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O livro de 2 Samuel continua a narrativa da emergência da monarquia unida de Israel. O foco é na pessoa, aventura e ascenção política de Davi. Em perspectiva de sua narrativa teológica, a queda da Casa de Saul — creditada a uma séries de erros e transgressões — serve de prólogo para o estabelecimento de Sião como local de culto a Deus e sua perpétua aliança com a Casa de Davi, apesar de suas transgressões.
Davi é registrado como uma candura e amor sincero, mesmo para com a Casa de Saul que o perseguiu, mas apresenta um lado ímpio nas maquinações que levaram à morte de Urias e seu relacionamento com Betseba.
O livro de 2 Samuel provavelmente fazia parte integral da coleção que é o livro de 1 Samuel e, talvez, da mesma coleção com os livros dos Reis. Esses quatro livros na versão grega antiga (Septuaginta) são chamados de quatro Livros dos Reinados.
O livro de 1 Samuel registra a emergência da monarquia israelita.
Na história social e política é o retrato da transição de uma sociedade tribal para uma de chefaturas hereditárias que cuminaria em estado pleno durante o período salomônico. Nessa transição, Samuel — profeta, sacerdote e juíz (líder político) — seria substituído pela dinastia de Saul.
Na narrativa teológica é o registro do aperfeiçoamento da aliança divina com o povo de Israel. A demanda por um monarca teve suas consequências não desejadas, mas apresenta uma manifestação da graça de Deus. O zelo de Saul é contrastado com graça encontrada em Davi.
O livro de 1 Samuel originalmente deve ter sido um só com 2 Samuel. Na Septuaginta aparece como 1 Livro dos Reinados, da série de quatro livros que correspondem 1 Sm a 2 Re.
Livro e personagem bíblico, Rute é um romance do ponto de vista do quádruplo de vulnerabilidade: a pobre, a viúva, a estrangeira e a órfã. A viúva Rute deixa seu país, Moabe, acompanhando sua sogra para o país dos israelitas. Lá se casa com Boaz e o casal seria ancestrais do rei Davi.
O final feliz meio às adversidades prova a fidelidade do voto de Rute à sua sogra: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 1:16-17).
No cânone da Septuaginta e cristão o Livro de Rute aparece entre o Livro de Juízes e o livro de 1 Samuel. Já no cânone hebraico Rute aparece entre os Escritos (Ketuvim ou Hagiógrafa), da mesma época de Esdras, Neemias e Crônicas. Essa classificação como Hagiógrafa indica ser uma composição tardia e oferece um interessante contraponto à política contra casamentos mistos desse período. Entretanto, a configuração do Livro de Rute em conjunto com outros livros da História Deuteronomística apresenta uma harmonia sem igual, pois se trata da aplicação prática da Torá tanto materialmente quanto processualmente.
Os cumprimentos das obrigações éticas, legais, morais e de justiça social instruídas aos israelitas servem como exemplo de como deveriam ser cumpridas a Torá, a instrução ou lei, de Deus.
O Livro de Juízes é uma coleção de narrativas sobre Israel no período dos juízes, após sua entrada na Terra Prometida sob Josué, antecedendo o período da monarquia.
Está estruturado em uma série de episódios com um padrão comum: Israel peca, é punido com a sujeição a um opressor estrangeiro, clama a Deus, tem um libertador enviado para expulsar o opressor.
Dois termos hebraicos são traduzidos como “juiz” em português. Um, dan, tem a conotação mais familiar em contextos jurídicos. Outro termo, sophet, implica em vingador, aquele que corrige as coisas. Esse termo reflete o papel do vingador em sociedades onde a vendetta (a vingança movida pelos parentes mais próximos da vítima) seja uma instituição jurídica. Assim, sophetim pode ser aplicado tanto a libertadores militares quanto a magistrados.
Apenas Débora é retratada como administradora da justiça nesse livro. Mais tarde, Samuel também é retratado perfazendo um circuito. Entretanto, no livro de juízes, a liderança militar e política são muito mais importantes.
Surpreendentemente, nenhum dos doze líderes de Israel são chamados de “juiz” após a introdução (2:16-19). Apesar disso, nove “julgaram” Israel, e o Senhor é chamado de “juiz” em 11:27.
Os ciclos narrativos cobrem o estabelecimento na Terra (1-3:6); os primeiros juízes Otniel, Eúde, Sangar (3:7-31); Débora e Baraque (4-5); o ciclo de Gideão e Abimeleque (6-9); os juízes Tolá, Jair, Jefté, Ibsã, Elom e Abdom (10-12); e a saga de Sansão (13-16). Termina com relatos de migração, idolatria e guerra civil (20-21).
O livro é anônimo. Uma tradição talmúdica o atribui a Samuel. Exames internos e linguísticos atestam ao menos duas redações, sendo uma provavelmente pré-exílica e outra exílica ou pós-exílica.