Herodias

Em grego Ἡρῳδιάς, filha de Aristóbulo IV e Berenice, sendo neta de Herodes, o Grande e irmã de Herodes Agripa I.

Herodias casou-se duas vezes com seus tios. Primeiro, com Herodes (Filipe) mencionado em Mt 14: 3), de quem deu à luz uma filha, Salomé. Depois, com Herodes Antipas, quando os dois se divorciaram de seus respectivos cônjuges.

Segundo Josefo Herodes Antipas havia sido casado com a filha de Aretas, rei-vassalo da Arábia Pétrea. Quando Antipas convenceu Herodias a se casar com ele, a filha de Aretas enviou a Herodíades a Maquero, na fronteira entre os territórios de Aretas e Herodes, sem nenhum dos quais soubesse de suas intenções. Estorou uma guerra entre Aretas e Antipas, na qual Antipas perdeu seu exército (Josefo, Antiguidades Judaicas, 18.109-115).

A censura pública por João Batista desse casamento irritou Herodes (Lc 3:19-20; 9:7-9) e inflamou a retaliação de Herodias, que fez Salomé pedir a cabeça de João Batista (Mt 14:3-12; Mc 6:17-29).

João Batista

Filho de Zacarias e Isabel. Parente de Jesus Cristo (Lc 1:36), embora não explicitamente denominado como primo. Pregavam o batismo para arrependimento dos pecados. Decapitado por Herodes Antipas a pedido de Salomé (Mc 1:14; Mc 6: 17-29).

Vestido asceticamente com uma dieta restrita (Mt 3: 4; Mc 1: 6), é retratado como um profeta que saiu do deserto para proclamar o advento do reino de Deus (Mt 3:1-12; Mc 1:4-8; Lc 3:1-20).

Descendente de sacerdotes, filho de Zacarias e Isabel (Lc 1:5-80; 3: 2), batizava e anunciova a vinda de alguém que seria maior do que ele e que batizaria com o Espírito. Assumiu um papel anti-tipo de Elias (Mt 11:7-15; Mt 17: 10-13; Mc 9: 11-13; Mal 4:5-6).

Os discípulos de João Batista em parte seguiram Jesus Cristo (como André e talvez o João do Evangelho) e em parte mantiveram uma existência distinta. Em Atos os cristãos encontram discípulos de João que foram recebidos na igreja. Priscila e Áquila encontram Apolo (At 18:24 -28), e Paulo encontrou doze desses discípulos, talvez associados com Apolo (At 19: 1-7).

Fontes adicionais sobre João Batista aparece em Josefo (Antiquidades 18.5.2) e a literatura pseudo-Clementina também contém informações sobre seus discípulos. Hoje a comunidade dos mandeus, baseada no Iraque e em diáspora, mantém o legado de João Batista, considerando-o como seu profeta maior.