Portal Bubastite

Portal Bubastite em Karnak registra a pilhagem de Sisaque (Sheshonq ou Shishak) às terras de Canaã.

Sisaque I, da 22a dinastia, reinou entre 945 e 925 a.C. e por volta de 925 teria feito uma expedição em área de Israel e Judá. Segundo os relatos bíblicos de 1 Re 14:25 e 2 Cr 12: 1-12, depois de abrigar Jeroboão, Sisaque teria se direcionado contra Jerusalém no reinado de Roboão.

O portal era de uma série de colunas no pátio do templo de Amom em Karnak. O portal ilustra Sisaque derrotando seus inimigos e com vários prisioneiros subjugados.

Templo de ’Ain Dara

O templo ‘Ain Dara, utilizado de 1300 a 740 a.C., foi o exemplo mais bem preservado da arquitetura de templo siro-hitita. Alguns pesquisadores apontam suas semelhanças (debatíveis) com o Templo de Salomão descrito na Bíblia, junto de outros paralelos arquitetônicos de Hazor em Israel e Tel Tayinat na Turquia.

Tel ‘Ain Dara é um sítio arqueológico de vários períodos localizado no noroeste de Alepo, na Síria, próximo ao rio Afrin. A ocupação mais intensa ocorreu durante a Idade do Ferro.

Arquitetonicamente, o templo seguia o modelo levantino de templo in antis. Sua planta baixa consistia de um pátio, pórtico e um prédio quase cúbico com uma ante-sala e um santo-dos-santos. Um corredor circundava em forma de U esse salão principal. O templo era decorado com imagens de leões e esfinges e relevos geométricos. Uma série de soleiras de calcário nas portas principais possuiam entalhes de pegadas humanas gigantes.

O local, cujo nome original é desconhecido, pertenceu ao Império Hitita no final do segundo milênio. Foi controlado pelo estado arameu de Bit Agusi até ser incorporado ao Império Neo-Assírio.

As datas precisas de construção, os modos de culto e mesmo quais divindades eram adoradas do templo permanecem desconhecidos. O templo de ‘Ain Dara foi seriamente danificado por um ataque aéreo em janeiro de 2018.

BIBLIOGRAFIA

Ali Abu Assaf, Der Tempel von ‘Ain Dara, Damaszener Forschungen 3.Mainz: Philipp von Zabern, 1990.

Inscrição da Cidadela de Amã

A Inscrição da Cidadela de Amã (KAI 307) é um artefato encontrando na antiga capital dos amonitas, datada do século VIII a.C.

Descoberta em 1961 na Cidadela de Amã e publicada vez em 1968 por Siegfried Horn, a Inscrição seria proveniente do templo-fortificado dos amonitas, na atual Amã, capital da Jordânia.

A inscrição é esculpida em um bloco de calcário branco de aproximadamente 26 × 19 cm, com partes da inscrição perdidas, nos lados direito e esquerdo. A maioria das letras são claramente visíveis e a pedra tem poucos vestígios de erosão. Contém oito linhas. Nas oito linhas aparecem 93 letras em estimadas 33 palavras em língua amonita, uma variante do contínuo linguístico cananeu.

  1. [… Mi] lcom construiu para vós as entradas da cidadela […]
  2. […] que todos os que te ameaçam certamente morrerão […]
  3. […] Certamente destruirei, e todos os que entrarem […]
  4. […] e entre todas as suas colunas os justos habitarãoo […]
  5. […] pendurará em suas portas um ornamento […]
  6. […] será oferecido dentro seu pórtico […]
  7. […] e segurança […]
  8. […] paz a vós e pa[z …]