Christian Gottlob Pregizer

Christian Gottlob Pregizer (1751-1824) foi um teólogo luterano alemão conhecido por seus trabalhos sobre cristologia e ética cristã. Ele enfatizou a importância da renovação espiritual interior e da piedade prática. Ele também escreveu extensivamente sobre a teologia da cruz e do sofrimento de Cristo.

Giovanni Diodati

Giovanni Diodati (1576-1649) foi um tradutor e teólogo protestante italiano.

Giovanni Diodati nasceu em Genebra, mas era de origem na comunidade evangélica lucana exilada. Aos 21 anos iniciou a lecionar hebraico na Academia de Genebra e depois teologia.

Participou do Sínodo de Dordrecht (1618-1619) como representate de Genebra. Fez uma tradução a Bíblia em italiano, impressa em 1607. Em 1641, Diodati produziu uma segunda edição, que tinha um estilo mais suave e um formato maior, e incluía muitas notas de rodapé, as quais foram publicadas separadamente em inglês em 1642. Fez também uma versão em francês. Sua Bíblia ganhou ampla aceitação entre comunidades valdenses e protestantes italianas, sendo a versão que as sociedades bíblicas publicaram inicialmente.

Robert Horton Gundry

Robert Horton Gundry (1932- ) um teólogo americano e biblista especializado no Novo Testamento.

Gundry estudou no Seminário Batista de Los Angeles e doutorou-se em 1961 pela Universidade de Manchester. Sua carreira destaca-se sua atuação no Westmount College da Califórnia.

Foi um dos fundadores da Evangelical Theological Society (ETS) e signatário da Declaração de Chicago sobre a Inerrância da Bíblia. Contudo, sua publicação de um comentário sobre Mateus em 1982 utilizando técnicas da crítica da redação valeu-lhe a expulsão da ETS.

Seu Panorama do Novo Testamento tornou-se um manual introdutório popular nas faculdades americanas e em seminários no mundo todo.

Em sua tese “The Use of the Old Testament in St. Matthew’s Gospel: With Special Reference to the Messianic Hope”, Gundry trata o Evangelho de Mateus como um midrash, que é uma forma judaica de interpretação bíblica que envolve comentários e elaboração das escrituras. Mateus teria usado técnicas midráshicas para demonstrar como Jesus cumpriu as profecias e expectativas do Antigo Testamento sobre o Messias. Sustenta com vários exemplos disso no Evangelho, como a genealogia de Jesus, a fuga para o Egito e o Sermão da Montanha. Ao analisar o Evangelho de Mateus dessa maneira, Gundry procura lançar luz sobre o contexto cultural e literário em que o texto foi escrito.

Adicional controvérsia apareceu sobre a exposição que Gundry faz da justificação conforme apresentada por Paulo. Gundry argumenta que a visão da justificação somente pela fé é incompleta diante do pensamento paulino. Em vez disso, propõe que a obediência fiel aos mandamentos de Cristo como um componente essencial da justificação. Gundry argumenta que essa visão é mais fiel aos ensinamentos do Novo Testamento e fornece uma análise abrangente das passagens bíblicas relevantes. A justificação seria incorporada, ou seja, o indivíduo seria integrado à comunidade de aliança de Israel e gentios, não um ato de imputação da justiça. Parte de seus conceitos foram associados ao movimentio de Nova Perspectiva sobre Paulo.

BIBLIOGRAFIA

Gundry, Robert Horton. Panorama do Novo Testamento. Vida Nova, 1998.

Gundry, Robert H. “Grace, Works, and Staying Saved in Paul.” Biblica (1985): 1-38.

J. Rodman Williams

J. Rodman Williams (1918-2008) foi um teólogo e professor americano que desempenhou um papel significativo nos movimentos pentecostal e carismático.

Nascido na Carolina do Norte, fez graduação no Davidson College, além de formação teológica no Union Theological Seminary na Virgínia e um PhD em filosofia da religião e ética no Union Theological Seminary em Nova York. Serviu como capelão no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e foi ordenado na Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos em 1943.

Williams atuou como professor de teologia em várias instituições, incluindo Austin Presbyterian Theological Seminary e Regent University, onde foi o primeiro presidente do Departamento de Teologia da Renovação. Ele foi um autor e estudioso prolífico, escrevendo sobre uma variedade de tópicos relacionados à teologia, espiritualidade e aos movimentos pentecostais/carismáticos.

O pensamento teológico de Williams enfatizou a centralidade da experiência religiosa pessoal e a importância do Espírito Santo na vida cristã. Ele acreditava na realidade dos dons espirituais como profecia, cura e falar em línguas, e argumentava que estes estavam disponíveis a todos os crentes por meio do batismo no Espírito Santo.

A doutrina do batismo no Espírito Santo de Williams sustentava que essa experiência era distinta da conversão e envolvia um encontro mais profundo com a presença e o poder de Deus. Ele acreditava que essa experiência estava disponível para todos os crentes e muitas vezes era acompanhada por manifestações do Espírito Santo, como falar em línguas.

Em sua doutrina da expiação, Williams enfatizou a importância da morte de Cristo na cruz como sacrifício pelo pecado. Ele rejeitou a ideia de que Deus exigia um pagamento pelo pecado, mas argumentou que a morte de Cristo foi uma demonstração do amor e da solidariedade de Deus com a humanidade diante do pecado e do sofrimento. Williams acreditava que por meio da fé em Cristo, os crentes poderiam experimentar o perdão e a reconciliação com Deus.