Théodore Monod (1836–1921) foi um pastor protestante francês promotor do Movimento de Keswick.
Filho do pastor avivado livre Frédéric Monod, Théodore inicialmente estudou direito, mas seguiu uma formação ministerial no Western Theological Seminary em Alleghany, PA.
De 1860 a 1863, Théodore trabalhou entre os franco-canadenses em Illinois. Ao voltar para Paris, assume o pastorado na igreja de seu pai em 1875.
Aderiu ao movimento de Vida Superior influenciado por Robert Pearsall Smith, sendo um orador popular nas reuniões campais de Keswick. Escreveu vários livros de edificação, poesias e hinos.
O memorialismo, frequentemente associado à perspectiva teológica conhecida como zwinglianismo, é uma doutrina relativa à natureza da Ceia do Senhor.
De acordo com este ponto de vista, os elementos da Eucaristia servem apenas como um memorial, sem nenhuma crença na presença real de Cristo no pão e no vinho sacramentais.
O raciocínio bíblico é que na Santa Ceia do Senhor há o propósito de ser um memorial ao corpo e sangue de Cristo (Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:24–25). Portanto, não há consumo real do corpo físico e do sangue de Cristo. Cristo não poderia estar fisicamente presente na comunhão, pois está à direita do Pai (Hebreus 8:1; 10:12).
Esta divergência emergiu durante o Colóquio de Marburg em 1529, quando Lutero, Zwingli e Ocolampádio se envolveram em extensos debates, mas não conseguiram chegar a uma resolução. A discordância sobre a interpretação da frase “este é meu corpo e sangue” ressaltou o impasse teológico entre Lutero, que defendia uma compreensão literal, e Zwingli, que a via como um tropo retórico.
A perspectiva de Zwingli postulava que o termo “é” no contexto da Eucaristia deveria ser interpretado como “significa”. Apesar das discussões no Colóquio de Marburgo terem mostrado alguns progressos, um consenso sobre este ponto crucial permaneceu indefinido. Contudo, é digno de nota que Zwingli não rejeitou inteiramente a noção da presença de Cristo na ceia. Depois do colóquio, Zwingli afirmou a sua crença na “presença real” de Cristo, como evidenciado em obras como “Um Relato da Fé” (1530) e “A Carta aos Príncipes da Alemanha” (1530). Esta mudança de ênfase para a natureza “divina e sagrada” do pão e do vinho refletiu a compreensão sutil de Zwingli, resumida em sua afirmação de que a Ceia do Senhor está incompleta sem a presença genuína de Cristo.
O termo “anamnese simbólica” ou simbolismo foi proposto para designar a visão do próprio Zwingli, distinguindo-a do que é comumente referido como “memorialismo simbólico”, sinônimo de zwinglianismo. Esta distinção serve para categorizar a perspectiva matizada de Zwingli dentro do panorama teológico mais amplo, oferecendo uma visão sobre as posições doutrinárias em evolução que cercam a interpretação memorialista da Ceia do Senhor.
Massorá parva (pequena) e massorá magna (grande) são notas marginais feitas pelos massoretas, copistas eruditos judeus medievais, no texto bíblico hebraico.
Por volta de 600 d.C., os massoretas desenvolveram um sistema de vogais e marcas de acento para registrar com precisão a pronúncia e o significado das palavras bíblicas.
Os massoretas também marcaram situações contra erros de cópia e correções de erros existentes. Os massoretas empregavam técnicas e metodologias das anotações críticas alexandrinas e do cristianismo, similar a Orígenes, Jerônimo e do Livro siríaco de Palavras e Leituras (Smohe w-qroyoto).
A massorá parva são notas detalhadas sobre variantes de escrita (ortografias), informações sobre a frequência de determinadas palavras e até mesmo orientações sobre onde consideravam necessária uma leitura diferente do texto consonantal transmitido.
A massorá magna são listas de passagens inteiras do texto bíblico com alguma variante ortográfica característica, uma sequência particular de palavras ou outra peculiaridade. Aparecem no topo e no pé das páginas dos manuscritos massoréticos.
Frédéric Monod (1794- 1863) foi um pastor reformado e da Igreja Livre genebrino naturalizado francês, e participante do Avivamento Continental.
Frédéric era o irmão mais velho do ministro Adolphe Monod e sua família possuiu várias figuras de destaque na vida da Igreja e pública. Foi pai de Theodore Monod, também pastor e promotor do movimento de Keswisck.
Enquanto estudava teologia em Genebra, foi influenciado pelo ministro escocês Robert Haldane. De 1820 a 1849 foi pastor da Igreja Reformada em Paris. Em 1849, junto com Agénor de Gasparin, fundou a União das Igrejas Evangélicas Livres da França.
Annie Wright Marston, também Annie Westland Marston (1852 – 1937) foi uma autora, apoiadora de trabalho missionário, teóloga e professora de escola dominical inglesa.
Filha de um pastor e médico batista, envolveu-se com o movimento de Keswick. Em 1877, enquanto lecionava a escola dominical para meninas em Keswick, suas pupilas pediram versos da Bíblia para memorizar durante a semana. A prática teve tão grande retorno que Annie escreveu para Children’s Special Service Mission para publicar cartões ou filipetas com listas de versos bíblicos para a memorização infantil.
A prática de memorização de versos, seus cartões e sua recitação semanal antecedem os recitativos dos salmos presentes nas reuniões de jovens da Congregação Cristã.
A irmã de Annie, Eleanor Agnes Marston viajou como missionária em 1887 da Missão do Interior da China. Eleanor conheceu e casou-se com seu colega missionário Cecil Charles Polhill. Cecil era um dos chamados Cambridge Seven, jovens aristocratas que fizeram um voto de serem evangelistas e missionários. O casal desenvolveu várias missões evangelísticas e sociais na China e no Tibete, mesmo enfrentando violência. Cecil ainda visitaria Azusa Street e foi um dos pioneiros pentecostais no Reino Unido.
Veio de uma família ávida pela literatura. O avô Stephen Marson, também pastor batista, criou uma escola e biblioteca. O tipo John Marson e o primo Phillp Burke Marson foram literatos. Annie manteve a tradição familiar, sendo escritora de diversos gêneros.
Annie escreveu vários hinos que eram cantados nas convenções de Keswick. Autorou três livros didáticos que ensinavam geografia, história e antropologia da China, Índia e África para crianças. Inovou ao escrever sob a perspectiva das crianças desses países e sintetizar informações que ela recebia de primeira mão de seus contatos missionários.
Escreveu ainda outros livros (alguns sob pseudônimos) visando a educação moral das crianças, especialmente meninas.
Coautorou a biografia de sua irmã Eleonora e escreveu um livro sobre o Tibete.
Suas reflexões teológicas centravam-se na ação do Espírito Santo, ministério e missão — tópicos sobre os quais também publicou.