Palestina designa várias áreas no sul do Levante, entre o Mar Mediterrâneo e o Deserto da Arábia.
Na antiguidade, fontes egípcias e assírias entre os séculos XII ao VII a.C. empregam o nome, mas sem precisar seus limites.
É possível que o nome Palestina seja decorrente da associação com os filisteus, mas as distinções usadas em grego revelam a complexidade do termo. A Septuaginta distingue entre “Terra dos Filisteus” (Ge ton Phylistieim Γῆ τῶν Φυλιστιείμ) e “Palestina” (Palaistínē Παλαιστίνη), sem contar que em várias passagens que o Texto Massorético refere aos filisteus aparace em grego “outras nações” (allophuloi άλλόφυλοι).
No período helenista, o termo era usado de forma genérica para a região. Heródoto escreveu sobre um “distrito da Síria, chamado Palaistinê”, incluíndo as montanhas da Judeia e o Vale do Jordão. Uma inscrição votiva em Delos datata de 100 a.C. dedicada a “Astarte Palestina” indica a amplitude do toponômio. Assim chamam a região escritores gregos posteriores (Aristóteles, Polemon e Pausânias), romanos (Ovídio, Tíbulo, Pompônio Mela, Plínio, o Velho, Dio Crisóstomo, Estácio, Plutarco) e judeus (Filo de Alexandria e Josefo). Essa então usada toponímia designou a província romana estabelecida em c. 135 a.C, após a supressão da Revolta de Bar Kokhba, combinaram a província de Iudaea com a Galileia e a Paralia para formar a “Síria Palestina”. Não há evidências que essa designação seria de caráter punitivo contra os judeus por parte do imperador Adriano.
Os bizantinos, árabes, cruzados e otomanos usaram variantes do termo Palestina, bem como os europeus no contexto colonialista dos séculos XIX e XX. Nos conflitos na emergência do moderno Estado de Israel, o termo Palestina passou a indicar a região, nacionalidade e o etnômio para as populações, boa parte de língua e cultura árabe, originárias da área entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo.
No início do século XXI, o termo politicamente refere-se tanto às entidades políticas da Faixa de Gaza e Cisjordânia (Margem Ocidental) quanto às aspirações de um Estado independente na região. Etnicamente, indica a nacionalidade complexa que compreende árabes de religiões diversas (muçulmanos, cristãos, seculares, drusos), alguns judeus (como a comunidade Naturei Karta), circassianos, domari (impropriamente chamados de “ciganos”), beduínos e samaritanos. Essa população consiste de possuidores de cidadania diversa (palestina, apátrida, israelense ou outras).
Em sentido acadêmico, a menos que esteja especificado, Palestina aparece como uma forma genêrica em textos sobre a história e arqueologia do Antigo Oriente Próximo como uma heurística para a região, independente de precisão geográfica ou cronológica.
Giacomo Lombardi (alternativamente James Joseph Lombardi) (1862-1934) foi um missionário do início do avivamento italiano. Ordenado ancião em Chicago, esteve em missões em várias localidades da América do Norte, Argentina, Brasil, Itália, Eritreia e Oriente Médio.
Cronologia extraída de diversos documentos e fontes primárias.
1862- Nasce a 3 de outubro no povoado de Prezza, L’Aquila, Itália com o nome Giacomo Giuseppe Lombardi.
Começa a trabalhar jovem como jornaleiro (trabalhador braçal no campo).
1870s – Mais tarde se torna ferroviário especializado. Talvez foi nesa época que teve educação formal como geômetra (topógrafo) ou técnico de engenharia ferroviária.
1888 – Casa-se com Annunziata Colella. 1892 – Emigra para os Estados Unidos, onde acha trabalho braçal. 1894 – Chega a Chicago. Evangelizado provavelmente por Alberto diCicco e M. Nardi, torna-se membro da First Italian Presbyterian Church. 1907- Final do ano: participa dos cultos da congregação italiana de W. Grand Avenue e é curado milagrosamente. 1907- 8 de dezembro: batizado no Espírito Santo. 1908 – Janeiro: batizado nas águas no inverno por William H. Durham, junto com cerca de 70 outros convertidos mediante a Obra italiana. 1908 – Fevereiro: ordenado ancião em Chicago.
1908 – Com seis filhos, deixa seu trabalho para realizar atividades missionárias. 1908 – 15 de julho. Primeira viagem missionária com Louis Francescon a St. Louis e Los Angeles. 1908 – Setembro: deixa a Califórnia para ir em missão à Itália. 1908 – Dezembro: inicia a igreja em Roma. 1909 – Janeiro: Inicia outra igreja na Itália em La Spezia, Ligúria. Nesta cidade Umberto Gazzari já tinha evangelizado alguns parentes e encaminhando-os à Igreja dos Irmãos. Lombardi acha-os por revelação divina e eles recebem o batismo do Espírito Santo. Retorna à Chicago. 1909 – Setembro: viagem com Francescon e Lucia Menna à Argentina. 1909 – 9 de Outubro. Chegam a Buenos Aires. 1909 – Novembro: vão a Tres Arroyo e San Cayetano, província de Buenos Aires. 1909 – 28 de novembro: Batismo do Espírito Santo entre os crentes em Tres Arroyos 1909 – Dezembro: Francescon e Lombardi presos e expulsos de Tres Arroyos, vão para o Tigre e evangelizam a família Pietrini. 1910 – 8 de março: deixam a Argentina. 1910 – 10 de março: Francescon e Lombardi chegam a São Paulo. 1910 – 18 de abril: Lombardi deixa Francescon no Brasil, enquanto faz uma breve estada em Buenos Aires [não há registro migratório desta viagem] e depois retorna aos Estados Unidos. 1912– 11 de abril: parte com Francescon e Terragnoli para a Europa no navio Carpathia, mas ocorre o naufrágio do Titanic e o navio no qual viajavam presta socorro. 1912 – Final de abril: Lombardi vai sozinho à Eritreia, então colônia italiana no nordeste da África. 1912 – Maio: Lombardi tenta pregar a mensagem do Espírito Santo na missão valdense e em uma missão adventista escandinava em Asmara. Sem sucesso. 1912 – 26 de maio: Lombardi batiza um certo barão Amedeo Sarli em Asmara. Um adventista norueguês [Anol Grundsent? E.J. Lorentz?] também aceita o batismo do Espírito Santo. 1912 –7 de junho: Lombardi deixa Asmara. 1912 – 17 de junho: Lombardi chega a Gênova. Visita os crentes em Roma. 1913– Outono: Lombardi parte para Acre. Evangeliza em vários pontos da Palestina. 1913 – Dezembro: por um mês visita e prega a uma dúzia de crentes já batizados pelo Espírito Santo que viviam em Jerusalém, provavelmente a missão iniciada em 1908 por Lucy Leatherman, Charles Leonard e Anna Elizabeth Brown. 1914 – Fevereiro: Lombardi retorna à Itália. 1914 – Março: chega a Milão onde atende a igreja até novembro. 1914 – Novembro: retorno aos Estados Unidos e passa a ocupar o ministério de ancião na congregação que assume o nome de Assemblea Christiana ao inaugurar o prédio na 1350-52 West Erie Street em Chicago. 1917– Verão: visita todas as congregações da Itália. 1919 – Lombardi passa o ano todo na Itália evangelizado e atendendo as igrejas. Evangeliza e inicia igrejas principalmente na Calábria. Aluga e reforma a sala que seria a primeira casa de oração aberta ao público em Roma, na via Principe Amedeo. 1923 – Última viagem missionária. Lombardi passa quase dois anos na Itália. Visita todas as igrejas da época. 1924 – Final do ano: Lombardi retorna a Chicago. 1925 – Lombardi alinha-se com Francescon na questão do sague. Assim, torna-se ancião na igreja que assume o nome de Congregazione Cristiana di Chicago quando essa é formada. 1927– Lombardi participa da primeira convenção das igrejas italianas da América do Norte em Niagara Falls, NY.
1932 – Por um breve período ocorre um desentendimento entre Lombardi e os anciãos da Unorganized Italian Christian Churches of North America, mas logo há uma reconciliação. 1934 – 24 de julho. Lombardi morre em Chicago, na casa de sua filha, depois de entrar em coma por causa de diabetes.
Apesar de descrito como um “un popolano senza istruzione”, um homem simples e sem instrução, na verdade possuía formação técnica de ferroviário. Mantinha jeitos rústicos de camponês e uma franqueza, principalmente para evangelizar e proclamar mensagens intuídas pelo Espírito Santo. Era amigável e brincalhão com as crianças.
Revestido de poder do alto, passou por curas miraculosas e pregava com uma assertividade conforme autorizado pelo Espírito Santo.
Anciãos ordenados por Lombardi:
Foi casado com com Annunziata Colello Lombardi, com a qual teve seis(?) filhos: Giovanni, Enrico, Antonio, Alfredo, Vito e [desconhecido?].
1908-Roma. Michele di Napoli.
1919-Bruzzano Zeffirio. Antonino Praticò. 1919-Badia di Samo. Luigi Maisano. 1919-Gissi. Domenico Pagano. 1923-Roma. Ettore Stappaveccia. 1924-Messina. Carmelo Crisafulli.