Versões coptas

As versões coptas da Bíblia feitas no conjunto de dialetos egípcios pós-helenistas figuram, talvez, entre as primeiras a serem traduzidas.

A língua copta é derivada do egípcio antigo. Durante o período helenístico começou-se a utilizar o alfabeto unical grego, mais sete caracteres retirados do demótico egípcio. Como língua corrente, foi a língua majoritária do Egito até o final do primeiro milênio d.C., quando gradativamente foi suplantada pelo árabe. No século XVII deixou de ser falada no cotidiano, mas permaneceu como língua litúrgica dos cristãos coptas.

Tanto o Antigo e o Novo Testamento foram traduzidos para cinco dos dialetos do copta: boárico (norte), faiúmico, saídico (sul), acmímico e mesoquêmico (meio do Egito). Quase em sua totalidade foram utilizados papiros.

São testemunhas importantes para a história textual. O cânon é semelhante às outras grandes versões, mas a ordem dos livros diferem em alguns casos.

A ordem dos livros no cânon boárico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Tessalonicenses e 1 Timóteo), epístolas católicas, Atos e Apocalipse (embora o Apocalipse conste em relativamente poucos manuscritos).

As versões em saídico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Coríntios e Gálatas), epístolas católicas, Atos e Apocalipse.

Louis Cappel 

Louis Cappel ou Ludovicus Cappellus (1585 – 1658) foi um pioneiro tratamento puramente filológico e científico do texto da Bíblia e professor da Academia de Saumur.

Nasceu em uma família de huguenotes nobres refugiados em Sedan. Estudou hebraico e viajou pela Alemanha e Holanda antes de tornar-se professor em Saumur, onde foi colega de Amyraut.

Suas obras publicadas são:

“Arcanum Punctationis Revelatum”, publicado anonimamente por Thomas Erpenius, em Leiden, em 1624. Demonstrou conclusivamente que a vocalização do texto hebraico era algo tardio, bem como a escrita quadrada dos manuscritos massoréticos eram posteriores à escrita paleohebraica dos samaritanos.

“Critica Sacra”, impresso em Paris, em 1650. Demonstrou que o texto consonantal massorético teve uma transmissão praticamente sem erros, mas que as edições contemporâneas precisavam serem corrigidas comparando versões e pelo método conjectural. Assim, distinguiu entre os autógrafos e os textos atuais nas línguas originais.

Confissões bíblicas

Em grego o termo homologeō, confesso, (e seus correlatos confissão, confessar) aparece com dois sentidos no Novo Testamento e na Septuaginta:

  • Reconhecimento de culpa, do pecado.  1 Jo 1:9; Lc 15:21, cf. 2 Sm 12:13; Sl 32:5.
  • Reconhecimento pessoal ou público de uma crença. Rm 10:9; Mt 16:15-16, Jo 9:22; 12:42-43.

Nesse último sentido, temos algumas confissões importantes nas Escrituras.

Milla Clemensdotter

Milla Clemensdotter (1812–1892) ou Maria da Lapônia foi uma renovadora da Igreja Luterana Sueca. Uma nativa sami, teve uma influência significativa na vida espiritual de Lars Levi Laestadius.

Quando nasceu, seu pai era alcoólatra e a família perdeu todas as suas propriedades. Após a morte de seu pai em 1817, sua mãe se casou novamente. Aos seis anos foi morar com diversas famílias, passando por vários sofrementos.

Mais tarde,Maria juntou-se a um movimento de avivamento marcado por influências pietistas e morávias, parte de um grupo conhecido como “Leitores”. Em 1840 casou-se. Quatro anos depois encontrou e influenciou Lars Levi Laestadius, dando origem ao laestadianismo.

Em 1865, o casal vivia em Halmøya em Flatanger (então parte de Fosnes) e em Namdalen como nômades pastores de renas.

Carolina Dalgas

Carolina Dalgas (1832 -1893) educadora, tradutora e hinista evangélica italiana de origem dinamarquesa.

Nasceu em Livorno em uma família reformada franco-dinamarquesa. Seu pai era o cônsul Jean Antoine Dalgas (1788-1835) junto ao governo da Toscana. Com a morte do pai, Carolina foi confiada ao tio paterno por sua mãe, quando o resto de sua família retornou à Dinamarca.

Carolina foi ativa da Igreja Evangélica de Livorno. Foi instrutora e depois coordenadora nas escolas primárias valdenses e na escola dominical. Escreveu para revistas infantis, além de traduzir, compor e compilar hinos da L’Arpa Evangelica (1867).

É autora dos hinos “Senhor, preciso mais da tua luz” e “Eu Sou um cordeirinho” .

Foi diretora do Liceu Feminino de Torre Pellice, do Colégio Feminino Anglo-Romano e do Instituto de Roma.

BIBLIOGRAFIA

Dalgas, Enrico. Familien Dalgas, 1891

Carolina Dalgas. Dizionario Biografico dei Protestanti in Italia. Società di Studi Valdesi.