Mamon

Mamon (em grego μαμωνᾶς e em hebraico מָמוֹן) as riquezas ou sua personificação. O nome aparece em textos originalmente hebraicos (Sirácida 31:8; Pirkei Avot 2:12) ou de forma não traduzida em textos gregos (novamente Sirácida 31:8; Mt 6:24; Lc 16.9, 11, 13). Em aramaico aparece no Targum Jonathan Oseias 5:11; 1 Sm 8:3; 12:3b. Klein vê uma possível associação com אמן, confiança, firmeza.

Nas partes citadas de Mateus e Lucas, Jesus refere-se a Mamon como o apego idólatra às riquezas mundanas.

Margareth Fell

Margareth Fell (1614-1702), foi pregadora, missionária e uma das fundadoras da Sociedade Religiosa de Amigos (Quakers).

Suas filhas Isabel (Fell) Yeamans e Sarah Fell também foram líderes Quakers. Empregando seus recursos e status social (era da pequena nobreza), Fell era frequentemente intercedia em casos de perseguição ou prisão de líderes como George Fox.

Fell escreveu o panfleto “Justificativa da Fala das Mulheres”, que argumentava em favor das mulheres como pregadoras. Lutou pela liberdade religiosa e esteve presa por suas convicções.

” Vemos, então, que Jesus [reconhecia/possuía?] o Amor e a Graça que aparecia nas Mulheres, e não os deprezava, e que, conforme o que está registrado nas Escrituras, ele recebeu tanto amor, bondade, compaixão e ternura para com ele das Mulheres quanto de quaisquer outros, tanto durante sua vida, quanto após eles terem exercido sua crueldade sobre ele (…).”

BIBLIOGRAFIA

http://www.quakersintheworld.org/quakers-in-action/14/Margaret-Fell

https://plato.stanford.edu/entries/margaret-fell/

Citação traduzida do panfleto mencionado.

Esboço oriundo do grupo Mulheres na Bíblia

Margery Kempe

Margery Kempe (c. 1378-depois de 1438). Pregadora e mística inglesa, cuja memória deve-se à sua autobiografia The Book of Margery Kempe.

Kempe casou-se e tornou-se mãe de 14 filhos durante sua vida. Depois de sofrer uma depressão pós-parto e uma sucessão de fracassos nos negócios, ela passou uma experiência de conversão. Revestida de dons da palavras de conhecimento, chorava, sentia a presença divina como um fogo. Ao retornar de uma peregrinação à Terra Santa manifestava com “rugidos” nos cultos — o que pode ser descrito como glossolalia.

Na época o movimento dos lolardos propagavam o ensino bíblico e a pregação leiga. Semelhante aos lolardos, Kempe percorreu a Inglaterra ensinando, conversando e conclamando ao arrependimento.

Questionada pelo Arcebispo de Yorque, o segundo na hierarquia da Igreja da Inglaterra, Kempe defendeu seu dever de proclamar o evangelho. O clero pressionava para que ela fosse queimada como herege.

O arcebispo começou a inquirição: “Ouvi dizer que você é uma mulher muito má.” Margery, confiante que obedecia ao mandado de Deus, respondeu: “Também ouvi dizer que você é um homem mau. E se você for tão perverso quanto as pessoas dizem, nunca chegará ao céu, a menos que se arrependa enquanto estiver aqui.”

Os resultados de suas pregações são notórias. Um certo Thomas Marchale ficou totalmente comovido com lágrimas quando “nosso Senhor visitou seu coração com graça”. Estando no campo, ele chorou e caiu. Um dos padres que a baniu de sua igreja depois foi ler o Evangelho na missa quando “nosso Senhor também o visitou… com tanta graça e tanta devoção… que ele chorou espantosamente”.

Analfabeta, Kempe ditou seu livro a escribas. Indagada de onde veio o conhecimento com qual pregava, Margery reividicava a guia do Espírito Santo.

O livro aparentemente teve popularidade no século XV, mas somente seria encontrado em 1912 e publicado em 1940. É uma das mais antigas autobiografias em língua inglesa.

BIBLIOGRAFIA

Midiã

Midiã era uma região antiga localizada no noroeste da Arábia ou sul do Levante, habitada pelos midianitas, os descendentes de Midiã, filho de Abraão por meio de sua concubina Quetura (Gn 25:1-6).

Comparado com outros povos do antigo Oriente Próximo, o conhecimento sobre Midiã e os midianitas é limitado.

A localização geográfica exata do território dos midianitas é desconhecida. Tradicionalmente Midiã aparece situado a leste do Golfo de Aqaba, na Transjordânia e leste da península do Sinai. Ptolomeu (Geografia, 7.7) menciona um lugar chamado Modiana, na costa da Arábia; talvez seja a mesma Madyan dos geógrafos árabes.

A datação cronológica também é imprecisa. As referências bíblicas aos midianitas se concentram nas histórias do Êxodo, Juízes. Eles não são mencionadas nas fontes neo-assírias.

Outros povos bíblicos localizados a leste e sudeste do antigo Israel (Amon, Moabe e Edom) tiveram informações acrescidas pela arqueologia. Já para os midianitas, o que se sabe sobre eles deriva-se quase exclusivamente da Bíblia ou de tradições tardias quando eles já não existiam.

As evidências bíblicas e arqueológicas indicam que a adoração a Yahweh era corrente em Midiã, mas isso não impediu confrontos militares entre israelitas e midianitas. Moisés refugiou-se entre os midianitas (Ex 2:21-22, 18:2-5), casando-se com Zípora, filha de Jetro (Jeter ou Hobabe), sacerdote de Yahweh.

Em Nm 10, Moisés pede a Hobabe que guie os israelitas em sua jornada para a terra de Canaã. Apesar da recusa deste último, Moisés o exorta a atender ao seu pedido, prometendo-lhe uma porção no bem futuro que Deus tem reservado para o Seu povo. Nesse ponto, porém, a narrativa é interrompida.

Outro notável incidente com os midianitas é registrado em Números 25:1–18, na apostasia de Baal-Peor. Também é aludida em Sl 106, Js 22 e Os 9:10. O casamento misto e a prostituição diante de Baal-Peor resulta na intervenção de Fineias e depois em guerra (Nm 31:7-18).

No período dos juízes, os midianitas teriam dominado Israel por seis anos. Após o ciclo de Gideão (Jz 6-8), os midianitas foram subjugados diante dos filhos de Israel (Jz 8:28). Somente em alusões a essa vitória – Sl 83, Is 9:4; 10: 6, e Hc 3: 7 – que Midiã volta a ser mencionada na Bíblia.

Achados arqueológicos dos séculos 13 e 12 a.C. indicam uma cultura material que possivelmente seria midianita. A cerâmica associada a esta cultura é denominada “cerâmica midianita” ou “Qurayyah”.

Os sítios arqueológicos em Timna, ao norte de Eilat, coincide com as antigas minas de cobre sob controle egípcio e um templo para a deusa egípcia da mineração, Hathor. Na segunda metade do século XII a,C, com o enfraquecimento do poder egípcio, supostamente os midianitas dominaram a região. Indícios de uma tenda de culto foi encontrada e o templo egípcio de Hathor foi remodelado. A mutilação do rosto de Hathor e o resto dos objetos destruídos encontrados entre os penhascos ​​de Timna poderiam indicar o possível culto a Yahweh de forma aniconista.

VIDE
Hipótese Midianita

Queneus

Recabitas

Maersalalhasbas

Maersalalhasbas, em hebraico מַהֵר שָׁלָל חָשׁ בַּז, é o nome do filho de Isaías (8:1-10), cujo significado seria “apresse o espólio, acelere o saque”. O nome é associado a um evento profético e uma referência ao saque iminente de Samaria e Damasco pelo rei da Assíria, Tiglate-Pileser III (734-732 aC).