Hodayot

Em hebraico הוֹדָיוֹת, ação de graças. Refere-se aos manuscritos e ao gênero poético encontrado nos Manuscritos do Mar Morto, no qual se rende graças a Deus.

O Pergaminho de Ação de Graças foi um dos primeiros sete Pergaminhos do Mar Morto descobertos em 1947, bem como outros encontrados tanto na caverna 1 quanto na caverna 4 em Qumran. O maior dos documentos foi encontrado na caverna 1 (1QHa), bem como uma segunda cópia dos hinos que estava em pior estado (1QHb). A Caverna 4 incluiu seis documentos considerados associados aos Hinos de Ação de Graças.

O Pergaminho de Ação de Graças é uma antologia de cerca de 30 textos poéticos. Neles, Deus é louvado como o salvador e o revelador de segredos. Estilisticamente, há duas vozes: os textos dos “cânticos do Mestre” ou “cânticos do Maskil” (colunas X-XIX) e os “cânticos congregacionais” (colunas I-VIII e XX-XXVI).

Em alguns hodayot, o Maskil reivindica a posse do espírito divino e de um conhecimento profundo, no caso, uma interpretação sectária das escrituras.

Os hodayot indicam uma recitação coletiva e litúrgica. Aparecem paralelos nos Salmos, nos Salmos de Salomão, no Benedictus e o Magnificat (Lc 1) e o Prólogo de João 1.

Horvat Rosh Zayit

Horvat Rosh Zayit, em árabe Khirbet Ras Zetun (“Ruína da Ponta da Oliveira”), é um sítio arqueológico do início do período israelita situado na Floresta Segev na Baixa Galileia.

Escavações realizadas sob a direção do arqueólogo Zvi Gal encontraram uma grande fortaleza (16 x 15,5 metros) do século 10 a.C. Possui um pátio central cercado por salas, todas cercadas por imponentes fortificações sem portão. A entrada na fortaleza parece ter sido feita com a ajuda de escadas de madeira. Entre os itens encontrados dentro do complexo estavam dezenas de vasos de barro contendo sementes de trigo e jarros para armazenar vinho e azeite.

O sítio não deve ser confundido com Tel Zayit, onde foi encontrado o Abecedário de Zayt, próximo a Jerusalém.

A proximidade com uma vila árabe ainda hoje chamada de Cabul (a 2 km do sítio) fez com que Gal identificasse este sítio com a Terra de Cabul de 1 Reis 9:11-13.

11 (para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de faia e ouro, segundo todo o seu desejo). Então, deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra de Galileia. 12 E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos. 13 Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaram-nas: Terra de Cabul, até hoje.

BIBLIOGRAFIA

Gal, Zvi. “The Iron Age ‘Low Chronology’ in Light of the Excavations at Ḥorvat Rosh Zayit.” Israel Exploration Journal 53, no. 2 (2003): 147-50.

Hissopo

Hissopo (em hebraico אזוב ’ezob, em grego ὕσσωπος hyssopos): planta citada na Bíblia utilizada em rituais de purificação dos israelitas, mas sua identificação permanece incerta.

Seria uma planta arbustiva cujos ramos seriam amarrado em forma de molho para respingar ou aspergir liquidos como água, sangue ou vinagre.

O hissopo teria sido empregado para passar o sangue nos batentes das portas e assim o anjo não matasse os primogênitos dos israelitas (Êxodo 12:22-23). Aparece no tratamento dos leprosos (Levítico 14:4; 14:6; 14:51-52) e na purificação cerimonial (Números 19:6; 19:18), aludida em Hebreus 9:19. Aparece em contraste com o cedro como objeto de reflexão de Salomão (1 Reis 4:33), sendo citado em Salmos 51:7.

Na crucificação de Jesus, quando teve sede, os soldados embebedaram uma esponja com vinagre e colocaram numa vara de hissopo para alcançar a boca de Jesus (João 19:29).

Tradicionalmente identificado com Hyssopus officinalis, da família da Lamiaceae, ou com o orégano sírio (Origanum syriacum); mas nenhum deles crescem nas paredes (contra 1 Re 4:33).

SAIBA MAIS

Fleisher, Alexander; Fleisher, Zhenia (1988). “Identification of Biblical Hyssop and Origin of the Traditional Use of Oregano-Group Herbs in the Mediterranean Region”. Economic Botany. Springer. 42 (2): 232–241. doi:10.1007/BF02858924.

Hendíade

Hendíade é uma figura de retórica que usa duas palavras para referir-se a um único conceito. Morfologicamente consiste em dois nomes ou substantivos coordenados em vez de um substantivo e seu atributo. Por extensão, é o uso de duas palavras para expressar um só conceito. Em português a expressão “barba e bigode” para expressar completude é um exemplo de hendíade.

E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um Redentor e Protetor que os livrará. Is 19:20

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Heveus

Os heveus, em hebraico: hivim, חוים, eram um grupo de descendentes de Canaã, filho de Cão, de acordo com a Tabela das Nações em Gênesis 10:17.

No livro de Josué e Juízes os heveus viviam na região montanhosa do Líbano, de Lebo Hamate (Jz3: 3) ao Monte Hermom (Js 11: 3). O Texto Masorético faz confusão entre “heveus” e “horitas” acerca de outros locais em diversas passagens de Josué e Samuel, possivelmente pela semelhança das letras hebraicas Vav e Resh, enquanto a Septuaginta registra “horita”.

O censo de Davi incluiu cidades dos heveus (2 Sm 24: 1–7) e durante o reinado de Salomão aparecem como parte do trabalho escravo para seus projetos de construção (1 Re 9:20–21, 2 Cr 8:7-8).