Papiro 137

Fragmento também identificado como Papyrus 137, {\mathfrak {P}}137, P.Oxy. LXXXIII 5345, do evangelho de Marcos, possivelmente o mais antigo até então encontrado.

Trata-se de um fragmento encontrado em 1903 em Oxyrhynchus, mas somente publicado em 2018. Contém trechos de Marcos 1:7-9; 1:16-18 em ambos lados da folha (frente e verso), indicando ser originalmente parte de um códice.

É datado do final do século II ou III.

Foi foco de uma controvérsia nos anos 2010 quando especulou-se que seria datado do século I e supostamente estaria sendo vendido para o Museu da Bíblia de Washington.

Evangelho de Mateus

Evangelho no qual os ensinos e obra de Cristo cumprem a esperança messiânica. Convida uma audiência familiarizada com o Antigo Testamento que se torne discípulos de Jesus, tornando-se partícipe do reino dos céus e formando discípulos entre todas as nações.

O primeiro dos evangelhos no cânone do Novo Testamento, ou seja, o relato da vida, ensinos e obra de vitória sobre a morte de Jesus Cristo. Foi um dos mais copiados textos do Novo Testamento entre os cristãos dos primeiros séculos.

Um dos três evangelhos sinóticos (com passagens paralelas, os outros são Lucas e Marcos), este evangelho anônimo recebeu o título de Evangelho de Mateus no século II.

ESBOÇO

  1. Genealogia (1:1-17)
  2. Nascimento em meio à perseguição (1:18-2:23).
  3. Batismo e tentação (3:1-4:12)
  4. Jesus inicia seu ministério na Galileia (4:12-25).
  5. Sermão da Montanha (5-7).
    1. As beatitudes (5:1-12)
    2. Oração do Pai Nosso (6:1-8).
  6. Vários atos maravilhosos (8:1-9:34).
  7. Jesus é rejeitado (11-16:12),
  8. Ensino por parábolas (13:1-52).
  9. Os discípulos confessam Jesus como Filho de Deus (16:13-20).
  10. Prediz sua morte, Jesus vai a Jerusalém e ensina no Templo (16:21-25:46).
  11. Jesus é preso, julgado e crucificado (26-27).
  12. Ressuscita, instruindo a Grande Comissão (28).

Abba

Abba ou Aba, em grafia hebraica אַבָּא, é forma para “pai” em aramaico.

Aparece nas porções aramaicas de Dn 5:2, 11, 13, 18. No NT aparece na expressão bilígue aramaica e grega “Aba, Pai” quando Jesus no Getsêmani se dirige a Deus-Pai (Mc 14:36) e em Rm 8:15 e em Gl 4:6.

É errônea a interpretação de que seria uma forma carinhosa e familiar (como “papai”). (Barr, 1988; Chilton, 1993).

BIBLIOGRAFIA

Barr, James. “Abba Isn’t Daddy.” Journal of Theological Studies 39 (1988): 28–47.

Chilton, Bruce. “God as ‘Father’ in the Targumim, in Non-Canonical Literatures of Early Judaism and Primitive Christianity, and in Matthew.” Pages 151–69 in Pseudepigrapha and Early Biblical Interpretation. Journal for the Study of the Pseudepigrapha Supplement Series 14. Studies in Scripture in Early Judaism and Christianity 2. Edited by James Charlesworth and Craig Evans. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1993.