Dibom

Dibom: nome de duas cidades,

  1. Cidade na Transjordânia, cinco quilômetros ao norte de Arnom. Era uma localidade de Moabe, cedida à tribo de Rúben e reedificada por Gade. Foi reconquistada por Moabe e tornou-se palco de lamento e desespero. (Números 21:30; 32:3, 34; Josué 13:9, 17; Isaías 15:2; Jeremias 48:18, 22).

2. Cidade habitada pelos homens de Judá, depois da volta do cativeiro (Neemias 11:26).

Bete-Peor

Bete-Peor, em hebraico בֵּ֣ית פְּעֹ֑ור, no grego da LXX Js 13:20 Βαιθφογωρ betefogor; Dt 34:6 οἶκος Φογωρ; casa de Fogor, era uma cidade de Moabe atribuída à tribo de Rúben (Js 13:20).

Antes de entrar na Terra de Canaã, os israelitas acamparam no vale em frente a Bete-Peor, enquanto Moisés contemplava a Terra Prometida do alto do monte Pisga (Dt 3:29). Moisés entregou-lhes certas leis (Dt 4:46). Este é o vale onde Moisés foi sepultado (34:6). Bete-peor era provavelmente o lugar onde Baal-Peor era adorado como divindade local (Nm 25:3, 5, 18).

Quanto ao significado de Peor (פְּעֹ֑ור), pode significar “abertura” ou “abismo”, vindo de uma raiz que aparece em árabe como faġara “abrir bem, bocejar”. O cognato siríaco (p’râ) significa “um abismo”.

Tradicionalmente, é identificado com Khirbet esh-Sheikh-Jayil, ao norte do Monte Nebo e oeste de Hesbom.

Eusébio localiza Bethphogor “como uma cidade a seis milhas de Livias perto do Monte Phogor, ou Peor” (Onom. 48, 35 [49, 3-41), a montanha na qual Beelphegor (Baal-Peor) era adorado (Qnom. 44, 15-16 [45, 17-18]), e onde Balaque trouxe Balaão, com vista para Livias (Onom. 168, 25-26, [169, 19-20]), para amaldiçoar Israel.

Egeria registra que da igreja em Monte Nebo (Siyaghah) ela podia olhar para o norte e ver a cidade de “Fogor”, ou Peor (Peregrinação 12. 8, p. 108)

BIBLIOGRAFIA

Henke, Oswald “Zur Lage von Beth Peor”, ZDPV, 75 (1959): 155-163.

Decápolis

Decápolis em grego são as “dez cidades” greco-romanas visitadas por Jesus na região sul e leste do Mar da Galileia (Mc 5:20; 7:31).

Elas seriam Citópolis, Pella, Hipo, Dion, Gerasa, Filadélfia, Rafana, Canata, Gadara e Damasco. Contudo, vale atentar-se que essa lista variava ligeramente conforme os autores da Antiguidade.

Basã

Basã uma planície extensa, sem pedras e fértil a leste do rio Jordão. Está circundada por várias cadeias de montanhas: Gileade, monte Hermom, Jebel Haurã e ao ocidente por Gesur e Maaca (Js 12.5).

Aparece em Gn 14:5, como local de batalha de Quedorlaomer.

No final do êxodo, Ogue, o rei de Basã, enfrentou os israelitas, mas foi derrotado (Nm 21:33-35; Dt 3:1-7). Seu território coube à meia tribo de Manassés (Js 13:29

As duas principais cidades eram Edrei e Astorote (Tel-Ashtera). Em Dt 3:4 menciona sessenta cidades muradas em Argobe (monte) de Basã.

Mais tarde, no período salôminico, Argobe, em Basã, foi um dos distritos administrativos (1 Re 4:13).

No período dos reis as cidades de Basã foram conquistadas pelo rei arameu Hazael (2 Re 10:32-33), porém depois recuperadas por Jeoás (2 Re 13:25). Com a perda de população, a região virou pastos (Ez 39:18; Sl22:12), com florestas (Is 2:13; Ez 27:6; Zc 11:2) e a beleza de suas planícies (Amós 4:1; Jeremias 50:19). A expressão “vacas de Basã” indica a vitalidade pastoril da região.

Após o cativeiro babilônico, Basã foi dividida em quatro distritos: Golã ou Colinas de Golã, Haurã (Ez 47:16), Argobe ou Traconites e Bataneia.