Inscrição de Khirbat Ataruz é altar de pedra inscrito, encontrado dentro de um santuário moabita na antiga cidade de Atarote na Jordânia.
Atarote aparece duas vezes na Bíblia, exclusivamente em Números 32:3, 34, quando os rubenitas e gaditas reivindicam a terra de Gileade. É mencionada brevemente na Estela Moabita.
Em 2010, o altar de pedra cilíndrico com sete linhas de texto foi descoberto em uma pequena sala do santuário em língua moabita e datada do final do século IX ou início do século VIII a.C.
A inscrição atesta o domínio moabita da região depois da revolta de Messa.
BIBLIOGRAFIA
Bean, Adam L; Rollston, Christopher A.; McCarter, P. Kyle McCarter; Wimmer, Stefan J. “An Inscribed Altar from the Khirbat Ataruz Moabite Sanctuary,” Levant 50 (2018): 211–236.
Chang-Ho Ji, “A Moabite Sanctuary at Khirbat Ataruz, Jordan: Stratigraphy, Findings, and Archaeological Implications,” Levant 50 (2018): 173–210.
Ásia Menor ou Anatólia é a região peninsular mais ocidental do continente asiático, correpondente à grande parte da Turquia atual.
Possui um platô central montanhoso, cuja atitude variam entre em média entre 600 e 1200 metros, com seu pico mais alto sendo o Monte Argeu (turco, Erciyes Dağı), vulcão na antiga Capadócia.
A posição estratégica conecta a Europa e a Ásia (o continente), além das bacias dos mares Negro, Mediterrâneo e Egeu. Lá desenvolveram várias sociedades e civilizações.
Um dos mais antigos centros urbanos da humanidade encontra-se no leste da Anatólia, Göbekli Tepe (1000-8800 a.C.). Este centro cerimonial seria o templo mais antigo encontrado, composto de monumentos megalíticos em formato de T, decorado com alto relevo de animais e figuras humanas. O espantoso é que essa população não praticava a agricultura, não conhecia a cerâmica, os metais ou a roda. As ricas fauna e flora eram suficientes para manter essa população semi-urbana, sendo comparável ao Jardim do Éden.
A Ásia Menor foi lar de uma sucessão de povos: hititas, frígios, armênios, Mitani, gregos, selêucidas, romanos, bizantinos e finalmente turcos.
Durante o período romano consolidou-se a divisão histórica das regiões: Bitínia, Paflagônia, Ponto, Capadócia, Cilícia, Licaônia, Pisídia, Panfília, Lícia, Cária, Frígia, Lídia, Mísia e Galácia.
Era uma área rica em recursos naturais floresceu indústria artesal. A mineração e produção de moedas iniciou na Lídia. Os rios Lico e Menderes afluíam a Laodiceia os produtos de tecidos de lã. De lá, os produtos chegavam a grandes portos como o de Esmirna.
Paulo, ele próprio originário de Tarso, na região da Cilícia, na Ásia Menor, desenvolveu seu ministério por várias de suas regiões e cidades. João de Patmos destinou suas sete cartas para igrejas da Ásia Menor.
Na história do cristianismo, as igrejas da Capadócia, Frígia, Esmirna, Éfeso, Sinope, Niceia, Calcedônia e Constantinopla tiveram papéis marcantes.
Acre, em hebraico עַכּוֹ e em grego Ἄκη, também chamada Aco, Acco ou Acca, é uma antiga cidade localizada na Baía de Haifa e entrada para o Vale de Jisreel.
Era uma cidade canaanita no sul da Fenícia, chamada de Antioquia Ptolomais no período helenístico ou Colonia Claudia Felix Ptolemais Garmanica Stabilis no período romano. Foi e é uma importante cidade portuária, devido seu porto natural na extremidade da Baía de Haifa.
Acre, que remonta ao início da Idade do Bronze (3.300–1.200 aC), serviu como um centro comercial crucial para fenícios e cananeus.
Aparece no Antigo Testamento como um dos lugares que os israelitas não conseguiram conquistar (Juízes 1:31). Foi uma parada no retorno final de Paulo a Jerusalém (Atos 21:7).
Renomeada Ptolemais sob Ptolomeu I Soter (Atos 21:7), foi palco de muitos confrontos. Durante as cruzadas e domínio otomano foi também um importante centro político, estratégico e econômico. Na idade média foi disputada por cruzados e sarracenos. Capturada pelos cruzados em 1104, retomada por Saladino em 1187, depois por Ricardo Coração de Leão em 1191, tornou-se um reduto do Reino de Jerusalém e da Ordem de São João até à sua conquista em 1291 pelo Sultão do Egipto. Apesar da tentativa de Napoleão, permaneceu sob controle otomano até ser capturado pelas forças britânicas em 1918, tornando-se eventualmente parte da Palestina administrada pelos britânicos e mais tarde tomada pelas tropas israelenses em 1948.
Aava, em hebraico אַהֲוָא, foi um corpo d’água — rio ou canal — onde Esdras reuniu uma leva de retornantes a Jerusalém (Ed 8:21, 31). A recensão grega de 1 Esdras 8:41, 61 chama-o de Tera (Θέρα, Thera). Ficava na Mesopotâmia, mas sua localização atual é desconhecida.
Aretalogia ou aretologia do grego: Αρεταλογία, aretḗ, virtude + logia, é uma forma de gênero de louvor em que os atributos de uma divindade são listados. Tem a forma de poema na primeira pessoa, uma lista de epítetos, nomes e qualidades, poderes (dynameis) invenções ou criações (heuremata) e obras (erga).
O gênero textual da aretalogia ocorre em várias tradições religiosas.י״ג מִידּוֹת Nas religiões dhármicas o termo em sânscrito é ātmastuti. Nas tradições cuneiformes mesopotâmicas eram as listas lexicais dos deuses, como na Oração de Assurbanípal a Assur ou a parte final de Enuma Elish. Na literatura greco-romana um exemplo é a Aretalogia a Isis (Apuleio. O Asno de Ouro, 11.22.6). No islã há os Noventa e nove nomes de Alá (al-asmá al-husná). No cristianismo, as escolásticas medieval e reformada foram construída a partir de listas de atributos divinos.
Um gênero derivado, por vezes também referido como aretalogia, sãos as biografias laudatórias de heróis ou figuras lendárias, como A vida de Pitágoras de Porfírio ou A vida de Moisés de Filo de Alexandria.
Na Bíblia, não há um explícito elenco de virtudes divinos do gênero da aretologia conforme os paralelos literários da época. Todavia, alguns traços do gênero aparecem no louvor à Sabedoria em Provérbios 8. Também, há listas como em Êx 34:6–7; Nm 14:18; Jl 2:13; Jn 4:2; Mq 7:18; Na 1:3; Sl 86:15; 103:8; 145:8; Ne 9:17 dos atributos da misericórdia, os quais aparecem após o incidente do Bezerro de Ouro, quando Deus ameaçou destruir Israel (Êx 32:10). A aretologia no sentido biográfico pode ter influenciado o gênero literário dos evangelhos.
BIBLIOGRAFIA
Hadas, Moses and Smith, Morton. Heroes and Gods: Spiritual Biographies in Antiquity. London: Routledge & Kegan Paul, 1965. Smith, Morton. “Prolegomena to A Discussion of Aretalogies, Divine Men, the Gospels and Jesus.” Journal of Biblical Literature 90 (1971): 174-199