Rudolf Sohm

Rudolf Sohm (1841-1917) foi um teólogo luterano e jurista alemão.

Sohm fez estudo da história da igreja e ao desenvolvimento da doutrina da igreja com base na metodologia de pesquisa histórica do direito. Sohm enfatizou a importância da Igreja primitiva como modelo para a eclesiologia contemporânea, argumentando que a igreja deveria estar livre da influência do estado e deveria ser governada pelos princípios do amor cristão e da comunidade. Gambém contribuiu para o estudo do direito canônico e da história do pensamento cristão. As obras influentes de Sohm incluem “Kirchenrecht”, “Theologische Fragen und Antworten” e “Das Alte Testament im Christlichen Gottesdienst”.

Sohm reconstruiu as diferentes organizações sociais e estatutos da Igreja primitiva. Demonstrou que em suas mais antigas fases, a autoridade era exercida de uma forma carismática — com líderanças ad hoc e emergentes — ao contrário da então imaginada hierarquia entre clero. Sua pesquisa sobre a liderança carismática infuenciaria Troeltsch e Weber.

Ernst Troeltsch

Ernst Troeltsch (1865-1923) foi um teólogo, historiador das religiões e filósofo da Igreja Evangélica Alemã.

Para Troeltscho cristianismo deve ser entendido em seu contexto histórico e cultural e que deve estar aberto ao diálogo com outras religiões e cosmovisões. Por isso, a doutrina e a prática cristãs deveriam ser adaptadas às mudanças nas circunstâncias sociais e culturais. Entre suas obras estão The Social Teachings of the Christian Churches e The Absoluteness of Christianity and the History of Religions.

A abordagem de Troeltsch à teologia usando o método histórico, que leva à sua compreensão particular da crença cristã e da cristologia. Troeltsch não afirma uma necessidade de crença em milagres específicos ou as crenças cristãs tradicionais sobre a natureza de Jesus, mas usa a teoria social para explicar o impacto de Jesus em seus contemporâneos e o surgimento da Igreja primitiva. Troeltsch vê Jesus como o catalisador para a formação da comunidade cristã, mas não o vê como Deus encarnado ou sua morte na cruz como tendo valor salvífico universal e absoluto. Ele também reconhece que o significado de Jesus varia em diferentes culturas e tradições religiosas.

Foi colega e vizinho de Max Weber (1864-1920), amigo de Georg Jellinek (1851-1911) e Abraham Kuyper (1837-1920).

Rudolf Otto

Rudolf Otto (1869-1937) foi um teólogo e filósofo luterano alemão.

Otto interessava-se sobre a natureza da religião. Cunhou o termo “numinoso” para descrever a experiência de encontrar uma presença divina misteriosa e inspiradora. As experiências religiosas não podiam ser totalmente captadas pela linguagem ou conceitos, e que apontavam para uma realidade além da compreensão humana. Sua obra mais famosa é A ideia do Santo, que explora as formas pelas quais o conceito do divino foi expresso em várias tradições religiosas.

Gordon Lathrop

Gordon Wendel Lathrop (nascido em 1939) é um educador, liturgista e teólogo luterano americano.

Lathrop é ordenado ao ministério pela Igreja Evangélica Luterana na América. Argumenta que a liturgia, a pregação e a teologia litúrgica contemporâneas são informadas por exegese ingênua e desatualizada.

BIBLIOGRAFIA

Lathrop Gordon. Saving Images : The Presence of the Bible in Christian Liturgy. Project Muse Fortress Press 2018.

Martin Chemnitz

Martin Chemnitz ou Kemnitz, (1522- 1586) teólogo luterano alemão. Apelidado de “o segundo Martinho” [Lutero], efetivamente foi quem as igrejas luteranas em uma tradição teológica comum.

Estudou na Universidade de Wittenberg, protegido por Philipp Melanchthon. Em 1550 mudou-se para Königsberg, para ser bibliotecário do duque Alberto da Prússia. De volta à Wittenberg em 1553, foi pastor e começou a dar palestras sobre os Loci communes rerum theologicarum de Melanchthon, além de ser coadjutor e depois superintendente das igrejas luteranas de Braunschweig.

Em 1568 iniciou uma década de trabalho com o teólogo Jakob Andreä para unificar o luteranismo alemão. O resultado foi a Fórmula de Concórdia (1577), marco da ortodoxia luterana.

Chemnitz question a canonicidade da antilegômena e sua autoridade para avaliação doutrinária, mas consideram esses livros úteis à fé. Articulou a doutrina luterana da presença real do corpo e sangue de Cristo na Eucaristia. Acentua a relação entre as naturezas divina e humana de Cristo. Fez uma análise crítica do Concílio de Trento, além de um comentário sobre Loci communes, de Melanchthon.