Antioquia da Pisídia

Antioquia da Pisídia, em grego Ἀντιόχεια τῆς Πισιδίας, era uma cidade no sudoeste da Ásia Menor (atual Turquia) e foi visitada por Paulo e Barnabé (At 13:13-52). Depois de alguma oposição, Paulo partiu para Icônio (At 14). É possível que a epístola aos Gálatas tenha sido destinada aos cristãos dessa região (Hipótese Sulista). Em 2 Tm 3:11 há alusões a essas perseguições.

Raqia

Raqia, em hebraico רָקִיעַ expansão, extensão ou firmamento era a abóboda celeste na cosmologia da Antiguidade. Os povos da Antiguidade imaginavam que o céu era coberto por redoma côncava que retinha as águas celestes.

Na Bíblia Hebraica aparece em Gn 1:6-8, 14-20; Sl 19:1; 150:1; Ez 1:22-26; 10:1; Dn 12:3.

Outras culturas da época possuíam semelhante cosmovisão:

  • Os antigos egípcios pensavam que o céu era um telhado sustentado por pilares.
  • Os sumérios acreditavam que o céu era uma abóboda de estanho.
  • O céu de Homero é um hemisfério de metal que cobre uma terra redonda, plana, semelhante a um disco, cercada por água. Na Odisséia e a Ilíada a abóbada celeste é mencionada alternativamente como feita de bronze ou de ferro.
  • Para Anaxímenes e Empédocles as estrelas estão encravadas em uma cúpula celeste cristalina.
  • Platão se refere à “abóbada do céu” e ao “céu acima do céu” (Fedro 247)
  • A abóboda celeste aparece nos escritos medievais de Nachmanides (Ramban), Comentário sobre a Torá, vol. 1, pp. 33, 36.

Basã

Basã uma planície extensa, sem pedras e fértil a leste do rio Jordão. Está circundada por várias cadeias de montanhas: Gileade, monte Hermom, Jebel Haurã e ao ocidente por Gesur e Maaca (Js 12.5).

Aparece em Gn 14:5, como local de batalha de Quedorlaomer.

No final do êxodo, Ogue, o rei de Basã, enfrentou os israelitas, mas foi derrotado (Nm 21:33-35; Dt 3:1-7). Seu território coube à meia tribo de Manassés (Js 13:29

As duas principais cidades eram Edrei e Astorote (Tel-Ashtera). Em Dt 3:4 menciona sessenta cidades muradas em Argobe (monte) de Basã.

Mais tarde, no período salôminico, Argobe, em Basã, foi um dos distritos administrativos (1 Re 4:13).

No período dos reis as cidades de Basã foram conquistadas pelo rei arameu Hazael (2 Re 10:32-33), porém depois recuperadas por Jeoás (2 Re 13:25). Com a perda de população, a região virou pastos (Ez 39:18; Sl22:12), com florestas (Is 2:13; Ez 27:6; Zc 11:2) e a beleza de suas planícies (Amós 4:1; Jeremias 50:19). A expressão “vacas de Basã” indica a vitalidade pastoril da região.

Após o cativeiro babilônico, Basã foi dividida em quatro distritos: Golã ou Colinas de Golã, Haurã (Ez 47:16), Argobe ou Traconites e Bataneia.

Cilindro de Ciro

O Cilidro de Ciro é um decreto comemorando a vitória de Ciro, o rei persa, na conquista da Babilônia. A peça de cerâmica em escrita cuneiforme é datada de 539-538 a.C.

O Cilindro de Ciro é frequentemente relacionado com o decreto de Ciro em Esdras 1. No entanto, a inscrição versa sobre a restituição de objetos de cultos de cidades ao redor da Babilônia, aprendidos por Nabonido. Esta passagem não discorre sobre os judeus ou Jerusalém. Ademais, somente reinado de Cambises, filho de Ciro, que a região de Jerusalém se tornou parte do Império Persa.

O Cilindro de Ciro é um importante documento que identifica a política persa de tentar conquistar as simpatias dos povos sob seu domínio, com ações de tolerância religiosa e auto-governo étnico.

BIBLIOGRAFIA

https://www.livius.org/sources/content/cyrus-cylinder/cyrus-cylinder-translation/

Nebo-Sarsequim

Nebo-Sarsequim (Jr 39:3) era um oficial da corte de Nabucodonosor II, rei da Babilônia que teria visitado Jerusalém durante a conquista babilônica.

A Tabuleta de Nebo-Sarsequim (595 a.C.), quirógrafo de controle contábil, parece referir-se a ele:

1,5 minasde ouro, propriedade de Nabu-sharrussu-ukin [Nebo-Sarsequim] , o eunuco-chefe, que ele enviou via Arad-Banitu o eunuco para [o templo de] Esangila: Arad-Banitu entregou para Esangila. Na presença de Bel-usat, filho de Alpaya, o guarda-costas real, [e de] Nadin, filho de Marduk-zer-ibni. Mês 11, dia 18, ano 10 [de] Nabucodonosor, rei da Babilônia.

Algumas traduções dividem os nomes de Jr 39:3 de forma diferente:


E entraram todos os príncipes do rei da Babilônia, e pararam na Porta do Meio, os quais eram Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os outros príncipes do rei da Babilônia.

João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida.

Atualmente, depois dos argumentos convincentes de Bright (1965), esse versículo é traduzido como:

Todos os oficiais do exército babilônio entraram e se sentaram junto ao portão do Meio: Nergal-Sarezer, de Sangar, Nebo-Sarsequim, um dos chefes dos oficiais, Nergal-Sarezer, conselheiro real, e todos os outros oficiais do rei da Babilônia.

Nova Versão Transformadora

BIBLIOGRAFIA

Bright, John. Jeremiah: Introduction, Translation, and Notes. The Anchor Bible, 1965.