O Levante ou Síria-Palestina é a a região onde o Mediterrâneo oriental liga a Anatólia ao Egito. Na acepção atual termo compreende o Chipre, Síria, Israel, Jordânia, Líbano, Palestina, sul da Turquia e norte do Sinai.

VEJA TAMBÉM
O Levante ou Síria-Palestina é a a região onde o Mediterrâneo oriental liga a Anatólia ao Egito. Na acepção atual termo compreende o Chipre, Síria, Israel, Jordânia, Líbano, Palestina, sul da Turquia e norte do Sinai.

VEJA TAMBÉM
A maior parte da Bíblia foi escrita em hebraico, alguns trechos em aramaico e o Novo Testamento em grego koiné. As duas primeiras línguas descendem do Proto-Semítico, um conjunto de dialetos que teria sido falado entre 3750 e 2800 a.C., constituindo um ramo do Proto-Afro-Asiático, outro proto-língua que foi falada entre 16.000 e 10.000 a.C., provavelmente no noroeste da África. Por sua vez, o grego descende do Proto-Indo-europeu, o qual foi falado por pastoralistas que viviam próximo ao Mar Negro entre 4500 e 3500 a.C. Outras línguas indo-europeias com relevância bíblica são o hitita (provavelmente os mesmos heteus bíblicos) e o persa.
Movimento, sistema teológico e denominações cristãs com raízes na Reforma nos países germânicos no século XVI.
O movimento ganhou uma identidade com o ato de Martinho Lutero (1483-1546) disseminar suas 95 teses em 1517 na Alemanha. Contudo, muitos luteranos preferem a designação evangélico, como por exemplo na Igreja Evangélica Alemã, a maior denominação luterana da Alemanha.
TEOLOGIA
As raízes da teologia luterana vêm da Devotio Moderna, da Theologia Germanica, do humanismo renascentista e do neo-agostianianismo. Tematicamente, é uma teologia centrada na justificação pela fé mediante a graça.
Iniciada com os escritos de Martinho Lutero, o luteranismo ganhou corpo doutrinário sistemático com a obra Loci Communes de Filipe Melâncton. Outros documentos fundantes foram o Catecismo menor (1529) e a Confissão de Augsburgo (1530). Depois de várias disputas teológicas, o luteranismo encerrou sua fase de produção teológica distintiva com o Livro de Concórdia (1580). Nesse compêndio aparecem credos históricos (Apostólico, Niceno e Atanasiano), a Confissão de Augsburgo, a Apologia da Confissão de Augsburgo, os Artigos de Esmalcalde, o Tratado sobre o Poder e o Primado do Papa, o Catecismo Menor e o Catecismo Maior de Lutero e a Fórmula de Concórdia (Declaração Sólida e Epítome).
Desdobramentos posteriores (a escolástica luterana, o pietismo, o racionalismo, a teologia liberal, o confessionalismo, os avivamentos) resultaram em várias obras teológicas. Contudo, a fase de produção de teologia com caráter confessional no luteranismo encerrou-se com o Livro de Concórdia.
A teologia luterana caracteriza-se por uma série de relações dialéticas:
LITURGIA, ECLESIOLOGIA E PRÁXIS
A Reforma luterana teve como pináculo uma renovação no culto. Foi adotado o uso da língua vernácula, priorizou o canto congregacional e enfatizou a
pregação.
Centrado na doutrina da justificação pela fé mediante a graça, a vida espiritual luterana desdobra-se dessa doutrina. Assim, no luteranismo há uma crença em uma salvação objetiva: não há meios humanos para se obter a salvação. A fé, a pregação da Palavra e os sacramentos são meios que levam a relação de salvos em Cristo.
O culto seria a resposta ao batismo, pois revela a promessa incondicional de Deus de estar para sempre com aqueles que confiam em Deus em Cristo.
O batismo e ceia do Senhor são os dois únicos sacramentos. Cristo está presente no, com e sob os elementos da ceior, A Igreja é manifesta localmente onde os sacramentos sejam apropriadamente administrados e a Palavra diligentemente pregada, irrespectivo das variantes ou ordens litúrgicas.
O luteranismo retém o batismo das crianças porque demonstraria que a graça de Deus não é condicionada pela resposta humana.
As denominações luteranas tendem a ser sinodal. Nesse regime, representantes leigos e ordenados discutem e deliberam a gestão da Igreja em vários níveis: paróquias, região e nacionalmente. Em países onde houve igrejas luteranas estatais há uma confluência da organização sinodal com uma estrutura episcopal. Alguns grupos menores adotam uma posição congregacionalista. Há também fortes movimentos internos leigos, organizados e geridos por membros não ordenandos.
Estima-se que haja cerca de 80 milhões de luteranos no mundo. Suas maiores denominações são as seguintes:
BIBLIOGRAFIA
Courey, David J. What Has Wittenberg to Do with Azusa? : Luther’s Theology of the Cross and Pentecostal Triumphalism. New York: Bloomsbury T&T Clark, 2015.
Jackelén, Antje. “The need for a theology of resilience, coexistence, and hope.” The Ecumenical Review 71.1-2 (2019): 14-20.
Livro de concórdia: as confissões da Igreja Evangélica Luterana. São Leopolodo, Editora Sinodal, 2021.
Melanchthon, Filipe. Loci Theologici: Tópicos Teológicos, de 1521. Tradução de Eduardo Gross. Editora Sinodal; EST,2018.
Martinho Lutero (1483- 1546) foi um reformador protestante alemão. Anteriormente um monge e sacerdote católico, iniciou a Reforma luterana em 1517 com suas Noventa e Cinco Teses .
Era professor de teologia na Universidade de Wittenberg, Saxônia. Debateu com dominicano Johann Tetzel contra sua venda de indulgências. Sua rejeição à retratação exigida pelo papa Leão X em 1520 e pelo imperador Carlos V em 1521, causou sua excomunhão e perseguição.
Amparado pela nobreza alemã, Lutero prosseguiu com a Reforma.
Lutero ensinou que a salvação não é obtida por meio de mérito das obrass, mas apenas pelo dom gratuito da graça de Deus por meio da fé em Jesus. Sua teologia contrariava a autoridade do papa da Igreja Católica, ao ensinar que a Bíblia é a fonte primária para a doutrina cristã. Argumentava o sacerdócio universal do crentes em oposição a um papel privilegiado ao clero católico.
Sua tradução da Bíblia para a língua alemã marcou a padronização da língua alemã, a popularização da escrita e leitura, a propagação das ideias reformadoras e impulso para outras traduções em diversas línguas.
A costa do norte da África no Mar Mediterrâneo, a oeste do Egito. Mais tarde, os gregos chamaram de Líbia toda a África. O atual país corresponde a três regiões históricas: a Cirenaica, a Tripolitânia e a Fazânia.
A região é habitada historicamente por povos bérberes. A região costeira de Pentápolis ou Cirene era uma região rica e em intenso contato com os mercadores gregos e fenícios, os quais fundaram colônias na região. No interior, formou-se o império de Garamantes na Fazânia.
Os líbios participaram da invasão de Judá liderada pelo Faraó Sisaque do Egito (2Cr 2:12) contra Roboão por volta de 918 a.C. Forças semelhantes foram posteriormente derrotadas por Asa de Judá (2 Cr 16:8). Guerreiros de Pute (possivelmente na Líbia) lutaram ao lado dos etíopes e egípcios quando os assírios capturaram No-amon (Tebas) em 663 aC (Na 3:9;Ez 30:5). Nessa ocasião, Ezequiel esperava a destruição da Líbia (Ez 30:5) juntamente com a do Egito e seus vizinhos. Naum relembrou sua aliança com o Egito contra a invasão da Assíria (Na 3:9). Daniel (Dan 11:43) viu líbios servindo ao “rei do norte” junto com egípcios e etíopes.
Ptolomeu I enviou grande uma considerável quantidade de colonos judeus para viver na região de Cirene, na Líbia. A comunidade era tanta que, de acordo com Estrabão, nos tempos de Sulla (c. 85 a.C.) a sociedade era dividida entre cidadãos, camponeses, estrangeiros e judeus. Uma revolta dos judeus durante o reinado de Trajano (117 d.C.) resultou em uma guerra civil e massacre que deixou a região relativamente despovoada.
Simão Cirineu, ou seja, originário de Cirene, carregou a cruz de Jesus (Marcos 15:21).
A língua da Líbia foi ouvida no Pentecostes (At 2:10), tendo os cirineus sua própria sinagoga em Jerusalém (At 6:9). Paulo navegou pela costa de Sirte (At 27:17). Os cristãos cirineus destacavam-se em Antioquia (At 11:20; 13:1), de onde veio Lúcio de Cirene, tradicionalmente dito ser seu primeiro bispo.
Uma tradição posterior diz que o evangelista Marcos era nativo de Cirene.
O bispo Sinésio de Cirene (410-414) foi um intelectual que correspondia com Hipátia de Alexandria. A presença cristã é atestada até o início do século VII, sendo Leôncio seu último bispo registrado na época da chegada do islã.
A Líbia passou por séculos de dominação árabe e otomana, além da invasão italiana. Ganhou a independência no século XX para tornar-se uma nação rica. Contudo, a guerra civil no início do século XXI levou o país à ruína.