Odes de Salomão

As Odes de Salomão são uma antologia de 42 poemas ou hinos. A autoria pseudoepígrafa é atribuída a Salomão, mas se trata de poemas compostos entre a queda de Jerusalém e o final do século II em aramaico ou siríaco.

Provavelmente, foi a mais antiga coletânea de hinos utilizada no culto cristão. Apesar disso, a origem dessa coletânea permanece desconhecida. É possível que seja de origem judaica, cristã, judeu-cristã ou gnóstica. Aparentemente, Inácio de Antioquia (m.110 d.C.) teria citado a obra, o que situa sua origem nos primórdios da era cristã.

Há muitas semelhanças temáticas com a literatura joanina. No entanto, não há menção inequívoca sobre Jesus. Esposa uma teologia do Logos e faz referências abundantes à Sabedoria.

Anna Spina

Anna Spina Finotti (1926-2022), compositora, hinista e dirigente musical brasileira.

Filha de Nicolino Spina e Selma Herbst, converteu-se em 1941. Desde os seis anos estudou piano. Em 1948 foi indicada por Louis Francescon para supervisionar a revisão do hinário e a formação de organistas.

Na revisão do hinário, deixou uma contribuição não somente em sua adequação musical e poética, mas na própria teologia da Congregação Cristã no Brasil, conforme expressa no hinário No. 4 do Hinos de Louvores e Súplicas a Deus. Em seus hinos autorais são notórios temas como confiança na obra expiatória de Cristo e uma esperança jubilosa pela Sua volta.

Em 1952 casou-se com David Finotti, ministro da Congregação Cristã no Brasil, acompanhando-o em viagens em função da Igreja, principalmente ao Paraná. Como examinadora e encarregada da música, atendeu ensaios e exames de oficialização em várias localidades do Brasil.

Trabalhou ainda na tradução do hinário para vários idiomas e na edição do hinário No. 5 do Hinos de Louvores e Súplicas a Deus.

Empresária, dirigiu uma loja de música, Intermezzo, em São Paulo, além de formar gerações de músicos.

Salmo 151

O Salmo 151 é um salmo normalmente considerado apócrifo em várias tradições ocidentais e judias com base no Texto Massorético, mas parte do cânone ortodoxo e presente entre os manuscritos do Mar Morto e em algumas edições da Vulgata.

O Salmo 151 tem uma sobrescrição davídica e é situado no evento de Davi e Golias. Narra a história do jovem Davi, dentro dos relatos de 1 Sam 16–17. O salmo é atribuído a Davi e descreve seu humilde começo como pastor e sua eventual ascensão ao poder como rei de Israel. Ele ecoa a unção de Davi como rei e sua vitória sobre o gigante Golias.

Pela sua ausência no Texto Massorético, imaginou-se por muito tempo que seria uma composição originalmente em grego. No entanto, aparece junto com vários salmos não canônicos no Rolo dos Grandes Salmos (1QPsalmsa) nos Manuscritos do Mar Morto. Essa descoberta demonstrou que, na realidade, a versão da Septuaginta é uma tradução abreviada desse salmo em hebraico. A versão grega é chamada de Salmo 151A e a do Mar Morto de Salmo 151B.

1. Eu era pequeno entre meus irmãos
e o mais novo na casa de meu pai;
Eu cuidava das ovelhas do meu pai.

2 Minhas mãos fizeram uma harpa;
meus dedos formaram uma lira.

3 E quem dirá ao meu Senhor?
O próprio Senhor; é ele quem ouve.

4 Foi ele quem enviou seu mensageiro
e me tirou das ovelhas de meu pai
e me ungiu com o seu óleo de unção.

5 Meus irmãos eram bonitos e altos,
mas o Senhor não se agradou deles.

6 Saí ao encontro do estrangeiro,
e ele me amaldiçoou por seus ídolos.

7 Mas eu desembainhei sua espada;
Eu o decapitei e removi a desgraça do povo de Israel.

BIBLIOGRAFIA

Cortés, Maicol A. “The Messianic Davidic Expectations of Psalms 151A and 151B, and Their Theology.” TheoRhēma 17.2 (2022): 5-17.

Witt, Andrew C. “David, the” Ruler of the Sons of His Covenant”(…): The Expansion of Psalm 151 in 11QPs a.” Journal for the Evangelical Study of the Old Testament 3.1 (2014).

Sanchuniathon

Sanchuniathon, em grego antigo Σαγχουνιάθων ou Σαγχωνιάθων, ou Sanchoniatho de Beirute, foi um lendário autor fenício.

Suas três obras em língua fenícia sobrevivem apenas em fragmentos gregos de Filo de Biblos registrada pelo bispo cristão Eusébio. Esses poucos fragmentos compreendem a fonte literária mais extensa sobre a religião fenícia ou cananeia.

No final do século I d.C., o historiador Filo de Biblos diz ter usado a obra de Sanchuniathon como fonte, a qual predataria da Grécia troiana (século XII a.C.). Contudo, há suspeitas que se trata de uma obra pseudoepígrafa ou de uma fonte inventada.

Vale notar semelhanças na cosmogonia de Sanchuniathon e das cosmogonias de Ugarit.

Tanque de Siloé

O tanque ou piscina de Siloé ou Siloam é um reservatório de água ao sul de Ofel, parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da Cidade de Davi.

É mencionado na cura de um cego (Jo 9:1-7).

Provavelmente foi formado durante as construções de Ezequias (cf. Isaías 22:9; 2 Crônicas 32:2-4) e reconstruído durante o período do Segundo Templo.