Alloiosis

Alloiosis, em grego “troca”, é tanto um recurso retórico quanto um modelo cristológico desenvolvido por Ulrico Zwingli.

(1) Como um termo retórico e figura de linguagem da classe das metáforas chama a atenção da audiência por notar as alterações qualitativas de um sujeito ou assunto. Esse recurso destaca as diferenças ao dividir um assunto em alternativas.

Um exemplo: “Tício, injustiçado, reclamou ‘o pau que bate em Chico não bate em Francisco’ “.

No exemplo dado há dois casos de alloiosis, uma para pau e outra para Chico/Francisco. No primeiro, o mesmo referente (pau) aparece com diferença qualitativa em diferente situação de referência. Chico/Francisco, sendo equivalentes, é apresentado como forçosamente diferentes.

(2) Doutrina de comunicação de propriedades (comunicatio idiomatum) de como Jesus Cristo manteve seus atributos divinos e humanos. Zwingli explicou a comunicação de atributos entre as naturezas divina e humana de Cristo como similar ao dispositivo retórico de alloiosis para expressar a unidade das duas naturezas de Cristo em uma pessoa e não para significar uma troca real das propriedades entre as duas naturezas. Essa doutrina foi basilar para o desenvolvimento da visão memorialista e de testemunho dos sacramentos.

Atos de Paulo

Os Atos de Paulo é uma coleção de literatura patrística e apócrifa relacionada com a vida de Paulo.

Escrito na segunda metade do segundo século, provavelmente na Ásia Menor, como atesta Tertuliano (Sobre o Batismo. 17.5). São mencionados por Eusébio como um antilegômeno (Hist. Ecl. 3.25.4). Aparece no obelus perto o fim da lista no Codex Claromontanus. Epifânio não o elenca em suas diversas listas de cânon, mas referencia os Atos de Paulo e Tecla como Escrituras (Pan. 77.27.7).

Os Atos de Paulo é uma obra composta que incorpora três escritos que também circularam independentemente:

  1. os Atos de Paulo e Tecla Atos de Paulo 3-4;
  2. Correspondência entre Paulo e a igreja de Corinto ou 3 Coríntios Atos de Paulo 8 ou 10;
  3. Martírio de Paulo. Atos de Paulo 11 ou 14.

Acabe

Acabe, em hebraico  אַחְאָב e em grego Ἀχαάβ, foi um rei da dinastia dos omríadas do Reino de Israel ou Reino do Norte entre 874–c. 853 a.C. Casado com Jezabel um princesa de Tiro, favoreceram os cultos aos baalim, com oposição do profeta Elias.

A dinastia dos omríadas teria sido o ápice do Reino do Norte, com estados tributários além do Jordão (Gileade, Basã e Moabe) e alianças com estados costeiros e no sul com Judá.

Acabe é retratado em 1 Reis como um rei hesitante influenciável e idólatra.

BIBLIOGRAFIA

Dever, W.G. “Ahab and Archaeology: A Commentary on 1 Kings 16–22.” Pages 475–484 in vol. 1 of Birkat Shalom: Studies in the Bible, Ancient Near Eastern Literature, and Postbiblical Judaism Presented to Shalom M. Paul on the Occasion of his Seventieth Birthday. Edited by C. Cohen and S.M. Paul. Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2008.

Adão e Eva

O casal primevo de Gênesis. Criados e postos a viver no jardim do éden (jardim das delícias), entretanto, ao desobedecer a instrução divina sofreram as consequências de suas transgressões.

A desobediência de Adão e Eva epitomiza a falha humana, a qual é chamada teologicamente de a Queda.

Acróstico

Um acróstico é um jogo de palavras no qual a primeira letra de cada frase segue a ordem alfabética. Há vinte e duas letras no alfabeto hebraico, então cada acróstico alfabético terá vinte e duas partes.

Os acrósticos ocorrem apenas nas seções hebraicas da Bíblia, nenhuma em grego ou aramaico.

É desafiador em compor um acróstico, pois é difícil encontrar palavras apropriadas para letras que ocorrem com pouca frequência. Por exemplo, em hebraico existem apenas onze palavras que começam com waw, dez delas são palavras raras, mas a conjunção ו (e, isso, mas) é bem versátil.

CONCORDÂNCIA: LISTA DE ACRÓSTICOS BÍBLICOS

  • Salmos 9 e 10 juntos
  • Salmo 25
  • Salmo 34
  • Salmo 37
  • Salmos 111 e 112
  • Salmo 119
  • Salmo 145
  • Provérbios 31: 10-31, o louvor à esposa virtuosa
  • Livro de Lamentações e Lm 1:1-4
  • Naum 1, sem consenso se é um acróstico, se foi composto com lacunas por razões literárias ou se é fragmentário.

SAIBA MAIS 

D. L. Christensen, “The Acrostic of Nahum Reconsidered,” ZAW 27 (1975): 17–30

S. J. de Vries, “The Acrostic of Nahum in the Jerusalem Liturgy,” VT 16 (1966): 476–81.