Espanha

A Espanha era chamada nos tempos romanos como Hispania, compreendo toda a penísula ibérica. 

A Espanha é mencionada na Bíblia apenas em Romanos 15:24, 28. Paulo expressa sua intenção de evangelizar lá, mas não registros que tenha cumprido tal desejo.

A Espanha possui uma longa ocupação desde os tempos pré-históricos, atestada principalmente pelas artes estonteantes das cavernas. Colonizada por povos não-indoeuropeus (dos quais os bascos são remanescentes), celtas e fenícios (no século VIII a.C.), o povo da Espanha resulta da junção de diversos povos. Mais tarde vieram os romanos, os visigodos, árabes e bérberes. A partir do século XV, a Espanha e Portugal lançaram-se aos descobrimentos e conquistas ao redor do mundo.

A presença judia na Espanha era pequena, mas ganhou notoriedade durante o período muçulmano, quando virou umas das mais significantes comunidades. Na época o país era chamado em hebraico de Sefarad e os judeus ibéricos ainda hoje são chamados de sefarditas.

O cristianismo provavelmente chegou no século II d.C. Com a virada constantiana, várias vertentes disputaram suas existências: a igreja prisciliana, a igreja gótica (ariana) e os católicos romanos — esses ainda com variantes locais, como o rito moçárabe. Com a Reconquista e a inquisição ganhou-se uma homogeneidade religiosa forçada de expressão católica.

Etiópia

Etiópia é o nome grego dado para duas regiões distintas na África.

  1. Etiópia, também chamada Núbia ou Cuxe: em sentido estrito, a região do Vale do Nilo entre a primeira e a segunda catarata ao sul de Asuã. Em sentido amplo, o termo pode indicar toda a África ao sul do Saara (o que parece ser em Ez 29:10). Na Idade do Ferro, a Etiópia (Núbia) tornou-se o reino independente de Nabatea, que dominava o Egito. O governante núbio Tiraca aparece em Is 37:9 como aliado de Ezequias, apesar dos protestos do profeta Isaías (Is 18:1-2; 20:1-6). A presença da diáspora israelita parece ser antiga(Sf 3:10). Em Atos 8:26-40, o eunuco etíope, talvez um alto funcionário na corte da “Candace”, o título da rainha-mãe núbia.

Vários personagens são chamados cuxitas ou etíopes. Moisés se casou com uma esposa etíope (Nm 12:1). Ebede-Meleque, o etíope, auxiliou Jeremias (Jr 38:7). A cor da pele seria imutável quanto as manchas do leopardo (Jr 13:23).

A região é descrita como rica (Jó 28:19; Is 43:3) e envolvida no comércio com a Arábia (Is 45:14). O povo se orgulham de sua nação (Sl 87:4). A relação com Sabá é mencionada repetidas vezes (Gn 10:7,28; Is 43:3).

Viviam despreocupados (Ez 30:9), mas eram guerreiros (Ez 38:5; Jr 46:9), dando força “infinita” a Nínive (Na 3:9), mas que pode ser resistido por Israel por causa do favor do Semhor (2 Cr 16:8; Is 20:5; 36:6).

O Senhor preocupa-se com a Etiópia, assim como no Egito (Is 20:3). Seu amor alcança os filhos da Etiópia como os filhos de Israel (Am 9:7). Em tempo certo, a Etiópia voltará para o Senhor (Sl 68:31).

  1. Etiópia ou Abissínia, região no “chifre da África”. Não é mencionada na Bíblia. A primeira civilização conhecida na região foi o Reino de Dʿmt, que surgiu no século 10 a.C. No século IV a. C, surgiu o Reino de Aksum, que se tornou um dos estados mais poderosos do mundo antigo. Aksum era conhecido por sua riqueza, civilização avançada e laços comerciais com terras distantes, como Índia e Roma. Isolada da cristandade durante a hegemonia islãmica, a etiópia fragmentou-se em várias unidades políticas menores. A modernidade resultou no estreitamento das relações com os europeus, iniciando com os português e finalizando com a invasão italiana. Todavia, a Etiópia foi uma das raras nações africanas a manter sua independência durante o colonialismo.

A Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo, fundada no século I.V dC, é uma das denominações cristãs mais antigas do mundo. De doutrina não-calcedoniana, desempenhou um papel significativo na história e na cultura etíope e é uma grande influência na vida religiosa e política do país. Tradicionalmente era dependente da sé de Alexandria até o século XX. Há uma pequena, mas historicamente significante comunidade judia, os Beta Israel. A presença protestante é antiga, iniciada no século XVII quando o missionário luterano alemão Peter Heyling (c.1608 – c. 1652) veio ao país. Os protestantes são chamados de p’ent’ay, sendo as principais denominações Mekane Yesus (luterana, com 10 milhões de membros), Mesere Kristos (mennonita, com 400 mil membros), Kale Heywet (batista carismática, com 9 milhões de membros), Ethiopian Full Gospel Believers’ Church (pentecostal, com 4,5 milhões de membros), além de diversas outras menores. Entre 15% a 20% da população é p’ent’ay.

Egito

O Egito é um país do nordeste da África com uma das mais antigas e poderosas civilizações.

Na Bíblia, o Egito é frequentemente referenciado como um lugar de opressão e escravidão para os israelitas, bem como um local de refúgio, como foi para os sobreviventes do exílio babilônico na época de Jeremias ou mais tarde na época de Jesus. Também é retratado como um lugar de provisão e proteção de Deus, conforme demonstrado na história de José. O Egito serve de pano de fundo para eventos importantes na vida dos Patriarcas e da nação de Israel. O Novo Testamento menciona o Egito várias vezes, incluindo a fuga da família de Jesus para o Egito para escapar do massacre das crianças pelo rei Herodes.

Apocalipse Grego de Esdras

O Apocalipse grego de Esdras é um texto apocalíptico da era cristã e é um dos três Apocalipses de Esdras. É distinto dos Apocalipses Judaico e Latino de Esdras e é uma compilação de vários materiais relacionados a Esdras. As cópias sobreviventes datam de antes do século IX, mas a data exata de sua composição permanece incerta, provavelmente entre 150 e 850 d.C.

O texto centra-se em um debate entre Esdras e Deus, discutindo a justiça e a misericórdia de Deus. Apresenta elementos da teologia cristã, mencionando vários apóstolos cristãos no céu ao lado dos patriarcas judeus.

O estilo de escrita do Apocalipse grego de Esdras é inconsistente, alternando frequentemente entre narrativas de primeira e terceira pessoa, sugerindo que é uma composição de diversos materiais anteriores relacionados a Esdras.

Embora algumas partes do conteúdo se sobreponham ao Apocalipse Judaico de Esdras, a maior parte do material é única. Ele oferece um relato distinto da jornada celestial de Esdras através do céu (Céu) e do submundo (Tártaro).

A proveniência do Apocalipse Grego de Esdras não pode ser determinada com certeza. Sua imitação tardia de 4 Esdras e semelhanças com o Apocalipse de Sedraque sugerem que ele se baseou nesses textos anteriores. No entanto, representa uma contribuição separada e significativa para a literatura apocalíptica, oferecendo uma perspectiva cristã sobre o profeta Esdras e suas interações com as forças divinas.

Eclesiologia

A eclesiologia é o ramo da teologia que estuda a natureza, a estrutura e a função da Igreja.

Os principais tópicos estudados em eclesiologia incluem:

  • O desenvolvimento bíblico e histórico da Igreja.
  • A natureza e os atributos da igreja, incluindo seu papel como corpo de Cristo e a noiva de Cristo.
  • Os sacramentos da igreja, incluindo o batismo e a santa ceia do Senhor
  • Governança e liderança da igreja, incluindo os papéis de bispos/anciãos e diáconos.
  • Unidade da Igreja e Ecumenismo.
  • Missão da Igreja e evangelismo.
  • História e tradições da igreja.
  • Igreja e sociedade, incluindo a relação entre a Igreja e o Estado.
  • Organização da Igreja e denominações.
  • Escatologia e o papel da igreja no plano de Deus para os tempos finais.