Bartolomeu

Bar-Tolomai, “filho de Tolomeu” (Βαρθολομαῖος בַּר תַּלְמַי). Variantes do nome aparecem em Josefo. Antiquidades 20.1.1; 14.6.1,15.6. Guerra Judaica 1.16.5; bem como em Inscrições nabateias (Lidzbarski 1898, p. 386). O nome Talmai aparece no Texto Massorético para um dos filhos de Anaque (Nm 13:22; Js 15:14; Jz 1:10) e para um rei de Gesur e avô de Absalão (2 Sm 3:3; 13:37. 1 Cr 3:2).

Foi um dos doze apóstolos (Mt 10:3; At 1:13). Supõe-se que seria o mesmo que Natanael. Nos evangelhos sinóticos, Filipe e Bartolomeu são sempre mencionados juntos, enquanto Natanael nunca é mencionado; no evangelho de João Filipe e Natanael são mencionados juntos, mas não Bartolomeu.

Bartolomeu testemunhou Jesus ressurreto no Mar de Tiberíades (João 21: 2) e sua ascensão (Atos 1: 4, 12, 13). É tratado como um verdadeiro israelita (João 1:47).

Mateus

Mateus, também chamado Levi, era um dos doze discípulos de Jesus. Mateus aparece nas quatro listas apostólicas (Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 6:14-16; At 1:13).

A vocação de Mateus aparece em Mt 9:9, quando sua ocupação é identificada como a de cobrador de impostos (Mt 10:3). Nos relatos paralelos (Mc 2:13-14; Lc 5:27-28), no entanto, o nome do cobrador de impostos é Levi (o filho ou irmão de Alfeu, segundo Marcos). Se Mateus e Levi são a mesma pessoa, então Mateus seria o “filho (ou irmão) de Alfeu” (Mc 2:14) e, portanto, talvez o irmão de Tiago (não Tiago, irmão de João e filho de Zebedeu).

A tradição credita a Mateus a composição do Evangelho anônimo que leva esse nome. Entretanto, há dificuldades de vincular as primeiras tradições de que Mateus tenha compilado registros do ministério de Jesus com esse Evangelho.

Pedro

Chamado de Simão e Cefas (forma aramaica de Pedro, “rocha”), foi um dos mais proeminentes discípulos de Jesus e um dos apóstolos.

Confessou que Jesus era o messias de Israel (Mt 16: 16-23), mas negou Jesus três vezes antes da crucificação (Mt 26: 69-75; Mc 14: 66-72; Lc 22: 54-62; Jo 18: 25-27). Todavia, teve uma conversa com Jesus após sua ressurreição (Jo 21:15-17).

Ocupou uma posição de líderança da igreja primitiva de Jerusalém, onde fez discursos evangelísticos públicos (At 2–4). Participou da conversão de Cornélio (At 10). Esteve na assembleia que discutiu as obrigações dos convertidos gentios (At 15). Duas epístolas, 1 e 2 Pedro, recebem seu nome.

Não há registros neotestamentários ou históricos sobre o final de sua vida.

A tradição registrada a partir de 160 d.C. de que Pedro esteve em Roma não é corroborada por textos anteriores da igreja em Roma (1 Clemente, Justino Mártir, Ignácio de Antioquia, literatura marcionita, Papias, por exemplo). Com Irineu de Lyon, Dionísio de Corinto, Clemente de Alexandria (final do século II e início do século III) surge essa tradição de sua estada e morte em Roma. Detalhes lendários sobre sua morte aparecem no Bellum Judaicum, uma paráfrase de Josefo escrita em latim no século IV e atribuída a certo Hegésipo, com relatos de uma perseguição em Roma movida por Nero na qual teria morrido Pedro.

Outra tradição diz que Pedro esteve em Antioquia e colocou seus sucessores lá. (Teodoreto. “Dial. Immutab.1, 4, 33a; João Crisóstomos. Homilia sobre Santo Ignácio, 4. 587). Essa versão é viva nas igrejas de tradições bizantinas e siríacas.