínio romano. Os documentos estão agora guardados na Biblioteca Nacional de Israel em Jerusalém.