Miguel Spina

Miguel Spina (1913-1993) foi um ministro do evangelho e industrial brasileiro, pertencente à Congregação Cristã no Brasil.

Filho de imigrantes italianos estabelecidos no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, com seus irmãos montou uma gráfica que veio ser uma das maiores do Brasil.

Aos 28 anos foi ordenado ao ministério de ancião para a Congregação do Brás. No início de seu ministério, liderou a construção de uma enorme casa de oração que viria ser sede administrativa da denominação em São Paulo e centro para reuniões do ministério da Congregação Cristã no Brasil.

Ocupou a função de moderador, presidindo as reuniões anuais do ministério a partir dos anos 1960 até sua morte.

No início dos anos 1950 seus irmãos e sócios liberaram-no de vários compromissos na gráfica para que poderia viajar pelo Brasil e pelo mundo em missões.

Sabeus

Os sabeus (grego antigo Σαβαίοι ou em hebraico סבאים) eram um antigo povo semita do sudoeste da Península Arábica , onde hoje é o Iêmen.

No Antigo Testamento, os sabeus aparecem como negociantes de incenso (Jr 6:20, Isa 60:6, cf. Gn 25:1-6, Joel 4:8). É famosa a visita da Rainha de Sabá a Salomão (1 Reis 10:1-13, 2 Cr 9:1-12). Os sabeus seriam um dos povos que atacaram Jó (Jó 1:15; 6:19).

A civilização de Sabá emergiu na Idade do Ferro. Alguns estudiosos pensam o estado sabeu surgiu por volta de 1200 a.C., enquanto as pesquisas mais recentes apontam para c. 800 a.C. O Império Sabeu durou até 275 d.C., quando foram dominados pelos estados himiaritas, também do Iêmen.

Nos anais dos assírios, os sabeus são mencionados pela primeira vez em 730 aC. Os gregos conheciam os sabeus como comerciantes de incenso e mirra.

A língua comum dos sabeus e himiaritas era o sabaeu, um dialeto do antigo árabe do sul. O antigo árabe do sul foi largamente falado no sudoeste da Península Arábica até o século X, sendo relacionado com as línguas etíopes. É atestado com cerca de 6.000 inscrições. Seus únicos remanescentes contemporâneos são as línguas razihi e faifi faladas no noroeste do Iêmen.

Albert E. Saxby

Albert E. Saxby (1873-1960) foi um pioneiro pentecostal britânico.

Começou seu ministério como pastor batista na África do Sul e mais tarde serviu em uma igreja batista em Harringay, norte de Londres. No entanto, sua vida deu uma guinada significativa quando abraçou os ensinamentos pentecostais e se tornou um dos primeiros pioneiros do movimento.

Desempenhou um papel fundamental no estabelecimento da histórica congregação Derby Hall em Londres em 1915. Tornou-se conhecido em conferências e literatura pela propagação da doutrina da evidência inicial do Batismo do Espírito Santo através do falar em línguas, do universalismo e do pacifismo.

Argumentava que havia uma distinção entre falar em línguas como um dom do Espírito e falar em línguas como um sinal ou selo do batismo do Espírito Santo. Nem todos os indivíduos batizados no Espírito Santo seriam obrigados a falar em línguas. A partir da questão retórica “todos falam em línguas?” ensinava que, embora Jesus indicasse no Novo Testamento que os crentes deveriam falar em novas línguas, isso era principalmente um sinal ou evidência do batismo da Igreja no Espírito Santo. Saxby enfatizou que o dom de línguas se destinava à edificação da igreja, mas negou que cada destinatário do dom de línguas fosse necessariamente chamado para falar uma mensagem na assembleia pública da igreja.

Sobre a reconciliação final, Saxby ensinou que o julgamento de Deus recai sobre o pecado. Assim, através da cruz, Jesus finalmente reconciliará a humanidade com Deus (Colossenses 1:20), numa sujeição onde Ele será “Tudo em todos”. Uma vez condenado o pecado, os fiéis podem esperar a vitória final sobre a morte. Portanto, quando essa sujeição for alcançada, então, e somente então, ‘o último inimigo, a morte, será destruída’.

Instrumental na conversão de Donald Gee, Saxby era descrito como sendo agradável e alegre, bem como por sua paixão pelas Escrituras e profundo amor pelas pessoas. A partir de 1923, suas posições teológicas levaram a um isolamento em relação aos grupos pentecostais britânicos.

BIBLIOGRAFIA

Gee, Donald. These Men I Knew. Personal Memories of Our Pioneers. Assemblies of God Publishing House, 1980.

Saxby, A. E. God in Creation, Redemption, Judgment and Consummation & What is Ultimate Reconciliation? El Segundo, CA : Scripture Studies Concern, 1966.

Saxby, A. E. God’s Ultimate. London, England : Arthur H. Stockwell, 1938.

Saxby, A. E. The Second Death: An Enquiry into its Meaning and Operation. an enquiry into its meaning and operation. Fallbrook, CA : Van-Del Press, 1966.

Sitz im Leben

Sitz im Leben é um termo em exegese bíblica que se refere às circunstâncias em que ocorreu uma frase, um história ou um gênero textual. O termo foi cunhado pelo biblista Hermann Gunkel (1862 – 1932) para seu estudo de crítica formal.

É um termo mais restrito que contexto, discorrendo sobre os meios e condições em que um texto foi criado, preservado e transmitido. Considera ainda o papel social e o momento dos interlocutores, tanto o emitente quanto a audiência.

Um exemplo ilustra o conceito. Uma genealogia foi recitada pelos membros de uma família incrementalmente por gerações. Em dado momento, talvez em uma disputa de terras ou sucessão pode ter sido vertida em escrita. A forma escrita teria sido guardada em arquivos, os quais poderiam ter sido consultados na composição de livros como 1 Crônicas. O Sitz im Leben preocupa-se com a funcionalidade original de um texto antes de sua escrituralização. No caso, o foco estaria na transmissão oral da genealogia, tentando desvendar como era composta, repassada e utilizada as listas genealógicas para a sociedade camponesa de uma vila no Antigo Israel.

O conceito foi expandido por Paul Minear para analisar os relatos do nascimento de Jesus na Igreja primitiva. Além de Sitz im Leben (“situação da vida”), Minear chama atenção para o Sitz im Glauben (“situação de fé”) e Sitz im Loben (“situação de adoração”) das comunidades que produziram e recepcionaram tais textos bíblicos. Outra expansão do conceito foi proposto por Gesché para Sitz im Schrift (a situação da passagem dentro do texto).

BIBLIOGRAFIA

Gesché, Adolphe, “Pour une identité narrative de Jésus”, in Revue Théologique
de Louvain, 30 (1999), pp. 153-179 e 336-356.

Gunkel, Hermann. Die Psalmen. Übersetzt und erklärt von Hermann Gunkel. Göttingen 1926.

Minear, Paul Sevier. “The Interpreter and the Birth Narratives,” in Symbolae Biblicae Upsalienses, Supplementhäften Till Svensk Exegetisk Årsbok, 13, 1950.

Rocco Santamaria

Rocco Santamaria (1899 – 1985) foi um ministro do evangelho pertencente às Igrejas Cristãs Italianas da América do Norte.

Junto de seu pai, John Santamaria, evangelizaram e formaram várias congregações italianas no norte do estado de Nova Jérsey nos anos 1910-1930. Fundaram, dirigiram ou apoiaram as igrejas italianas de Nutley, Passaic, Burlington, Newark, Carlstadt, Lyndhurst, Paterson, todas em New Jérsey.

Santamaria trabalhava como carpiteiro e editava o periódico La Pace Christiana, um dos primeiros do movimento pentecostal italiano.

No começo da década de 1930, o grupo ministrado pelos Santamaria aderiu à ala “mangiasangue” na questão da observância da injunção de Atos 15. Em 1932, com seu pai, peticionaram a formação das Assembleias de Deus Italianas como filiadas às Assemblies of God americana. No entanto, nos anos seguinte voltaram a ficar independente e reconciliaram-se com a Italian Christian Church of North America (CCNA), onde em 1939 Rocco seria apontado editor do Il Faro e no ano seguinte vice-presidente da denominação.

Quando aposentou, mudou-se para o asilo da CCNA na Flórida, onde morreu.