Mivne haEven haGadol

Mivne haEven haGadol ou Grande Estrutura de Pedra é nome dos restos arqueológicos encontrados na Cidade de Davi, em Jerusalém.

A arqueóloga Eilat Mazar anunciou as descobertas da escavação em 2005 como datada do século X a.C. e possivelmente parte do palácio de Davi.

Foram encontradas duas bulas (selos). Uma pertencia ao funcionário Jeucal, filho de Selemias, filho de Sevi. Essa pessoa parece ser mencionada em Jeremias 37:3 e 38:1. Outra bula pertence a Gedalias, filho de Pasur, desse mesmo período, também citado no Livro de Jeremias 38:1-4.

A datação e a identificação do sítio gerou várias controvérsias. Alguns arqueólogos discordam que seja uma só edificação.

BIBLIOGRAFIA

Finkelstein, Israel; Herzog, Ze’ev; Singer-Avitz, Lily; Ussishkin, David (2007). “Has King David’s Palace in Jerusalem Been Found?”. Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University. 34 (2): 142–164.

Mazar, Eilat (2006). “Did I Find King David’s Palace? Biblical Archaeology Review. 32:1 (January/February): 16–27, 70.

Joseph Mede

Joseph Mede (1586-1638) foi um filólogo, teólogo e exegeta inglês de orientação anglicana.

Mede screveu uma interpretação escatológica em um comentário do Apocalipse, Clavis Apocalyptica. Nessa obra, fez algumas previsões para o retorno de Cristo, uma delas para 1712.

Foi pioneiro em considerar possessões demoníacas como doenças mentais e propôs que o Livro de Zacarias teve mais de um autor.

Considerava o dia do juízo como um período de mil anos, precedido pela ressurreição dos mártires e sua admissão ao céu. Esse período seria um período de “paz mais feliz” para a Igreja na terra, mas rejeita expressamente um reino terrestre de Cristo.

Foi um proponente da tolerância de divergência de opiniões.

‘Eu nunca me vi propenso a mudar minhas afeições sinceras a alguém por mera diferença de opinião.’

‘Não posso acreditar que a verdade possa ser prejudicada pela descoberta da verdade.’

BIBLIOGRAFIA

Mead, Joseph by Alexander Gordon. Dictionary of National Biography, 1885-1900, Volume 37

Manuscritos do Deserto da Judeia

Os Manuscritos do Deserto da Judeia são uma coleção de textos antigos, predominantemente judaicos, descobertos em diversas cavernas no Deserto da Judeia, a leste de Jerusalém, a maioria entre 1947 e 1956. Esses documentos, que datam principalmente do período entre o século III a.C. e o século I d.C., têm imensa importância histórica, religiosa e cultural, fornecendo uma visão sem precedentes da vida e do pensamento judaico no período do Segundo Templo.

A região do Deserto da Judeia era um local de refúgio e atividade religiosa durante o período helenístico e romano. Grupos como os essênios buscavam isolamento para fins de purificação espiritual e prática religiosa. A descoberta dos manuscritos em cavernas, muitas vezes associadas a antigos assentamentos, sugere que esses locais eram utilizados para armazenar textos sagrados e documentos comunitários.

Os manuscritos são compostos por uma variedade de textos, incluindo:

  • Textos Bíblicos: Cópias de livros da Bíblia Hebraica, representando a maioria dos livros canônicos. A versão mais antiga do Livro de Isaías, completa e bem preservada, é um dos destaques.
  • Textos Apócrifos e Pseudoepígrafos: Obras que não foram incluídas no cânon bíblico, mas que circulavam entre as comunidades judaicas do período.
  • Textos Sectários: Documentos que revelam as crenças e práticas de grupos específicos, como os essênios. O “Manual de Disciplina” e o “Rolo da Guerra” são exemplos importantes.
  • Textos Literários: Obras poéticas, como hinos e salmos, e textos sapienciais.
  • Documentos Legais e Administrativos: Contratos, cartas, recibos e outros documentos que registram transações e eventos do cotidiano.

Principais Coleções:

Arquivos de Babatha

Arquivo de Salome Komaise

Manuscrito de Nahal Arugot

Manuscritos de Nahal Hever 

Manuscritos de Nahal Se’elim

Manuscritos de Wadi Sdeir

Manuscritos de Massada

Manuscrito de Shapira

Manuscritos do Mar Morto

Manuscrito EGLev

Textos de Wadi Murabba’at

Diálogo de Timóteo e Áquila

Manuscritos de Nahal Se’elim

Os Manuscritos de Nahal Se’elim (ou Wadi Seiyal) são uma coleção significativa de textos antigos descobertos em uma caverna na região de Nahal Se’elim, no deserto da Judeia. Datados do período helenístico e romano, especialmente do século II d.C., estão associados ao contexto histórico da revolta de Bar Kokhba contra o domínio romano.

Esses manuscritos foram encontrados durante escavações arqueológicas em uma área que é reconhecida pela sua importância histórica e arqueológica. Eles incluem textos escritos principalmente em hebraico e aramaico, refletindo a diversidade linguística e cultural da época.

Entre os textos encontrados, estão:

  • Textos bíblicos, contendo fragmentos ou referências a livros das Escrituras, que ajudam a compreender a transmissão e o uso dos textos sagrados naquele período.
  • Escritos não bíblicos, como documentos legais e cartas. Esses textos fornecem informações valiosas sobre práticas sociais, religiosas e jurídicas das comunidades judaicas na Judeia durante um período de resistência política e militar contra Roma.

Os manuscritos de Nahal Se’elim situam-se em um momento crítico da história judaica. A revolta de Bar Kokhba, ocorrida entre 132 e 135 d.C., foi uma tentativa de reestabelecer um estado judeu independente, resultando em uma repressão brutal por parte dos romanos. Esses textos são importantes porque revelam aspectos da vida religiosa e cultural das comunidades judaicas nesse período de conflito.