Versões coptas

As versões coptas da Bíblia feitas no conjunto de dialetos egípcios pós-helenistas figuram, talvez, entre as primeiras a serem traduzidas.

A língua copta é derivada do egípcio antigo. Durante o período helenístico começou-se a utilizar o alfabeto unical grego, mais sete caracteres retirados do demótico egípcio. Como língua corrente, foi a língua majoritária do Egito até o final do primeiro milênio d.C., quando gradativamente foi suplantada pelo árabe. No século XVII deixou de ser falada no cotidiano, mas permaneceu como língua litúrgica dos cristãos coptas.

Tanto o Antigo e o Novo Testamento foram traduzidos para cinco dos dialetos do copta: boárico (norte), faiúmico, saídico (sul), acmímico e mesoquêmico (meio do Egito). Quase em sua totalidade foram utilizados papiros.

São testemunhas importantes para a história textual. O cânon é semelhante às outras grandes versões, mas a ordem dos livros diferem em alguns casos.

A ordem dos livros no cânon boárico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Tessalonicenses e 1 Timóteo), epístolas católicas, Atos e Apocalipse (embora o Apocalipse conste em relativamente poucos manuscritos).

As versões em saídico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Coríntios e Gálatas), epístolas católicas, Atos e Apocalipse.

Lillian Trasher

Lillian Hunt Trasher (1887 – 1961) foi uma missionária americana em Asyut, Egito, onde fundou um orfanato, sendo apelidade de “Mãe do Nilo” do Egito.

Nascida em Jacksonville, Flórida, sua mãe era originalmente Quaker, mas converteu-se à Igreja Católica Romana. Na sua adolescência, Lillian converteu-se à fé evangélica. Estudou em escolas bíblicas em Cincinnati, Ohio, e Greenville, Carolina do Sul. Trabalhou em um orfanato da Carolina do Norte e no final da década de 1900 passou a congregar na Igreja de Deus (Cleveland, Tennessee) em Dahlonega, Geórgia, quando se tornou pentecostal.

Após romper seu noivado com um evangelista que não apoiava sua vocação, Lillian partiu para o Egito em 1910 com uns poucos dólares como missionária independente. Estabeleceu-se no centro do Egito, em Asyut, onde um dia uma mulher próxima da morte entregou-lhe sua criança. A partir daí iniciou sua obra de cuidado dos órfãos.

O orfanato recebia apoio de várias denominações, desde o Sínodo Evangélico do Nilo (Presbiteriano) e as Assemblies of God americanas, da qual Trasher tornou-se membro.

BIBLIOGRAFIA

https://www.cbeinternational.org/resource/article/mutuality-blog-magazine/nile-mother-story-lillian-trasher

Asenate

Asenate era filha de Potifera, sacerdote de Rá em Om (Heliópolis), no Egito. Faraó a deu em casamento a José (Gn 41:45). Foi mãe de Manassés e Efraim (Gn 41:50-52; Gn 46:20).

Há um pseudoepígrafo intitulado José e Asenate que expande a narrativa sobre ela. É oriundo do Egito, mas teve ampla circulação em várias línguas. Apesar de ser assemelhado a uma midrash, aparenta ter tido uma recepção ou composição em círculos cristãos.