Documento de Damasco

O Documento da Nova Aliança na Terra de Damasco, também chamado de Fragmentos Zadoquitas, é uma escritura importante para a Comunidade de Qumran. São oriundos de duas descobertas, uma parte dos Manuscritos do Mar Morto e outra entre os materiais da geniza do Cairo,

O Documento de Damasco poussi duas seções principais.

A “exortação” apresenta o ensino religioso da comunidade, enfatizando a fidelidade à aliança de Deus com Israel e a estrita observância do sábado e de outros dias santos. Também discorre sobre um enigmático líder, o Mestre da Retidão, oposto pelo Sacerdote Ímpio e sendo perseguido e exilado.

A segunda seção contém uma lista de estatutos que tratam de votos e pureza ritual, diretrizes para assembleias comunitárias, a seleção de juízes e os deveres do Guardião, que controlava a admissão e instrução de novos membros.

Hodayot

Em hebraico הוֹדָיוֹת, ação de graças. Refere-se aos manuscritos e ao gênero poético encontrado nos Manuscritos do Mar Morto, no qual se rende graças a Deus.

O Pergaminho de Ação de Graças foi um dos primeiros sete Pergaminhos do Mar Morto descobertos em 1947, bem como outros encontrados tanto na caverna 1 quanto na caverna 4 em Qumran. O maior dos documentos foi encontrado na caverna 1 (1QHa), bem como uma segunda cópia dos hinos que estava em pior estado (1QHb). A Caverna 4 incluiu seis documentos considerados associados aos Hinos de Ação de Graças.

O Pergaminho de Ação de Graças é uma antologia de cerca de 30 textos poéticos. Neles, Deus é louvado como o salvador e o revelador de segredos. Estilisticamente, há duas vozes: os textos dos “cânticos do Mestre” ou “cânticos do Maskil” (colunas X-XIX) e os “cânticos congregacionais” (colunas I-VIII e XX-XXVI).

Em alguns hodayot, o Maskil reivindica a posse do espírito divino e de um conhecimento profundo, no caso, uma interpretação sectária das escrituras.

Os hodayot indicam uma recitação coletiva e litúrgica. Aparecem paralelos nos Salmos, nos Salmos de Salomão, no Benedictus e o Magnificat (Lc 1) e o Prólogo de João 1.

Apócrifo de Gênesis

Literatura parabíblica que expande o livro de Gênesis. Sobrevive em fragmentos dos manuscritos aramaicos descobertos no Mar Morto (1QapGen ou 1Q20).

Datado de entre 250 aC e 50 dC, o Apócrifo de Gênesis reconta as narrativas de Lameque, Enoque, Noé e Abraão ao estilo de midrash. Notoriamente, expande a narrativa de Lameque. Menciona um “livro perdido”, o Livro das palavras de Noé.

O Apócrifo de Gênesis tenta retratar os patriarcas com um tom moralmente melhor e dar uma interpretação teológica de suas vidas.

O livro é uma fonte importante para o aramaico palestiniano médio e é um dos mais antigos testemunhos que cita o livro de Gênesis.

O Apócrifo do Gênesis tem cerca de 17 colunas, o que corresponde a cerca de 20 páginas na tradução para as línguas ocidentais. O manuscrito está incompleto, com algumas seções faltando, tornando difícil determinar o tamanho exato.

BIBLIOGRAFIA

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Stuckenbruck, Loren T. “The Lamech Narrative in the Genesis Apocryphon (1QapGen) and Birth of Noah (4QEnochc ar): A Tradition-Historical Study.” Aramaica Qumranica. Brill, 2010. 253-275.

Manuscrito de Nahal Arugot

Em 2004, alguns beduínos encontraram quatro fragmentos de couro inscritos em uma pequena e inacessível caverna em Nachal Arugot, próximo a Engedi.

Contém Lv 23:40-44 e Lv 24:16-19, sendo datados provavelmente da mesma época dos manuscritos do Mar Morto.

Próximo a essa região foi encontrado outro manuscrito de Levítico, mas medieval e proto-massorético, o EGLev.

Manuscritos de Massada

Na antiga fortaleza herodiana de Massada, no deserto da Judeia, foram encontrados manuscritos que remontam das guerras judaicas (68-72 d.C. e 132-135 d.C.).

Entre eles estão um manuscrito de Gênesis, dois manuscritos de Levítico, um de Deuteronômio, dois de Salmos e um de Ezequiel, Apócrifo do Gênesis, Siraque, Apócrifa de Josué, Cântico do Sacrifício para o Sábado, uma obra semelhante aos Jubileus e uma obra litúrgica identificada como Samaritana.

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