O Espírito Santo a revelação — ainda que elusiva — da presença de Deus no mundo e entre os seguidores de Deus. Nas Escrituras Hebraicas o Espírito Santo aparece como agente na criação (Gn 1:2; Sl 33:6; Ez 37:1-10); atua como fonte de inspiração e poder entre várias pessoas em Israel; e permanece como presença de Deus entre o povo ( Ez 11:14-21). No Novo Testamento é o Espírito de Deus que reveste de poder a Jesus como o Messias (Mt 3:13-17; Mt 12:28) e capacita a igreja para sua missão (Atos 2).
Na concepção cristã o Espírito Santo é uma Pessoa, no sentido de que possui vontade, inteligência e manifestação distintas. Assim, não se trata uma força ou energia, mas uma Pessoa (em grego hipóstase, não confundir Pessoa com indivíduo ou com o sentido popular dessa palavra em português) da Divindade Triúna,
O judaísmo rabínico identificou o Espírito Santo (hebraico Ruach ha-Kodesh) com a personificação da Glória de Deus (hebraico Shekinah) manifestada em 1 Sm 10:5-6, Is 6:1, Jr 14:21, Ez 8:4, Lc 2:9, Jo 17:22. Igualmente, tradições tardias identificaram a Sabedoria de Deus (em grego Sophia) (Pv 1:20–33; 8:1—9:12; 3:19; cf. Mt 11:19) com o Espírito Santo. No período do Segundo Templo consolidou-se o entendimento que considerava o Espírito Santo como uma hipóstase (Sabedoria de Salomão 9:17; Martírio de Isaías 5:14; 4 Esdras 14: Salmos de Salomão 17:42; Documento de Damasco 2:1).
O Espírito Santo é criador (Gn 1:2; Jó 26:12-13; 33:4; S 104:27-31). Concede poder e inspira (Gn 41:38-39, Êx 28:3; 35:31; Dt 34:9, Jz 14:6, 19; 15:14-15; Is 61:1; Ez 2:1-2; Mq 3:8; Zc 7:12) e revela (1 Co 2:10). É onipresente (Sl 139:7-10). Assim, sendo igual e consubstancial com o Pai e o Filho, o Espírito Santo exerce poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória, e digno de receber ações de graças (cf. com os atributos ao Cordeiro de Deus em Ap 5:12).
Nomes, títulos e ação
Nas Escrituras o Espírito Santo não possui um nome próprio, por essa razão é referido por várias designações. Esses nomes remetem às ações, atributos, manifestações e propósitos do Espírito Santo.
Espírito Santo: Sl 51:11; Lc 11:13; Ef 1:13; 4:30. O vento, fôlego ou sopro – em latim Spiritus e em grego Pneumos – dão uma ideia que remete aos ventos que entre os povos do deserto significava a vida ou a morte: traziam a água ou destruíam tudo nas tempestades de areia quente como o vento simum (cf. Is 40:7, Sl 103-15-18, Jr 4:11, Os 6:3). Com um vento abriu o Mar Vermelho (Êx 14:21). Como fôlego, Deus dá o sopro da vida (Gn 2:7, Ez 37:9-10).
Os Sete Espíritos de Deus: Em Ap 1:4 o Espírito Santo é referido como os Sete Espírito de Deus, cujas designações aparecem em Is 11:2 “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor”.
Paracleto ou Paráclito: traduzido como Consolador (Jo 14:15-26; 15:26; 16:7) ou Advogado (1 Jo 2:1).
A inspiração do Todo-Poderoso: Jó 33:4.
A virtude do Altíssimo: Lc 1:35.
Espírito da glória de Deus: 1 Pe 4:14.
Espírito da graça: Zc 12:10; Hb 10:29.
Espírito da verdade: Jo 14:17; 15:26.
Espírito de adoção: Rm 8:15.
Espírito de ardor: Is 4:4.
Espírito de Cristo: Rm 8:9; 1 Pe 1:11.
Espírito de Deus: Gn 1:2; 1 Co 2:11; Jó 33:4.
Espírito de juízo, de justiça: Is 4:4; 28:6.
Espírito de profecia: Ap 19:10.
Espírito de sabedoria e de revelação: Is 11:2; Ef 1:17.
A escravidão é um tema delicado que existe ao longo da história da humanidade, e a Bíblia não é exceção. A Bíblia contém passagens que mencionam a escravidão, e é importante entender o contexto em que foram escritas. Escravo ou servo não são conceitos distintos nas línguas e tempos bíblicos.
No Antigo Testamento, a escravidão era uma parte aceita da sociedade. A escravidão era uma forma de as pessoas pagarem dívidas ou serem punidas por crimes, ou de apreensão de prisioneiros de guerra. Pessoas pobres vendiam-se como escravas a si ou seus filhos ou ainda se podia nascer cativo. Os escravos eram considerados propriedade e podiam ser comprados e vendidos. No entanto, a Bíblia também contém leis que protegiam os escravos de maus-tratos. Por exemplo, no livro do Êxodo, prescreve que os escravos devem ser tratados com bondade e respeito, bemo os regulamentos de servidão em Lv 25:25 e 25:39, além da libertação no Ano do Jubileu (Lv 25:40).
Há ocasiões de redenção de servos, como o servo de Abraão, Eliezer, em Gênesis 24:1–66, e a jovem israelita que serviu à esposa de Naamã em 2 Reis 5:2–3.
Venda dos próprios filhos: Êx 21:7 diz que um pai israelita poderia vender sua filha como escrava. O filho de uma viúva poderia ser vendido como tal para pagar a dívida de seu pai (2 Re 4:1).
Vender-se como escravos: tanto homens quanto mulheres podiam se vender como escravos (Lv 25:39, 47, Dt 15:12-17).
Relatos arrativos Agar, a serva de Sara, em Gn 16:1–15; 21:8–21; 25:12; Gl 4:30.
Parábolas, Mt 13:24–30; 18:23–35; 24:45–51; Marcos 13:34–36; Lucas 12:37–48.
Poesia como em Sl 116:6; 123:2.
Literatura profética condena os proprietários de escravos que ignoraram a regra do Jubileu e forçaram seus compatriotas a se tornarem escravos novamente (Jr 34:16).
Literatura de sabedoria (Pv 22:7; 30:22).
Em sociedades escravocratas, ao menos pertencer à casa ou família notável implicava em transmitir algum status aos escravizados. Nesse sentido, há linguagem de escravidão com conotações positivas quando relaciona Israel como sujeito ao senhorio divino (Is 43:10), ou Moisés (Js 14:7), Davi (Sl 89:3; cf. 2 Sm 7: 5, 8) e Elias (2 Reis 10:10); chamados “servos (ou escravos) do Senhor”. Jesus e Paulo usam a figura de escravos com aspectos positivos. Por exemplo, Jesus retrata um verdadeiro seguidor como um servo ou escravo (Mc 10:42-44; Lc 17:7-10) e compara a escravidão ao discipulado (Mt 10:24-25).
Paulo instrui os escravos a obedecerem a seus senhores como obedeceriam a Cristo, mas também exorta os senhores a tratarem seus escravos com justiça e bondade. No livro de Filemom, Paulo escreve a um dono de escravos, exortando-o a libertar seu escravo Onésimo e tratá-lo como um irmão em Cristo.
BIBLIOGRAFIA
Alencar, Gedeon Freire. Filemom: Está Carta Deveria Ter Sido Escrita? Recriar, 2022.
Fitzmyer, J. A. The Letter to Philemon: A New Translation with Introduction and Commentary. New Haven: Yale University Press, 2000.
Harrill, J. Albert. Slaves in the New Testament: Literary, Social, and Moral Dimensions. Minneapolis: Fortress, 2006.
Hezser, C. Jewish Slavery in Antiquity. New York: Oxford University Press, 2006.
Cidade e cilização na Síria-Palestina. Foi um dos primeios estados dessa civilização, desde sua fundação c. 3500 até seu abandono no século VII a.C.
Localizada em uma aldeia atual próxima a Alepo, a cidade foi escavada a partir de 1964 e tornou-se famosa pelo arquivo de mais de 20.000 tabuletas cuneiformes encontradas, datadas a maioria de entre c.2500 e 2250 a.C. Trata-se também do mais antigo arquivo conhecido e organizado especificamente com propósito arquivístico. Ainda não foi totalmente processado.
Era uma sociedade complexa, com práticas de contratos, cartas e literatura. Menciona o panteão cananeu como Dagon, Shamash, Reshef, Hadad, Ashtarte, Moloch, Koshar, Asherah, Kemosh, além de mencionar práticas de necromancia (yid’oni) e do Sheol.
A Estela de Mesa (Messá ou Mesha) também chamada de Pedra Moabita.
Esta rocha de basalto com uma inscrição em moabita — uma variante da língua cananeia da qual o hebraico faz parte — registra a revolta do rei moabita Mesa contra o Reino de Israel da dinastia dos omritas depois da morte de Acabe.
A estela foi erigida na dedicação do templo do deus moabita, Quemós, na cidadela de Qeriḥo. Vale notar que descreve a destruição de templos israelitas em Atarote e Nebo bem como o saque de objetos de culto a Yahweh. A inscrição também atesta o costume de colocar toda a população de um território conquistado sob um intérdito (ḥērem) de uma divindade nacional.
A estela teria sido feita por volta de 840 a.C. e foi encontrada em Díbom, a antiga capital de Moabe. Hoje se encontra no Museu do Louvre, em Paris. A estela foi adquirida pelo missionário Frederick Augustus Klein (1827–1903) — alemão com cidadania francesa — da Sociedade Missionária da Igreja Britânica na Jordânia. Hoje se encontra no Museu do Louvre, em Paris.
Contexto de 2 Reis 3:4-27
4 Então, Mesa, rei dos moabitas, era contratador de gado e pagava ao rei de Israel cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com a sua lã. 5 Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, se revoltou o rei dos moabitas contra o rei de Israel. 6 Por isso, Jorão, ao mesmo tempo, saiu de Samaria e fez revista de todo o Israel. 7 E foi e enviou a Josafá, rei de Judá, dizendo: O rei dos moabitas se revoltou contra mim; irás tu comigo à guerra contra os moabitas? E disse ele: Subirei e eu serei como tu, o meu povo, como o teu povo, e os meus cavalos, como os teus cavalos. 8 E ele disse: Por que caminho subiremos? Então disse ele: Pelo caminho do deserto de Edom.
9 E partiu o rei de Israel, e o rei de Judá, e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias, e o exército e o gado que os seguia não tinham água. 10 Então, disse o rei de Israel: Ah! Que o Senhor chamou a estes três reis, para os entregar nas mãos dos moabitas. 11 E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias. 12 E disse Josafá: Está com ele a palavra do Senhor. Então, o rei de Israel, e Josafá, e o rei de Edom desceram a ele.
13 Mas Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe. Porém o rei de Israel lhe disse: Não, porque o Senhor chamou estes três reis para os entregar nas mãos dos moabitas. 14 E disse Eliseu: Vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, que, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não olharia para ti nem te veria. 15 Ora, pois, trazei-me um tangedor.
E sucedeu que, tangendo o tangedor, veio sobre ele a mão do Senhor. 16 E disse: Assim diz o Senhor: Fazei neste vale muitas covas. 17 Porque assim diz o Senhor: Não vereis vento e não vereis chuva; todavia, este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós e o vosso gado e os vossos animais. 18 E ainda isto é pouco aos olhos do Senhor; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos. 19 E ferireis todas as cidades fortes, e todas as cidades escolhidas, e todas as boas árvores cortareis, e tapareis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os bons campos. 20 E sucedeu que, pela manhã, oferecendo-se a oferta de manjares, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água.
21 Ouvindo, pois, todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejarem contra eles, convocaram a todos os que cingiam cinto e daí para cima e puseram-se às fronteiras. 22 E, levantando-se de madrugada, e saindo o sol sobre as águas, viram os moabitas defronte deles as águas vermelhas como sangue. 23 E disseram: Isto é sangue; certamente que os reis se destruíram à espada e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, moabitas!
24 Porém, chegando eles ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram, e feriram os moabitas, os quais fugiram diante deles; e ainda os feriram nas suas terras, ferindo ali também os moabitas. 25 E arrasaram as cidades, e cada um lançou a sua pedra em todos os bons campos, e os entulharam, e taparam todas as fontes de águas, e cortaram todas as boas árvores, até que só em Quir-Haresete deixaram ficar as pedras, mas os fundeiros a cercaram e a feriram.
26 Mas, vendo o rei dos moabitas que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo setecentos homens que arrancavam espada, para romperem contra o rei de Edom, porém não puderam. 27 Então, tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro; pelo que houve grande indignação em Israel; por isso, retiraram-se dele e voltaram para a sua terra.
Texto da Pedra Moabita
Sou Mesa, filho de Quemós-gade, rei de Moabe, o dibonita. Meu pai reinou trinta anos sobre Moabe e eu reinei depois de meu pai.
E eu construí este santuário para Quemós em Qeriho, um santuário de salvação, pois ele me salvou de todos os agressores e me fez olhar para todos os meus inimigos com desprezo.
Onri foi rei de Israel e oprimiu Moabe durante muitos dias, e Quemós ficou irado com suas agressões. Seu filho o sucedeu, e ele também disse: Eu oprimirei Moabe. Nos meus dias ele disse: Vamos, e eu verei o meu desejo sobre ele e sua casa, e Israel disse: Eu irei destruí-la para sempre. Onri tomou a terra de Madeba e a ocupou em seus dias, e nos dias de seu filho, quarenta anos. E Quemós teve misericórdia disso no meu tempo.
E eu construí Baal-Meon e fiz ali a vala, e construí Quiriataim. E os homens de Gade habitaram no país de Atarote desde os tempos antigos, e o rei de Israel fortificou Atarote.
Ataquei a muralha e a capturei, e matei todos os guerreiros da cidade para o bem de Quemós e Moabe, e retirei dela todo o despojo, e o ofereci a Quemós em Quiriate. E coloquei ali os homens de Siran e os homens de Mocrate.
E Quemós me disse: Vai, toma Nebo de Israel. E eu fui de noite e lutei contra ele desde o raiar do dia até o meio-dia, e eu o tomei. E eu matei todos os sete mil homens, mas não matei as mulheres e donzelas, pois eu as devotei a Astar-Quemós; e tomei dela os vasos de Yahweh, e os ofereci diante de Quemós.
E o rei de Israel fortificou Jaaz, e a ocupou, quando ele fez guerra contra mim, e Quemós o expulsou de diante de mim. E eu tomei de Moabe duzentos homens ao todo, e os coloquei em Jaaz, e tomei para anexá-la para Dibom.
Construí Qeriho, a parede da floresta e a parede da Colina. Eu construí seus portões e construí suas torres.
Eu construí o palácio do rei e fiz as prisões para os criminosos dentro da muralha. E não havia poços no interior da parede em Qeriho. E eu disse a todo o povo: ‘Faça para cada um de vocês um poço em sua casa.’ E eu cavei o fosso para Qeriho com os homens escolhidos de Israel.
Eu construí Aroer e fiz a estrada através do Árnon. Eu tomei Bete-Bamote porque foi destruída. Construí Bezer porque foi abatido pelos homens armados de Daybon, pois Daybon agora era leal; e eu reinei de Bicran, que acrescentei à minha terra. E eu construí Bete-Gamul, e Bete-Diblataim, e Bete Baal-Meon, e coloquei lá os pobres da terra. E quanto a Horonaim, os homens de Edom habitaram nela, na descendência dos antigos.
E Quemós me disse: Desce, faz guerra a Horonaim e toma-o. E eu o ataquei, E eu o peguei, pois Quemós o restaurou em meus dias. Por isso fiz …. … ano … e eu ….
Refere-se a (1) Esaú, irmão de Jacó (Gn 25:3o) e (2) a região do sul do Levante onde seus descendentes habitavam. Mais tarde seria chamados em grego de Idumeia.
Além da Bíblia, são mencionados em documentos egípcios. Aparecem em um lista do faraó egípcio Seti I de c. 1215 aC; na crônica de campanha de Ramsés III (r. 1186–1155 aC). A arqueologia demonstra que na região cresceu as vilas agrícolas e pastoreio seminômade entre os séculos XIII e VIII aC. A nação foi conquistada pelos babilônios no século VI aC.
Nos períodos babilônico e persa os edomitas foram empurrados para o oeste em direção ao sul de Judá por tribos nômades vindas do leste; como os nabateus noo século IV aC. Durante o século II aC, os edomitas foram convertidos à força ao judaísmo pelos asmoneus, fundindo-se com os judeus.
A sabedoria edomita era proverbial (Jr 49:7; Ob 8). No geral, os textos tentativamente identificados como edomitas na Bíblia refletem um pessimismo e resignação às circunstâncias da vida. Esses textos ou fontes incluem a hipótese edomita de Jó; Gn 26; Salmos 88; 89 6-19; Prov 30; 31 1-9, e a transmissão por vias edomitas do material egípcio contido em Sal 104 e Prov 22: 17-2.
A religião edomita era similar aos dos israelitas e outros semitas do sul do levante. Vários registros onomásticos e artefatos arqueológicos atestam os cultos a El, El-Baali e Manat/Manawat, Qos (que talvez seria a divindade nacional de Edom), Shamash, Nabu, Sin, Baal, Sidq, Shalem, Isis, Apis ou Osiris, bem como o digno de nota YWHW. O nome do deus Yaho é atestado pela onomástica e pela óstraca AL 283, a qual menciona um templo, a Casa de Yaho, entre os edomitas.