Siríaco

A língua siríaca é uma língua semítica, variante do aramaico falado no nordeste da Síria, desde o século III a.C.

A língua siríaca é relevante na história na cristandade, pois era a língua utilizada pelos primeiros cristãos para a liturgia e para a escrita de textos sagrados. Atualmente, algumas denominações cristãs, como a Igreja Ortodoxa Siríaca, a Igreja (Assíria) do Oriente, a Igreja Ortodoxa Sirian (Jacobita) e a Igreja Católica Caldeia, ainda utilizam a língua siríaca em suas liturgias e em textos religiosos.

Existem várias variantes da língua siríaca. As mais conhecidas variantes siríaco clássico e o siríaco ocidental. O siríaco clássico é a forma mais antiga da língua e é utilizada em textos religiosos. Já o siríaco ocidental é uma forma moderna da língua, preservada em algumas ilhas linguísticas e na diáspora siríaca.

Peshitta

A peshitta, peshita ou peshitto é conjunto de versões aramaicas da Bíblia na variante siríaca, conjunto de falares do norte da Síria e da Mesopotâmia. Peshitta significa “comum” ou “simples” denotando ser uma versão sem comentários ou aparatos para uso popular (semelhante ao termo vulgata aplicada para a versão latina), sendo empregado pela primeira vez pelo escritor jacobita Moisés bar Kefa (c.813-903/913).

A língua siríaca é um conjunto de variantes do aramaico oriental. Originalmente, judeus no norte da Síria traduziram sua Bíblia para o siríaco no século II d.C. com base em uma versão hebraica hoje perdida, mas possivelmente da família da qual emergeria o Texto Massorético. Depois, cristãos de língua siríaca adotaram a Peshitta e adicionaram uma versão siríaca do Novo Testamento.

Ainda no século II d.C. Taciano editou uma harmonia dos quatro Evangelhos gregos canônicos em siríaco, o Diatessaron. Embora a harmonização de Taciano fosse muito popular no Oriente até o século V d.C., Irineu e outros líderes preferiam manter todos os quatro evangelhos canônicos separados.

Por algum tempo vários eruditos bíblicos atribuíram a autoria ou revisão da Peshitta a Rabula, bispo de Edessa entre 411 e 435. Contudo, as variantes e a adoção da Peshitta por grupos que depois seriam as igrejas Jacobita e do Oriente demonstram a antiguidade da versão.

A Peshitta foi adotada como versão-padrão por várias denominações orientais, como a Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia, várias comunidades uniatas católicas, a Igreja Siríaca Ortodoxa (Jacobita) e a Igreja do Oriente.

O cânon da Peshitta varia conforme as famílias dos manuscritos. Uma forma tradicional contém o Pentateuco, Jó, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Rute, Cântico dos Cânticos, Ester, Esdras, Neemias, Isaías, os Doze Profetas Menores , Jeremias e Lamentações, Ezequiel e Daniel. Seguem os deuterocanônicos. O Novo Testamento varia, com recensões ocidentais com 27 livros e as orientais sem conter a antilegômena (2 Pedro, 2 e João, Judas e Apocalipse).

Suméria

Os sumérios foram uma civilização no sudeste do atual Iraque, cujo desenvolvimento de centros urbanos ocorreu anos 5.000 e 4.000 e atingiu o pico por volta de 2.000 a.C.

Inicialmente, a civilização suméria formou-se em torno de de templos, os quais eram centros administrativos e comerciais. Dentre elas estavam Kish (Tell el-Oheimir), Kid Nun (Jemdet Nasr), Nippur (Niffer), Lagash (Telloh), Eridu (Abu Shahrain), Shuruppak (Fara), Larsa (Senkere ) e Umma (Jocha), Uruk (Warka), Ur ou Ereque (Tell Muqayyir) — as duas últimas mencionadas na Bíblia.

Deve ser creditado aos sumérios a invenção progressiva da escrita. Passaram de sinais contábeis inscritos em argila para um sistema complexo de escrita chamado cuneiforme. No século XIX sua escrita cuneiforme foi decifrada e a arqueologia dos anos 1910 ao 1930 produziu tais descobertas fascinantes. Na década de 1950, com a publicação desse materal, ficou demonstrado que as raízes da cultura europeia e semítica remontavam à literatura da Idade do Bronze – ao Egito, à Anatólia, à Mesopotâmia e sobretudo da Suméria.

Na Bíblia, a Suméria é chamada de Sinar. Em Gn 10:10, o reino de Nimrode compreende Babel (Babilônia), Ereque (Uruk), Acade e Calné, na terra de Sinar. O rei Anrafel aparece como senhor de Sinar (Gn 14:1,9). Outras menções aparecem em Js 7:21; Is 11:11; Dn 1: 2; e Zc 5:11

Síria

Síria é um país no Oriente Médio mencionado várias vezes na Bíblia. Situado no Levante, era um centro de comércio e intermediava as passagens para a Anatólia (e de lá, para Europa), a Mesopotâmia, a Arábia e o Egito.

Sendo uma área de ocupação sendentária mais antiga do mundo, teve vários reinos e impérios. Na Bíblia, a Síria é conhecida como Aram. O Novo Testamento menciona a Síria como o lugar adesão ao cristianismo por Saulo, em Damasco.

Saduceus

Saduceus eram um grupo de elite judaica intimamente associado às funções cúlticas sacerdotais e posições de liderança no Segundo Templo.

Não se tem muitas fontes acerca dos saduceus. Pelo Novo Testamento, Josefo e Talmud, infere-se que os saduceus aceitaram apenas a Torá como dotada de autoridade e rejeitaram as interpretações dos fariseus sobre ressurreição, anjos e vida pós morte.

Talvez originário dos grupos sacerdotais ligadas aos macabeus, o termo remete a zadoquita, uma possível origem de suas linhagens. Não sobreviveram como grupo distinto à destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C.