Apocalipse de Estêvão

O Apocalipse de Estêvão, também conhecido como Revelação de Estêvão, é um apocalipse apócrifo que gira em torno da figura de Estêvão, um dos Sete Diáconos de Atos.

O texto retrata um conflito nos primeiros estágios do cristianismo, focando na natureza de Jesus de Nazaré. Estêvão proclama Jesus, o que leva a acusações de blasfêmia, sua prisão e espancamento por Caifás, o sumo sacerdote.

Na narrativa, Estevão aparece diante de Pôncio Pilatos, instruindo-o a não falar e exortando-o a reconhecer Jesus. A história se passa antes da conversão de Paulo de Tarso. E Paulo é retratado perseguindo Estêvão ao crucificá-lo. No entanto, um anjo intervém e resgata Estêvão. Paulo reage derramando chumbo derretido na boca e nos ouvidos de Estêvão e cravando pregos em seu coração e pés. Todabia, o anjo cura Estêvão mais uma vez.

À medida que a história se desenrola, Estêvão é levado perante o Sinédrio e sentenciado a ser apedrejado. Relata uma suposta profecia de Natã sobre a vinda de Jesus, o que irrita os guardas. Nicodemos e Gamaliel tentam defender Estêvão com seus corpos e morrem no ato. Depois de dez horas, Estêvão finalmente morre e é enterrado em um caixão de prata por Pilatos, contrariando a vontade de Estêvão. Um anjo move o corpo para o local de sepultura desejado, surpreendendo Pilatos, que então se converte.

A adição de Pilatos à narrativa talvez seja um elemento posterior. Aparentemente, o objetivo principal do texto seria explicar os motivos da conversão de Paulo e retratar sua vilania anterior.

Embora nenhum texto completo da obra exista hoje, o apocalipse de Estêvão é mencionado em alguns escritos apologéticos pós-Nicenos e acredita-se que tenha sido popular entre os maniqueístas. Outras histórias relacionadas ao reaparecimento de Estêvão também são conhecidas de várias fontes, incluindo uma história registrada por um presbítero chamado Luciano.

Vida de Adão e Eva

A Vida de Adão e Eva, também conhecida como o Apocalipse de Moisés, é um grupo de escritos apócrifos judaicos, bem como uma expansão parabíblica dos primeiros capítulos de Gênesis oriundos da antiguidade tardia.

Narra a vida de Adão e Eva após sua expulsão do Jardim do Éden até a morte. O texto investiga as consequências da Queda do Homem, incluindo doença e morte. Os temas explorados incluem a exaltação de Adão no Jardim, a queda de Satanás e a promessa de uma ressurreição para Adão e seus descendentes.

É o testemunho mais antigo da ideia de que Satanás e seus anjos foram expulsos do céu por seu orgulho e decidiram se vingar em Adão e Eva. Contudo, Satanás da Vida de Adão e Eva é principalmente um rival de Adão, e não de Deus.

A Vida de Adão e Eva existe em várias versões, como o Apocalipse grego de Moisés, a Vida latina de Adão e Eva, a Vida eslava de Adão e Eva, a Penitência armênia de Adão e o Livro georgiano de Adão. Essas versões contêm material tanto exclusivo quanto conteúdo compartilhado. As versões sobreviventes datam dos séculos III a V d.C., o que leva a pensar de uma fonte comum de uma composição no século I dC.

Apocalipse Latino de Esdras

O Apocalipse latino de Esdras, também conhecido como “Visão Latina de Esdras”, apresenta-se como o “segundo livro do profeta Esdras”, embora se refira a um profeta Esdras diferente do escriba nas escrituras judaicas. Esta versão de Esdras é retratada como um profeta que viveu várias décadas antes.

A data exata da composição do Apocalipse latino de Esdras permanece incerta, mas pertence à era cristã e exibe uma forte postura antijudaica. Ao contrário do Apocalipse grego de Esdras, este texto não repete o material do Apocalipse judaico, mas se posiciona como uma continuação dele. Seu foco principal é afirmar que Deus abandonou os judeus em favor dos cristãos, enfatizando a aparente superioridade do cristianismo sobre o judaísmo.

No Apocalipse latino, o autor expõe o fim iminente do mundo, retratando uma visão do julgamento divino e o ponto culminante da história humana. A sua natureza apocalíptica, com temas escatológicos, serve para reforçar as convicções teológicas da comunidade cristã a que se destina.

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Apocalipse Grego de Esdras

4 Esdras

Apocalipse de Sedraque

Frank Emma

Francesco ou Frank Emma (1875-1948) foi um ministro (ancião) da Igreja Cristã Italiana da América do Norte.

Originário de Scordia, província de Catânia, na Itália, foi policial antes de emigrar aos Estados Unidos, onde trabalhou como estivador no porto de Nova Iorque. Casou-se com Maria Emma ( ).

Teve contato com evangélicos italianos em Nova Iorque, visitando igrejas, na ocasião que conheceu a pregação de Giuseppe Petrelli. Contudo, sua conversão viria em 1913, quando também foi batizado no Espírito Santo com sinais carismáticos. Tornou-se membro da Assemblea Cristiana da rua 23 no Brooklyn, presidida por Silvio Margadonna, com o qual colaboraria em servir diversas igrejas italianas em Nova Iorque.

Foi chamado ao ministério logo depois de sua conversão. Apesar de pouco letramento, aprendeu a ler, escrever e pregar com proficiência após sua conversão.

Foi pioneiro e ministrou nas igrejas de Corona, Long Island, Jersey City, 206 E 11th St (em Manhattan, cidade de Nova Iorque), Peeksill, Carnarsie, Brooklyn (Herkimer), Patchogue. Construiu um novo prédio para a igreja de Manhattan na 14th Street. Supervisionou as igrejas italianas do distrito leste dos Estados Unidos.

João Escoto Erígena

Johannes, também conhecido como Erígena (c. 800–c. 877), foi um teólogo irlandês do início do período monástico e

Como o filósofo mais distinto da era carolíngia, Erígena desenvolveu um neoplatonismo cristão único, baseado em fontes gregas e latinas. A cosmologia de Eriugena centrou-se na ideia de um Deus infinito e transcendente que procede das trevas para a luz, trazendo a criação e causando seu retorno. Sua obra principal, Periphyseon, teve um impacto limitado durante seu tempo, mas influenciou neoplatônicos posteriores como Meister Eckhart e Nicolau de Cusa. Reavivada no século XIX, a importância de Erigena como pensadora especulativa foi reconhecida.