Gordon Lathrop

Gordon Wendel Lathrop (nascido em 1939) é um educador, liturgista e teólogo luterano americano.

Lathrop é ordenado ao ministério pela Igreja Evangélica Luterana na América. Argumenta que a liturgia, a pregação e a teologia litúrgica contemporâneas são informadas por exegese ingênua e desatualizada.

BIBLIOGRAFIA

Lathrop Gordon. Saving Images : The Presence of the Bible in Christian Liturgy. Project Muse Fortress Press 2018.

Libação

Uma libação é um derramamento de um líquido ou de grãos como oferenda para sacrífico a uma divindade ou um brinde em honra a uma figura célebre ou aos mortos.

As libações tinham um caráter pacífico, tanto que o termo grego para libação, σπονδή (spondê), passou a significar tratado de paz.

Em Gn 35:14 Jacó fez uma libação sobre a coluna de pedra. Em Is 3:12 aparece o sofrimento do Servo como uma libação. Jesus associa o cálice com a libação de seu sange (Lc 22:20) e Paulo equipara seu sacrifício como uma libação em benefício dos filipenses (Fp 2:17).

Lactâncio

Lactâncio (c. 240 – c. 320 DC) foi um autor patrístico e teólogo que viveu durante o final do Império Romano.

Nasceu no norte da África e estudou retórica em Roma, onde acabou se convertendo ao cristianismo. Lactâncio serviu como conselheiro do imperador Constantino.

No Livro 1,debate a crença em múltiplos deuses e defende a existência de um Deus verdadeiro. Deus é a fonte última de toda bondade e moralidade.

No Livro 2, apresenta as origens e a natureza do mundo, incluindo a criação do universo e a queda do homem. Deus criou o mundo com um propósito e que os humanos têm um papel especial a desempenhar em Seu plano.

No livro 3, critica a falsa sabedoria dos filósofos não cristãos e defende a doutrina cristã contra seus argumentos. Enfatiza a importância da fé em Deus como fundamento da verdadeira sabedoria.

No Livro 4, Lactâncio discute a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo, enfatizando a importância da fé Nele como a chave para a salvação.

No livro 5, Lactâncio explora o conceito de justiça, argumentando que é um aspecto essencial da natureza de Deus e que os humanos são obrigados a defendê-la em suas interações com os outros.

No Livro 6, Lactâncio discute a natureza da verdadeira adoração, enfatizando a importância da fé, humildade e devoção a Deus. Ele também explora o conceito de martírio e a importância de manter a fé diante da perseguição.

No livro 7, Lactâncio conclui discutindo a natureza de uma vida feliz, argumentando que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada por meio da fé em Deus e de uma vida virtuosa. Ele explora os conceitos da providência de Deus, vida eterna e a natureza da alma.

Listra

Listra, em grego Λύστρα, era uma cidade da Licaônia. No século I passou a fazer parte do sul da província romana da Galácia, região central da Anatólia.

Paulo e Barnabé pregaram na cidade. Depois de uma cura miraculosa, o povo quis adorá-los pela manhã. No entanto, depois de algumas horas tentou apedrejá-lo, na mesma noite (Atos 14:6-21).

Léxico de Hesíquio

O Léxico de Hesíquio de Alexandria (c.380-c450 d.C.) foi um gramático e estudioso greco-egípcio, filólogo e lexicógrafo ativo no século IV dC. Não deve ser confundido com seu homônimo, o exegeta Hesíquio de Alexandria.

Hesíquio escreveu um dicionário enciclopédico da língua grega e seus dialetos. Compilou o maior mais de 51.000 verbetes. Listou palavras, formas e frases peculiares, com uma explicação de seu significado. Às vezes referencia o autor ou a região da Grécia que empregam um termo.

Em sua introdução, Hesíquio credita que sua enciclopédia teve influência de outras. Uma foi a de Diogenianos, que por sua vez baseou-se em uma obra anterior de Pânfilo de Alexandria. Outras foram do gramático Aristarco de Samotrácia, Ápion, Amerias e de outros.

As notas sobre epítetos e frases também elucidam sobre a sociedade antiga e a vida social e religiosa.

Sua obra sobreviveu em um único manuscrito praticamente intacto do século XV assinado Marciano graecus 622 preservado na biblioteca de San Marco, Veneza (Marc. Gr. 622). Foi impressa pela primeira vez por Marcus Musurus (edição Aldina) em Veneza em 1514, reeditado em 1520 e 1521. Desde então, somente no século XIX foi reeditada por Moriz Wilhelm Constantin Schmidt (1858–1868) em 5 volumes. A Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes de Copenhague subsidiou uma edição moderna. Sob a direção de Kurt Latte, teve dois volumes publicados, o primeiro em 1953, e postumamente em 1987. Posteriormente, o filólogo britânico Allan Peter Hansen completou um terceiro volume em 2005.