William Whiston

William Whiston (1667-1752) foi um teólogo, historiador e matemático inglês, tradutor das obras de Josefo.

Em termos de sua teologia, Whiston era um não conformista que rejeitou muitas crenças oficiais anglicanas e defendeu um retorno à simplicidade da igreja cristã primitiva. Rejeitou a doutrina da Trindade e acreditou que Jesus era um ser humano, não divino. Rejeitou a doutrina da condenação eterna e acreditava que todas as pessoas acabariam se reconciliando com Deus.

A escatologia de Whiston era idiossincrática. Com base em suas leituras do livro de Apocalipse, previu que o fim do mundo ocorreria em 1736. A Segunda Vinda de Cristo seria precedida por um período de grande tribulação, durante o qual o Anticristo subiria ao poder. No entanto, quando suas previsões não aconteceram, revisou seus pontos de vista e concluiu que o fim do mundo ainda estava por vir.

Quadrilátero Wesleyano

O quadrilátero Wesleyano, também conhecido como as quatro fontes de autoridade teológica no Metodismo, é uma estrutura que descreve as quatro fontes primárias de orientação para a compreensão e interpretação da fé cristã dentro da tradição metodista.

Essas quatro fontes são:

  1. Escritura: A Bíblia, composta pelo Antigo e pelo Novo Testamento, é considerada a fonte primária e infalível da doutrina cristã. Os metodistas acreditam que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, revelando o caráter de Deus, o plano de salvação e as instruções para viver uma vida santa.
  2. Tradição: Os metodistas valorizam os ensinamentos e práticas da igreja primitiva e o desenvolvimento contínuo do pensamento cristão ao longo da história. Reconhecem que a tradição pode fornecer informações valiosas sobre a interpretação das Escrituras e a compreensão da doutrina cristã. Contudo, a tradição não é considerada infalível e deve ser julgada pela sua consistência com as Escrituras.
  3. Razão: Os metodistas acreditam que a razão humana é um dom de Deus e pode ser usada para compreender as Escrituras e tomar decisões informadas sobre a fé e prática cristã. A razão serve para analisar textos bíblicos, discernir princípios éticos e envolver-se no discurso teológico.
  4. Experiência: Os metodistas enfatizam a importância da experiência pessoal da graça de Deus e da obra do Espírito Santo na vida de alguém. As experiências pessoais, quando alinhadas com as Escrituras, a tradição e a razão, podem elucidar sobre a natureza de Deus e a vida cristã.

O quadrilátero Wesleyano enfatiza a importância de utilizar estas quatro fontes de forma equilibrada e complementar. As Escrituras servem como base, enquanto a tradição, a razão e a experiência fornecem orientação adicionais. Esta estrutura permite que os metodistas abordem a fé cristã com uma combinação de rigor intelectual, consciência histórica e envolvimento pessoal.

O quadrilátero wesleyano desempenhou um papel significativo na formação da teologia e prática metodista, fornecendo uma estrutura para a interpretação das Escrituras, o desenvolvimento da doutrina e a tomada de decisões éticas.

Johann Jakob Wettstein

Johann Jakob Wettstein (1693-1754) foi um teólogo suíço e biblista.

Wettstein estudou na Universidade de Basel, onde acabou se tornando professor de teologia.

Wettstein fundamentou a crítica textual do Novo Testamento. Ele publicou uma edição em dois volumes do Novo Testamento grego em 1751, que incluía um aparato crítico, ou notas, que comparava cerca de 200 diferentes manuscritos e versões do texto. Ele também publicou vários trabalhos sobre a história do texto do Novo Testamento e os princípios da crítica textual.

Classificou os manuscritos em unciais, minúsculas e lecionários. Listou as variantes, anotando-as em um sistema complexo de aparato.

A abordagem de Wettstein à crítica textual enfatizou a importância de examinar as evidências dos primeiros manuscritos e versões do texto, bem como as evidências internas do próprio texto. Demonstrou que o texto do Novo Testamento foi corrompido ao longo do tempo por copistas que cometeram erros e alterações no texto original. Tal sistema seria revisado por C. R. Gregory (1846-1917).

Sua edição crítica do Novo Testamento grego e seus princípios de crítica textual foram usados ​​por estudiosos posteriores, como Johann Albrecht Bengel e Johann Salomo Semler, em seu próprio trabalho sobre o texto do Novo Testamento.

J. Denny Weaver

J. Denny Weaver (nascido em 1946) é um teólogo americano e professor emérito de Religião na Bluffton University.

Nasceu em Hutchinson, Kansas. Obteve seu PhD em Religião pela Universidade de Chicago.

Contribuiu ao conceito teológico de não violência e pacifismo, particularmente em seu livro “The Nonviolent Atonement”, publicado em 2001. Neste trabalho, argumenta que o foco da teologia baseada na violência e na ideia de que a morte de Jesus era necessária para expiar o pecado humano perpetua um ciclo de violência e reforça estruturas de poder opressivas.

A visão alternativa de expiação de Weaver centra-se na ideia da “narrativa Christus Victor“, que vê a vida e os ensinamentos de Jesus como uma forma de vencer os poderes do pecado e do mal. J. Denny Weaver demonstra a integralidade da justiça social e da pacificação na teologia e na prática cristã.

Outros trabalhos ​​de Weaver incluem “Becoming Anabatist” e “The Ethics of Nonviolence”, ambos os quais exploram a interseção da não-violência e do cristianismo. Suas contribuições para o discurso teológico foram influentes nas tradições anabatista e menonita, bem como em conversas mais amplas sobre o papel da religião na promoção da paz e da justiça.

Womanist Theology

A womanist theology a é um movimento social e teológico que surgiu entre as mulheres afro-americanas nos Estados Unidos.

O movimeno enfatiza as experiências e perspectivas de mulheres negras e procura abordar questões de raça, gênero e opressão de classe. Figuras-chave no desenvolvimento da teologia mulherista incluem Alice Walker, que cunhou o termo “mulherista”, e teólogas como Delores Williams, Katie Cannon e Jacquelyn Grant. Essas teólogas escreveram extensivamente sobre as interseções de raça, gênero e espiritualidade e procuraram recuperar as vozes e experiências de mulheres marginalizadas dentro da tradição cristã.