Minucius Felix

Marcus Minucius Felix ou Marcos Minúncio Félix (segunda metade do século II) escritor patrístico,autor da obra apologética Octavius. Pouco se sabe sobre ele, exceto que seria um dos primeiros escritores cristãos latinos.

A sobrevivência desse diálogo é por acaso, pois foi transcrito por engano como parte da obra de Arnóbio. No entanto, mais tarde foi reconhecido como um diálogo independente com o nome de Minucius Felix. Octaviussegue o formato de um diálogo filosófico e apresenta três personagens conversando sobre o cristianismo. Minucius Felix refuta habilmente os argumentos contra o cristianismo, abordando temas como a existência de um só Deus, a natureza dos rituais cristãos e a crença no Juízo Final. Este trabalho apologético inicial exemplifica a defesa cristã contra as críticas externas. O Octavius ​​é reconhecido por seu estilo, combinando a beleza latina clássica com as doutrinas cristãs.

Macedonismo

Os macedônios eram seguidores do bispo Macedônio I, foram um grupo que surgiu no final do século IV.

O macedonismo ou pneumatomaquismo negava a divindade do Espírito Santo, vendo o Espírito como um ser criado ou um poder subordinado. Argumentaram contra a plena igualdade e co-eternidade do Espírito Santo com o Pai e o Filho, desafiando assim o entendimento trinitário tradicional.

Opus Imperfectum in Matthaeum

Opus Imperfectum in Matthaeum é um antigo comentário latino sobre o Evangelho de Mateus, que se acredita ter sido escrito no século V.

Apesar de incompleto, omitindo certas passagens de Mateus, teve importância durante a Idade Média. Existem três grandes lacunas, como na narrativa da Paixão e da Ressurreição, as quais provavelmente nunca tenham sido comentadas pelo autor. A última homilia sobre Mateus 25 parece concluir toda a obra.

Inicialmente atribuído erroneamente a João Crisóstomo, sua verdadeira autoria permanece incerta. Os candidatos potenciais incluem Timóteo, um presbítero ariano em Constantinopla, Maximinus, um bispo ariano e Anianus de Celeda, um diácono da Síria.

O autor escreveu em latim e usou a Vulgata, mas era proficiente em grego, com vários empréstimos nessa língua. O local de composição seria uma zona de contato de populações de língua latina e grega, possivelmente nos Bálcãs. Por mencionar em sua obra um imperador Teodósio, possivelmente escreveu antes ou durante o reinado de Teodósio II (408-450).

É um comentário com observações inteligentes, análise teológica afiada e uma rica fonte de pensamento crítico sobre os problemas fundamentais da teologia. Demonstra conhecimento jurídico, citando o jurista romano Ulpiano, acerca do casamento (Matrimonium non facit coitus, sed voluntas – ‘Não é a relação sexual, mas a vontade que faz o casamento’). Além das análises ao estilo jurídico, também emprega alegoria em sua exegese, especialmente para as parábolas.

O comentário sobre o Sermão da Montanha faz uma análise precisa da sua estrutura, põe em destaque o sentido moral, com base do ponto de vista literal.

O comentário exibe uma cristologia levemente ariana, com tendências subordinacionistas em três passagens. Sustentou que o Filho é inferior ao Pai. Se na parábola o Pai é o chefe de família e o Filho o mordomo, portanto ele é inferior ao Pai, do qual recebe autoridade. Por fim, comentando sobre Mt 23,32 diz que crença em três pessoas divinas da mesma essência seria paganismo em disfarce cristão. Depois que Erasmo apontou as tendências arianas, em 1537 foi publicada uma edição expurgada, visto que a própria variação manuscrita punha em dúvida a autenticidade de muitas passagens dessa teologia.

Teve um amplo alcance e cerca de 200 cópias sobrevivem. Foi dividida em 54 homílias e pregada nas igrejas. A obra foi estimada por Aquino, Abelardo, Boaventura, a Devotio Moderna, Meister Eckhart, Wycliffe e Jan Hus. A primeira edição impressa veio de Koelhoff, um impressor de Colônia, e data de 1487. Embora outrora altamente considerado, a obra perdeu destaque após a crítica de Erasmo, que revelou a impossibilidade de João Crisóstomo tê-la escrito.

Meister Eckhart

Meister Eckhart (1260-1328) foi um místico e teólogo alemão.

Ensinava sobre a inefabilidade de Deus e as limitações da linguagem para expressar as verdades divinas. Escreveu sobre a natureza de Deus e da alma. Suas obras enfatizavam a importância do desapego dos bens materiais e da união da alma com Deus.

Massacre dos evangélicos em Barletta

O massacre dos evangélicos em Barletta refere-se a um ataque às pessoas e propriedades da minoria evangélica ocorrido em 19 de março de 1866, na cidade de Barletta, a Puglia, no sul da Itália.

A comunidade evangélica de Barletta, com cerca de sessenta membros na época, foi fundada por Gaetano Giannini. No ano anterior ao massacre, esse missionário florentino havia chegado à cidade, onde também fundou uma escola. Houve uma rápida adesão e um considerável número de novos convertidos.

A hostilidade contra os evangélicos foi alimentada pelo clero católico local. Os evangélicos eram vistos como uma ameaça à sua autoridade e atribuiu-lhes as dificuldades enfrentadas pela população, incluindo uma epidemia de cólera e a fome.

Essa animosidade culminou em uma revolta popular, levando ao linchamento e à morte de seis evangélicos: Domenico Crosciolicchio, Ruggiero D’Agostino, Giuseppe del Curatolo, Annibale Salminci e Michele Verde. Tragicamente, um católico também foi confundido com um evangélico e perdeu a vida. No dia seguinte foram indiciadas 232 pessoas, resultando na prisão de 166 indivíduos e na emissão de mandados de prisão para os 66 restantes. Ao final, dez pessoas foram condenadas em relação ao massacre.