Crosby-Schøyen Codex

O Crosby-Schøyen Codex é um dos mais antigos códice existentes, oriundo do Egito.

É datado de cerca de 250, o que indica a ampla adoção do formato de códice para os livros dos primeiros cristãos a partir do século III.

O volume de papiros encadernado foi escrito no dialeto saídico da língua copta de Alexandria, Egito. O Códice consiste em 52 folhas, das quais 16 estão faltando. Em média, cada página mede 15×15 cm e constam 2 colunas de 11 -18 linhas de texto em escrita uncial copta.

O Crosby-Schøyen Codex é contado entre a coleção dos papiros Bodmer, no entando, foi descoberto por camponeses egípcios em 1952, a 12 km a leste do sítio de Nag Hammadi. Pertence à coleção dos papéis de Dishna, que contém 38 livros (rolos e códices). Talvez pertencesse à biblioteca do Mosteiro de São Pacômio.

O códice representa o texto completo mais antigo conhecido de dois livros da Bíblia, Jonas e 1 Pedro. Contém, adicionalmente, a relação dos Mártires Judeus (2 Macabeus 5:27 – 7:41), um texto de Melito de Sardes (Peri Pascha 47 – 105) uma Homilia para a manhã de Páscoa, talvez o mais antigo sermão encontrado.

SAIBA MAIS

https://www.schoyencollection.com/bible-collection-foreword/coptic-bible/crosby-schoyen-codex-ms-193

Codex Bezae

O Codex Bezae Cantabrigensis, designado pela sigla Dea or 05 δ 5 é um importante códice do Novo Testamento datado do século V.

Foi escrito em caligrafia uncial em pergaminho e contém, em grego e latim (versão Vetus Latina), a maioria dos quatro Evangelhos e Atos, com um pequeno fragmento da Terceira Epístola de João.

Está diagramado com uma coluna por página, tem 406 folhas de pergaminho (26 por 21,5 cm), talvez de um original 534, e as páginas gregas à esquerda são latinas à direita.

Acredita-se que o manuscrito tenha sido reparado em Lyon no século IX, onde esteve por muitos séculos na biblioteca monástica de Santo Irineu em Lyon. Durante as Guerras Religiosas da Reforma, o manuscrito foi retirado de Lyon em 1562 e dado a Theodore Beza. Beza doou-o à Universidade de Cambridge.

Textualmente, é muito próximo ao Codex Glazier. O texto grego do Codex Bezae é notável por suas numerosas interpolações, ausências e reformulações de frases, características que o distinguem de todos os outros manuscritos. Cunnington (1926) catalogou algumas leituras mais peculiares, demonstrando a extensão das variações textuais. O texto latino também apresenta suas peculiaridades, e a relação entre os textos grego e latino é um ponto de debate. O texto grego teria se desenvolvido independentemente e precedeu o latim, embora ocasionalmente tenha sido posteriormente adaptado a ele. O texto latino, por sua vez, é frequentemente considerado uma tentativa de tradução do grego, e uma tradução de qualidade inferior.

A avaliação da confiabilidade do Codex Bezae é complexa. O texto grego, em particular, é geralmente considerado uma testemunha não confiável. Suas interpolações e outras peculiaridades textuais sugerem um texto que se afastou consideravelmente da tradição textual principal. Essa avaliação, embora justificada, não deve levar à rejeição total do Codex Bezae.

A própria peculiaridade do Codex Bezae, paradoxalmente, confere-lhe um valor único. O manuscrito descende de um ramo antigo e distinto da tradição manuscrita. Portanto, embora não seja confiável como testemunha primária do texto original, o Codex Bezae se torna um importante testemunho corroborativo onde concorda com outros manuscritos antigos. Nesses casos, sua concordância com outras testemunhas de peso empresta maior credibilidade à leitura em questão, reforçando a probabilidade de que ela represente uma forma muito antiga do texto.

Codex Vaticanus

O Codex Vaticanus, listado como B na notação Gregory-Aland, é um manuscrito unicial grego encadernado (formato códice). Junto do Codex Sinaiticus (ℵ) é um dos principais textos fontes para as reconstituição do texto do Novo Testamento e da Septuaginta.

Foi encontrado na biblioteca do Vaticano. É composto por 759 folhas e possui quase todo o Antigo e Novo Testamento. Não se sabe quando chegou ao Vaticano, mas aparece incluído em um catálogo em 1475.

Está faltando no Novo Testamento de Hb 9:14 em diante, as epístolas Pastorais, Filémon e Apocalipse. Como B não tem ornamentação, alguns estudiosos acham que seja um pouco mais antigo que ℵ. Porém, é possível que tanto B como o Codex Sinaiticus tenham sido produzidos ao mesmo tempo quando Constantino encomendou 50 cópias das Escrituras.

BIBLIOGRAFIA

https://digi.vatlib.it/view/MSS_Vat.gr.1209

Codex Sinaiticus

O Codex Sinaiticus, Códice Sinaítico, Codex א (lê-se álefe) ou  01 na numeração Gregory-Aland, no sistema δ 2 (lê-se delta two) é um manuscrito grego do Novo Testamento. Juntamente com o Codex Vaticanus, o Codex Sinaiticus é um dos manuscritos mais importantes para a crítica textual do Novo Testamento grego e da Septuaginta.

Descoberto por Constantin Tischendorf no convento de Santa Catarina, na península do Sinai, é um dos grandes códices. Foi produzido em um escritório por três, possivelmente, quatro escribas. Data provavelmente do século IV (c.330-350 d.C.), mas provavelmente posterior ao Codex Vaticanus.

Contém toda a Septuaginta e o Novo Testamento grego, além da Epístola de Barnabé e a maior parte do Pastor de Hermas. No Antigo Testamento inclui 2 Esdras, Tobias, Judite, 1 e 4 Macabeus, Sabedoria, Siraque. Hebreus vem após a 2 Tessalonicenses. Atos dos Apóstolos está entre as Epístolas Pastorais e Universais.

O texto do Sinaiticus foi escrito em quatro colunas por página em escrita uncial sobre pergaminho, depois encadernado (formato códice).

Contém um número incomumente alto de leituras que surgiram claramente por erro de transcrição, a maioria delas por omissões descuidadas, mas facilmente discerníveis quando cotejado com outros manuscritos. O texto se assemelha muito ao do Codex Vaticanus. As leituras são compartilhadas por ambos códices são geralmente consideradas como relevantes para a crítica textual.

Com apoio do tzar russo, Tischendorf em 1844, 1853 e 1859 levou folhas folhas e fragmentos do manuscrito do códice. A narrativa da descoberta diverge em vários detalhes: o pesquisador teria salvo algumas folhas destinadas à fornalha ou as teria tirado do lixo. Outra versão diz que os monges de St. Catarina já a tinha como um tesouro e possuem uma carta de Tischendorf com a promessa de devolução. Foi publicado pela primeira vez em Tischendorf em 1862. Em 1933, o governo da União Soviética vendeu o códice para o Museu Britânico, onde se encontra a maior parte. Algumas folhas e fragmentos permanecem no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, na Biblioteca da Universidade de Leipzig e na Biblioteca Nacional Russa em São Petersburgo.

BIBLIOGRAFIA

https://codexsinaiticus.org/en/

Batalha de Carcar

A batalha de Carcar (ou Qarqar), datada no sexto ano de reinado de Salmaneser III (COS 2.113B), foi uma batalha que ocorreu em 853 a.C. entre os assírios e uma coalizão arameia.

Segundo os Monólitos de Kurkh (COS 2.113A), que descreve as vitórias assírias contra uma coalizão de 12 reis levantinos, essa batalha foi a derrota de vários pequenos reinos opositores aos assírios.

A Batalha de Carcar seria o primeiro evento cuja data está relacionada com alto de grau de certeza com a Bíblia. Embora a batalha não seja mencionada por nome na Bíblia e a identificação de Acabe nos Monólitos de Kurkh seja disputada, 1 Reis 22:29-35 relata a morte de Acabe em uma coalizão contra os assírios.

Os Monólitos de Kurkh são duas estelas descrevendo os reinados de Assurnasirpal II e seu filho Salmaneser III. Descobertos em 1861 pelo arqueólogo britânico John George Taylor, esta descrição contém o nome “A-ha-ab-bu Sir-ila-aa”, identificado como “Acabe, rei de Israel” por Julius Oppert em sua Histoire des Empires de Chaldée et d’Assyrie (1865). No entanto, esta identificação não é unânime porque o termo “Israel” não aparece nos registros assírios e babilônicos, que geralmente se referem ao Reino do Norte como a “Casa de Onri”, além de a paleografia permitir leituras alternativas desse trecho.