Júlio Zabatiero

Júlio Paulo Tavares Mantovani Zabatiero é um teólogo e biblista brasileiro. Ministro ordenado da Igreja Presbiteriana Independente e docente em várias escolas teológicas, é um dos difusores da hermenêutica contextual no Brasil.

Johannis Zizioulas

Johannis Zizioulas ou John Zizioulas (nascido em 1931) é um teólogo ortodoxo grego, bispo de Pérgamo.

Desenvolveu uma eclesiologia baseada na liturgia, considerando a Igreja como uma comunidade eucarística. Discute a pessoalidade, articulando esse conceito com as teologias de Irineu e de Máximo, o confessor. Para ele, a humanidade plena somente ocorre pela comunhão participativa em vida com Deus. Propõe com base na patrística uma teologia relacional a respeito de Deus, discutindo a liberdade e existência humana.

É um expositor da teologia ortodoxa grega para um público ocidental.

Zinzendorf

Conde Nikolaus Ludwig von Zinzendorf, (1700- 1760), reformador espiritual e social do movimento pietista alemão que, como líder da Igreja dos Irmãos Morávios (Unitas Fratrum), procurou criar um movimento ecumênico de renovação espiritual e missões transculturais.

Senhor, Tua Palavra, esse tesouro sagrado, deixa-me reter para sempre; Nada na terra pode dar o prazer que eu possa obter de sua riqueza. Se Tua verdade não mais nos guiasse, como nossa fé se desviaria! Senhor, seja o que for que esteja ao nosso lado. Que esta luz ilumine nosso caminho.

Nikolaus Ludwig Conde Zinzendorf, 1725

Teve uma criação pietista quando foi criado por sua avó, a poetisa e devota e altamente educada Henriette Katharina von Gersdorf. Estudou em Halle e depois em Wittenberg (1716-1719), além viajar para estudos à Holanda e Paris, onde fez amizade do cardeal arcebispo de Paris Louis Antoine L.A. de Noailles. Em 1722, casou-se com Erdmuthe Dorothea von Reuss-Ebersdorf.

Em um debate com Johann Konrad Dippel em 1734, o conde reconheceu o caráter objetivo da crucificação de Cristo como resgate e sacrifício. Sua teologia cristocêntrica, focada no sacríficio de Jesus Cristo como o santo Cordeiro, marcaria a teologia dos irmãos morávios.

Recebeu em sua propriedade em Herrenhutter refugiados diversos, mas sobretudos os remanescentes dos hussitas. Em um avivamento, renovou a Igreja dos Irmãos do Morávios.

Foi expulso da Saxônia em 1736, iniciando uma peregrinação por toda a Europa, além de viagens à ilha caribenha de St. Thomas (1739) e Pensilvânia (1742-1743) e os países bálticos.

Ao morrer, deixou tanto os morávios organizados como denominação quanto também influenciou a formação de missões mundiais e vários avivamentos derivados, como o metodismo.

Zoã

Zoã, em hebraico צֹעַן, tso’an, era uma cidade no nordeste do delta do Nilo, no Egito, perto da margem sul do Lago Menzalé. Hoje é a cidade de San el-Hagar e seu nome grego era Tanis.

Zoã estaria nas proximidades de Gosem, a região onde os israelitas viviam no Egito antes do êxodo. Salmo 78 identifica Zoã como o local das maravilhas no Egito (Sl 78:12, 43; cf. Êx 7:14–12:30), mas não é mencionada no livro de Êxodo. De acordo com Nm 13:22, Hebrom foi construída sete anos antes de Zoã.

A cidade foi a capital do faraó Sheshonq I (Sisaque), que atacou o reino do norte de Israel e recebeu tributo de Roboão do templo de Jerusalém (1 Rs 14:25-26; 2 Cr 12 :2–9). Nos juízos das nações, profetas condenaram a cidade (Is 19:13; Ez 30:14).