Tanque de Siloé

O tanque ou piscina de Siloé ou Siloam é um reservatório de água ao sul de Ofel, parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da Cidade de Davi.

É mencionado na cura de um cego (Jo 9:1-7).

Provavelmente foi formado durante as construções de Ezequias (cf. Isaías 22:9; 2 Crônicas 32:2-4) e reconstruído durante o período do Segundo Templo.

Mivne haEven haGadol

Mivne haEven haGadol ou Grande Estrutura de Pedra é nome dos restos arqueológicos encontrados na Cidade de Davi, em Jerusalém.

A arqueóloga Eilat Mazar anunciou as descobertas da escavação em 2005 como datada do século X a.C. e possivelmente parte do palácio de Davi.

Foram encontradas duas bulas (selos). Uma pertencia ao funcionário Jeucal, filho de Selemias, filho de Sevi. Essa pessoa parece ser mencionada em Jeremias 37:3 e 38:1. Outra bula pertence a Gedalias, filho de Pasur, desse mesmo período, também citado no Livro de Jeremias 38:1-4.

A datação e a identificação do sítio gerou várias controvérsias. Alguns arqueólogos discordam que seja uma só edificação.

BIBLIOGRAFIA

Finkelstein, Israel; Herzog, Ze’ev; Singer-Avitz, Lily; Ussishkin, David (2007). “Has King David’s Palace in Jerusalem Been Found?”. Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University. 34 (2): 142–164.

Mazar, Eilat (2006). “Did I Find King David’s Palace? Biblical Archaeology Review. 32:1 (January/February): 16–27, 70.

Hipótese jebusita

A hipótese jebusita propunha que o sumo sacerdote Zadoque era um sacerdote jebuseu nativo de Jerusalém.

Os jebusitas eram os habitantes de Jerusalém antes da ocupação israelita que cultuavam ao Deus Altíssimo (El Elyon, Gênesis 14:18).

Davi teria posto Zadoque como sumo sacerdote depois de conquistar Jerusalém para ganhar o apoio de seus novos súditos jebuseus. A nomeação de Zadoque também facilitaria a identificação de Yahweh com a divindade jebusita El Elyon. O nome Zadoque vem da raiz ṢDQ, que também ocorre entre vários habitantes pré-israelitas de Jerusalém, por exemplo, Melquisedeque (Gênesis 14:18) e Adoni-Zedeque (Josué 10:1).

Aage Bensen (1933) propôs essa hipótese para explicar as muitas discrepâncias nas genealogias de Zadoque na História e Crônicas Deuteronomistas. Apesar de ter obtido uma moderada aceitação, as críticas de Frank Moore Cross levantaram dúvidas sobre essa hipótese. Moore Cross notou que a raiz ṢDQ é um elemento comum em nomes semíticos do noroeste e que Davi é retratado como um devoto Yahwista na História Deuteronomista, textos que desfavorecem o culto estrangeiro. Ele postulou que Zadoque seria um sacerdote Aarônida.

BIBLIOGRAFIA

Cross, Frank Moore. “Canaanite myth and Hebrew epic.” Canaanite Myth and Hebrew Epic. Harvard University Press, 1973.

Na’aman, Nadav. “Jebusites and Jabeshites in the Saul and David story-cycles.” Biblica (2014): 481-497.

Ramsey, George W. “Zadok”. Em The Anchor Bible Dictionary VI., editado por David Noel Freedman, 1034-1036. Nova York: Doubleday, 1992.

Rendsburg, Gary A. (2001). “Reading David in Genesis”. Biblical Archaeology Review. Biblical Archaeology Society. 17 (1).

Rowley, Harold H. “Zadok and Nehushtan.” Journal of Biblical Literature (1939): 113-141.

Túnel de Siloam

O túnel e inscrição de Siloam ou Siloé foram feitos no final do século VIII ou início do VII a.C.

Trata-se de uma inscrição em um túnel de água construído sob Jerusalém, durante o reinado de Ezequias, para suprir a cidade.

A inscrição paleo-hebraica comemora a ocasião em que escavadores que trabalhavam em duas direções finalmente se encontraram no subsolo (cf. 2 Re 20:20).

Túnel de Siloam ou Siloé

O Túnel de Siloam ou Siloé é um aqueduto escavado na rocha sólida abaixo de Jerusalém por volta de 701 a.C. durante o reinado de Ezequias (c.715-687 a.C).
O aqueduto foi cavado às pressas para abastecer com água Jerusalém durante um cerco dos assírios liderados por Senaqueribe.

O túnel conectava a fonte de Giom até a piscina de Siloé.
Os construtores teriam aproveitado uma caverna local (o sistema do fosso de Warren). A conquista de Jerusalém por Davi teria sido por uma caverna (2 Sm 5:8: 1 Cr 11:6), algo que indica a vulnerabilidade dessas passagens subterrâneas. Além disso, o suprimento de água era vital para contrapor à tática assíria de cercar as cidades até a fome e a sede enfraquecerem ou derrotarem os inimigos.

Assim, muito povo se ajuntou e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra. E disseram: Por que viriam os reis da Assíria e achariam tantas águas?

Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom e as fez correr por baixo para o ocidente da Cidade de Davi, porque Ezequias prosperou em toda a sua obra.
2 Crô 32:4,30.

Ora, o mais dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água à cidade, porventura, não estão escritos no livro das Crônicas dos Reis de Judá?
2 Reis 20:20

Cf. Is 22:11.

Ninguém sabe porque foi feito em “s” e não em linha reta. Considerando a falta de experiência com esse tipo de excavação (outro raro exemplo é o túnel de Megido) e a urgência das circunstâncias, esse túnel é uma proeza da engenharia dos israelitas da época.

A inscrição de Siloé ou de Siloam

Comemora o encontro dos escavadores que trabalhavam em duas direções no subsolo. Acidentalmente descoberta em 1880 na entrada do túnel. Seis linhas em escrita paleohebraica, mas falta a primeira metade. A linguagem é em hebraico clássico, mas de ortografia inconsistente. A inscrição foi removida e está hoje em Istanbul

[… quando] (o túnel) foi atravessado. E esta foi a maneira como foi cortada:
-Enquanto ainda […] machado(s), cada homem em direção ao seu companheiro, e enquanto ainda havia três côvados para serem cortados, [foi ouvido] a voz de um homem chamando por seu companheiro, pois havia uma sobreposição na rocha à direita [e à esquerda].
E quando o túnel foi atravessado, os pedreiros lavraram (a rocha), cada homem em direção ao seu companheiro, machado contra machado; a água fluía da nascente em direção ao reservatório por 1.200 côvados, e a altura da rocha acima da(s) cabeça(s) dos pedreiros era de 100 côvados.

BIBLIOGRAFIA

Sneh, Amihai, Ram Weinberger, and Eyal Shalev. “The why, how, and when of the Siloam Tunnel reevaluated.” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 359.1 (2010): 57-65.