Canadian Assemblies of God

A Canadian Assemblies of God (Assembleias de Deus Canadense), anteriormente conhecida como Italian Pentecostal Church of Canada (Igreja Pentecostal Italiana do Canadá), é uma denominação Pentecostal oriunda de um avivamento entre os migrantes italianos em 1913.

O movimento começou em Hamilton, Ontário, através do ministério do missionário Cohen. Dois indivíduos, Charles Pavia e Frank Rispoli, trouxeram a experiência do batismo no Espírito Santo para comunidade italiana de Toronto em 1914. Em 1920, o fervor se espalhou para Montreal e outras comunidades ítalo-canadenses, lideradas por Luigi Ippolito e Ferdinand Zaffuto.

A Obra italiana no Canadá comunicou-se à sua congênere em Chicago e relações fraternas foram estabelecidas.

A denominação apóia um programa missionário na República Dominicana além de manter comunhão com as Assemblee di Dio in Italia, Chiese Cristiane Italianne del Nord’Europa e a International Fellowship of Christian Assemblies. Deve-se notar que as Assembleias de Deus canadenses são distintas de outros grupos afiliados à Fraternidade Mundial das Assembléias de Deus (WAGF) no Canadá, como as Assembleias Pentecostais do Canadá (PAOC) e as Assembleias Pentecostais de Terra Nova e Labrador (PANL). A denominação mudou seu nome para Assembleias de Deus Canadense em 2005.

A partir de 2008, as Assembleias de Deus Canadenses reportaram 21 congregações e 44 ministros no Canadá, com aproximadamente 3.300 membros de um total de 5.000 aderentes.

BIBLIOGRAFIA

Zucchi, Luigi. “The Italian Pentecostal Church of Canada: Origin and Brief History.” Montreal: Italian Pentecostal Church of Canada, 1993.

Assembly of God Missionary Fellowship

A Assembly of God Missionary Fellowship é um grupo pentecostal escandinavo-americano.

No final da década de 1890, uma série de reavivamentos varreu comunidades pietistas escandinavas em Minnesota e nas Dakotas. Esses avivamentos, enraizados em um despertar espiritual, lançaram as bases para a Assembly of God Missionary Fellowship, especialmente entre pietistas luteranos haugeanos noruegueses.

Por volta de 1905, uma rede distinta de congregações começou a se formar em Fosston, Minnesota, decorrente desses avivamentos. Esta rede eventualmente evoluiu para a Assembly of God Missionary Fellowship, compreendendo cerca de meia-dúzia de congregações independentes. Cada uma dessas congregações operava de forma independente, com autoridade compartilhada coletivamente entre todos os membros e guiada por anciãos leigos e não assalariados que se responsabilizavam pelo ensino e pelo cuidado pastoral. Essa rede de crentes e congregações tinha uma profunda desconfiança nas estruturas denominacionais formais e evitavam a formalidade litúrgica. Os cultos de adoração muitas vezes incluíam cantos, orações ajoelhadas e pregações improvisadas, guiadas pelo Espírito Santo.

Embora fosse não confessionais, geralmente aderiam a crenças pentecostais de cariz escandinava, mas mantendo-se abertos à discussões doutrinárias e inovações. Notavelmente, abraçaram a doutrina da restauração eterna ou restituição de todas as coisas, uma forma de universalismo evangélico.

A irmandade apoiava um casal missionário, Abraham e Lavinia Heidal, em seu trabalho missionário na China e em Taiwan. No entanto, após o falecimento da primeira geração que resistiu à organização formal, duas de suas congregações, Hillsboro (Dakota do Norte) e Nymore Assembly (Bemidji, Minnesota), foram incorporadas em 1944-1945.

Na década de 1970, mudanças geracionais e realocações de congregações levaram a um declínio na proeminência da rede. Muitos membros posteriormente juntaram-se a outras congregações pentecostais, particularmente as Assemblies of God as Independent Assemblies of God. Hoje, apenas uma congregação da Assembly of God Missionary Fellowship permanece ativa, a Nymore Assembly em Bemidji, Minnesota.

BIBLIOGRAFIA

Rodgers, Darrin J. “Pentecostal Origins in Scandinavian Pietism on the Great Plains”. In Burgess, Stanley M., Klaus, Byron D. (eds.) A light to the nations : explorations in ecumenism, missions, and Pentecostalism. Eugene, Oregon : Pickwick Publications, 2017.

Presbiterianismo

Os presbiterianos são um ramo do cristianismo protestante de origem reformada, caracterizado pelo governo presbiterial da igreja, tradições teológicas e práticas religiosas oriundas da reforma na Escócia.

As origens do presbiterianismo remontam à era da Reforma na Europa durante o século XVI. O termo “presbiteriano” deriva da palavra grega “presbyteros”, que significa ancião, refletindo a forma de liderança da igreja investida em um grupo de presbíteros.

A fundação do presbiterianismo deve-se a John Knox (1514-1572), um exilado protestante em Genebra. Influenciado por João Calvino, Knox reformou a Igreja da Escócia.

Uma das características definidoras do presbiterianismo é a sua forma de governo eclesial. Os presbiterianos organizam as suas igrejas sob um sistema representativo, no qual os presbíteros eleitos (anciãos) governam a congregação local. Os ministros (presbíteros ordenados) não são vinculados a uma congregação local, mas a um presbitério. Os presbíteros eleitos, juntamente com os ministros formam coletivamente órgãos de governo a níveis mais elevados, tais como presbitérios, sínodos regionais e assembleias gerais, para tomar decisões e supervisionar a denominação em geral. As congregações individuais não são autônomas, mas respondem perante a denominação em geral, através dos seus diferentes níveis de órgãos de governo. Em termos práticos, a propriedade, a disciplina e o direito de nomear um ministro ordenado estão acima da igreja local.

Os presbiterianos adotam a teologia reformada. Enfatizam as doutrinas da eleição, da graça e da autoridade das Escrituras. Creem na soberania de Deus em todos os aspectos da vida e da salvação, e aderem às confissões de fé, principalmente a Confissão de Fé de Westminster, como declarações essenciais das suas crenças.

Os cultos presbiterianos geralmente seguem uma liturgia estruturada, incorporando hinos, orações e leitura das Escrituras. Há uma diversidade quanto às suas expressões de culto, desde presbiterianos de tendência High Church, com elaboradas liturgias, até presbiterianos com manifestações carismáticas. Os dois sacramentos centrais no presbiterianismo são o batismo e a ceia do Senhor (Santa Ceia).

O presbiterianismo não é uma tradição monolítica. Abrange várias denominações e grupos em todo o mundo, cada um com suas interpretações e práticas únicas. Esforços missionários, colonialismo e migração levaram o presbiterianismo para diversas regiões do mundo. Teologicamente, há um espectro desde denominações não credais, confessionais, fundamentalistas, liberais, evangelicais, renovadas e outras. Algumas denominações presbiterianas notáveis incluem:

  • Igreja da Escócia – Kirk
  • Igreja Livre da Escócia
  • Igreja Presbiteriana (Estados Unidos da América) –  Presbyterian Church (USA) (PCUSA)
  • Igreja Presbiteriana na América –  Presbyterian Church in America (PCA)
  • Igreja Presbiteriana Cumberland
  • Igreja Reformada Unida – formada pela fusão da Igreja Presbiteriana da Inglaterra e da Igreja Congregacional na Inglaterra e País de Gales em 1972.
  • Igreja Presbiteriana Livre do Ulster
  • Igreja Presbiteriana não subscrevente – Irlanda
  • Igreja Presbiteriana do Brasil
  • Igreja Presbiteriana Independente – Brasil
  • Igreja Presbiteriana Renovada – Brasil
  • Igreja Presbiteriana Unida – Brasil
  • Igreja Presbiterana da Coreia (PCK) – consistindo de várias denominações sob o mesmo nome ou similar.
  • Igreja Evangélica do Egito (Sínodo do Nilo)
  • Igreja Presbiteriana de Gana

Batistas

Os batistas são um ramo do cristianismo protestante que enfatiza o batismo voluntário e consciente.

Vários separatistas e puritanos ingleses de origens e tendências teológicas diversas aderiram aos princípios batistas e a primeira congregação batista foi fundada pelo exilado inglês John Smyth na Holanda em 1607. Nos Estados Unidos, o pioneiro foi Roger Williams em Providence e os batistas do sétimo dia em Newport, ambos na colônia de Rhode Island.

Em 1792, a sociedade missionária batista foi fundada na Inglaterra por influência de William Carey. Em seguida, em 1814 foi fundada a sociedade missionária estrangeira batista americana, principalmente por meio de Adoniram Judson.

Na esteira do Avivamento Continental, os batistas chegaram à Alemanha pela missão de Johann Gerhard Oncken, que fundou a primeira comunidade batista em Hamburgo em 1834.

Em 1871, batistas emigrados dos Sul dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista no Brasil em Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista.

Na Índia está a maior concentração de batistas no mundo, entre os povos naga e miso, residentes no nordeste do país, onde cerca de 8o-90% da população é batista (2,2 milhões de aderentes). Em números absolutos, os Estados Unidos lideram em membresia e simpatizantes dos batistas, com cerca de 40 milhões de aderentes.

Os batistas em geral são congregacionalistas e não possuem um credo ou confissão comum. Em geral aderem a uma visão zwingliana dos sacramentos (preferem o termo “ordenanças”).

Dada a diversidade dos batistas, é difícil caracterizá-los. Alguns grupos batistas são agrupados em convenções, redes, igrejas multi-campi, ou em alguns casos mais raros, em dioceses, como os batistas episcopais congoleses. Algumas vertentes aderem a confissões de fé batistas, geralmente de expressão reformada, outras rejeitam o confessionalismo. Há batistas de tendências primitivistas, como também há batistas carismáticos ou avivados.

BIBLIOGRAFIA
Bebbington, David. Baptists Through the Centuries: A History of a Global People. Baylor UP, 2010.

Denault, Pascal. The Distinctiveness of Baptist Covenant Theology. Solid Ground Christian Books, 2013.

Early, Joseph Jr. Readings in Baptist History: Four Centuries of Selected Documents. B & H Academic, 2008.

Garrett, James Leo. Baptist Theology: A Four-Century Study. Mercer UP, 2009.

Kidd, Thomas S., and Barry Hankins. Baptists in America: A History. Oxford UP, 2015.

Norman, R. Stanton. The Baptist Way: Distinctives of a Baptist Church. B&H Publishing Group, 2005.

Metodismo

O metodismo é uma ramificação do cristianismo protestante surgida de um avivamento no século XVIII na Grã-Bretanha e América do Norte.

O nome “metodistas” deriva-se do estilo de vida estritamente metódico que levou à alcunha de seus primeiros membros.

Os irmãos Charles Wesley e John Wesley, junto com George Whitefield, iniciaram um movimento de reavivamento dentro da Igreja Anglicana, pregando a necessidade de conversão pessoal e de lidar com os principais problemas sociais no início da industrialização.

Organizaram grupos que se reuniam, liam a Bíblia e oravam juntos. Tais grupos autodenominavam “Clube Santo”. Costumavam visitar pessoas que passavam por momentos difíceis, expandindo assim sua atuação e membresia.

A Igreja Anglicana não aceitou o avivamento, então os pregadores metodistas passaram a fazer reuniões campais, em praças, nas minas e nas fábricas. Popularizam o cântico de hinos, além da a pregação e a oração espontâneas.

Somente no século XIX o Metodismo se tornou uma denominação própria. Isso foi em em decorrência da rejeição por autoridades anglicanas e pela necessidade de organizar os membros (anglicanos ou não) depois da ruputura causada pela independência dos Estados Unidos .

A teologia metodista resulta da intepretação de Wesley acerca do arminianismo e do avivamento pietista alemão. Uma minoria, sobretudo em Gales e entre seguidores de Whitefield, adere a uma forma de calvinismo.

Seus principais documentos doutrinários são o Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno, os Artigos de Religião de John Wesley, uma revisão dos artigos anglicanos, reunidos nos livros de disciplina dos metodistas. A ênfase principal não está nas opiniões e doutrinas, mas no espírito e na conduta de vida.

As principais denominações de tradição metodista e wesleyana estão organizadas no Conselho Metodista Mundial (WMC). As principais são a Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos (recentemente dividida em Igreja Metodista Global e Conexão Metodista da Liberação), a Igreja Metodista Livre, a Igreja Metodista do Brasil, além do Movimento de Santidade, o que inclui a Igreja do Nazareno e o Exército de Salvação.