Aristides de Atenas

Aristides de Atenas (século II dC) foi um apologista cristão.

Escreveu sua Apologia para defender a fé contra as críticas não cristãs e demonstrar superioridade do cristianismo. Sua Apologia destinada ao imperador Adriano é uma das primeiras obras apologéticas cristãs sobreviventes.

Aristides emprega uma abordagem estoica para estabelecer uma conexão entre a harmonia na criação e um Ser Divino responsável por toda a criação e preservação do universo. Em sua visão, esse Ser deve ser eterno, perfeito, imortal, onisciente, o Pai da humanidade e auto-suficiente.

Aristides categoriza a raça humana pré-cristã em três grupos com base em suas ideias sobre divindade e práticas religiosas. Isso inclui os “bárbaros” com seus cultos aos elementos do universo e aos animais, os gregos com seus deuses antropomórficos falhos e os judeus com seu ideal monoteísta, que, embora respeitável, ele considera excessivo na devoção aos anjos e cerimônias externas.

Em contraste, Aristides elogia os cristãos, a quem chama de “nova nação”, por possuírem uma compreensão verdadeira de Deus. Segundo ele, os cristãos acreditam em um Deus que cria todas as coisas por meio de Seu Filho e do Espírito Santo. Elogia suas vidas morais baseadas nos mandamentos de Cristo e destaca sua esperança na ressurreição dos mortos e na vida no mundo por vir.

Aristides destaca a natureza caridosa da comunidade cristã, enfatizando seu papel em justificar a existência contínua e a salvação do mundo por meio de sua intercessão diante de Deus. Apesar de serem uma minoria, os cristãos desempenhando um papel vital no plano divino.

Inicialmente considerada perdida, a Apologia de Aristides foi redescoberta no final do século XIX por meio de versões fragmentadas em armênio e siríaco. Mais tarde, foi identificada como parte da Vida de São Barlaam da Índia, de João de Damasco. A versão grega completa foi reconstruída.

Essa obra foi composta por volta de 125, coincidindo com a visita do Imperador Adriano a Atenas, que levou à iniciação nos Mistérios Eleusinos e à subsequente perseguição aos cristãos locais. Foi atestada por Eusébio e Jerônimo.

Quadrato

Quadrato de Atenas (- 129 d.C.) foi bispo de Atenas e um autor patrístico.

Pouco sabe sobre ele e o que nos chegou ao presente são fragmentos. Segundo Eusébio Quadrato teria sido discípulo dos apóstolos, eleito bispo após o martírio de seu predecessor Públio.

Escreveu Apologia, que aparentemente foi lida ao imperador Adriano para convencê-lo a simpatizar com os cristãos.

Atenas

Atenas, em grego Ἀθῆναι, a principal cidade da região grega da Ática. As únicas menções bíblicas aparecem associadas a Paulo. Ele pregou aos filósofos (At 17:15-18:1), além de aludir a sua passagem por lá (1 Ts 3:1).

O centro comercial, político, religioso e intelectual da cidade era na Acrópole e seus entornos. Alí, templos, a ágora (praça ampla) e o aerópago atraíam mercadores, autoridades e filósofos.

A cidade surgiu como uma pólis na idade do bronze (período micênico), dedicada à deusa Atenas, como o nome indica. Somente com as reformas de Sólon, já na Idade do Ferro, alcançaria o papel de centro comercial e político. Mais tarde, já em tempos de guerras contra os persas e civil entre os gregos, Atenas disputou a liderança com Esparta. Nos períodos helenístico e romano ainda era um centro comercial e filosófico importante.